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Jejum de Nínive: ferramenta para o pleno arrependimento

Foto: Jean Assis

Foto: Jean Assis

E veio a palavra do SENHOR segunda vez a Jonas, dizendo: Levanta-te, e vai à grande cidade de Nínive, e prega contra ela a mensagem que eu te digo. E levantou-se Jonas, e foi a Nínive, segundo a palavra do Senhor. Ora, Nínive era uma cidade muito grande, de três dias de caminho. E começou Jonas a entrar pela cidade caminho de um dia, e pregava, dizendo: Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida. E os homens de Nínive creram em Deus; e proclamaram um jejum, e vestiram-se de saco, desde o maior até ao menor. Esta palavra chegou também ao rei de Nínive; e ele levantou-se do seu trono, e tirou de si as suas vestes, e cobriu-se de saco, e sentou-se sobre a cinza. E fez uma proclamação que se divulgou em Nínive, pelo decreto do rei e dos seus grandes, dizendo: Nem homens, nem animais, nem bois, nem ovelhas provem coisa alguma, nem se lhes dê alimentos, nem bebam água; mas os homens e os animais sejam cobertos de sacos, e clamem fortemente a Deus, e convertam-se, cada um do seu mau caminho, e da violência que há nas suas mãos. Quem sabe se se voltará Deus, e se arrependerá, e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não pereçamos? E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha anunciado lhes faria, e não o fez” (Jonas 3.1-10).

Exposição do texto:

Como Igreja temos um alvo, uma visão, uma missão: Conquistar para Jesus 10% de nossa cidade. Aqui no texto que acabamos de ler podemos perceber que a pregação de Jonas atingiu praticamente 100% da cidade de Nínive. Não era uma cidadezinha qualquer, era simplesmente a capital da Assíria (atualmente Síria), um dos maiores impérios daquela época. Era um povo conhecido por sua crueldade e impiedade diante dos inimigos de guerra. Era também notória sua adoração a falsos deuses. Jonas, mesmo contra vontade, foi enviado por Deus àquele lugar para anunciar sua destruição como forma de disciplina. No entanto, o impensável aconteceu. Diante da eminente destruição da cidade, as pessoas começaram a se arrepender de seus maus caminhos e se colocaram em jejum e humilhação na esperança de que Deus mudasse de ideia. Tamanha foi a repercussão dos fatos que chegou ao rei estas notícias e ele prontamente fez um decreto de jejum a todo o povo e até aos animais em sinal de arrependimento. Para alegria daquele povo, e frustração de Jonas, Deus ouviu o arrependimento e viu o jejum daquele povo e poupou a cidade da destruição.

Discussão:

1. Para você o que caracteriza um verdadeiro arrependimento?

2. Compartilhe com a célula algo do qual você se arrependeu que o levou a jejuar.

3. Descreva uma experiência em que o arrependimento fez com que você se aproximasse mais de Deus.

Contexto:

Infelizmente nossa sociedade nos orienta a não nos arrependermos de nada. É a cultura do “Não tem nada a ver…” ou do “Mas todo mundo faz”. Creio que muitas pessoas têm perdido experiências maravilhosas com Deus por falta de admitir um erro diante dEle. Nos humilharmos diante do Senhor quando erramos e expormos esse erro a Ele nem sempre é fácil, mas é necessário, somente assim receberemos o perdão e estaremos livres. O jejum surge então como uma poderosa ferramenta para conseguirmos vencer o desafio do arrependimento.

1 – Deus vai nos mostrar o erro: O profeta anunciou a destruição da cidade. Todos que estavam ali sabiam o motivo da condenação: idolatria, promiscuidade, homicídio, injustiça, dentre tantos outros pecados. O jejum nos permite tempo para refletirmos sobre as tristes consequências do pecado, a necessidade de abandonarmos estas práticas e mudarmos de atitude.

2 – Nossa atitude contagia: O texto nos mostra que à medida que um entrava em jejum e encontrava o arrependimento, outros iam pelo mesmo caminho. Não devemos ficar dizendo ou mostrando que estamos em jejum. O que vemos aqui é algo diferente. O que está contagiando as pessoas é o arrependimento. Quando você se arrepende passa a dar testemunho do arrependimento e encoraja outros a se arrepender também.

3 – O jejum deixa de ser esporádico e vira estilo de vida: Podemos observar no fim do capítulo que o rei instituiu o jejum como um decreto de lei. Deixou de ser uma ação pontual de cada um e passou a fazer parte da prática cotidiana daquela comunidade. Um jejum feito com sinceridade nos levará a ver áreas de nossa vida que necessitam de arrependimento, essa experiência será tão gratificante que o jejum passará a fazer parte sistematicamente de nossas vidas.

Conclusão:

Nestes 40 dias de consagração em jejum e oração na nossa igreja, temos a oportunidade de experimentar os benefícios duradouros dessas práticas para nossa vida espiritual. Como o povo de Nínive, podemos nos arrepender de nossos pecados e abandoná-los, obtendo assim o perdão e a libertação que só o Senhor Jesus Cristo pode nos dar.

Aplicação:

Lembra daquela área que você ainda não abandonou e que entristece o coração de Deus? Escreva-a em um papel e, nesta semana de jejum, ore pedindo que o Senhor te livre dela antes do fim do ano. Quando isso ocorrer, queime o papel e agradeça ao Senhor.

Para outros detalhes a respeito do estudo de célula, ligue para o pastor Richarde Guerra (31) 9 8489-3057.

:: Equipe de Células