O garoto, o pai e a vassoura
Profundamente envergonhado, o garoto muda de rua para que seus amigos não vissem seu pai com a vassoura nas mãos varrendo as ruas. “Que Vergonha!”, sentiu.
Chegando à escola, foi logo para o vestuário colocar o seu uniforme esportivo. O professor, vendo que o garoto estava sentado sozinho e tristonho, aproxima-se e pergunta: “Como vai? Parece que você está triste hoje!”. O garoto relutou um pouco em falar, e vendo que não havia mais ninguém no vestuário, além dele e do professor, desabafa em lágrimas: “Eu estava indo para escola e vi meu pai no seu novo emprego...”. “Mas que bom, seu pai conseguiu emprego!”, disse o professor expressando seu contentamento. “Bom nada! Trabalhar como ‘gari’, isso é ter um emprego? Há quatro meses ele era um empresário e agora fica varrendo ruas da cidade... Veja meus amigos, os pais deles estão desempregados e nem por isso se sujeitam a varrer ruas...”
Após ouvir o que disse o garoto, o professor sentou-se ao lado dele e para surpresa do garoto, falou seriamente: “Você é um garoto muito ingrato e está cometendo uma grande injustiça com seu pai, sabia?”. Surpreso e assustado com as palavras duras do professor, o garoto se calou e ouviu: “Você deveria agradecer a Deus pelo pai que você tem, pois enquanto os pais de seus amigos ficam em casa se embebedando e engordando em frente à TV, e devendo para todos os credores, seu Pai, de quem você agora se envergonha, neste tempo de muita crise e desempregos, consegue sustentar você, seus irmãos e sua mãe com este emprego de ‘gari’, e está conseguindo, aos poucos, sanar as dívidas com seus credores... Você deveria se orgulhar de seu pai, pois ele está vencendo as dificuldades com uma vassoura!”
O professor levantou-se e sai do vestuário. O garoto ficou ali por alguns minutos. Depois se levantou e foi para a sua casa. Ao chegar, viu seu pai descansando no sofá da sala. Chegou perto dele e o acordou, dizendo: “Oi pai?”. “Oi meu filho”. “Você não foi jogar futebol na escola?”, indagou o Pai. “Não pai, eu perdi a vontade de jogar hoje... Ah, o senhor quer um copo d’água? Eu pego pro senhor...”. “Não meu filho, não quero não... obrigado!”. “Olha, a mãe fez café, o senhor quer que eu pegue pro senhor?”
Embora surpreso, o pai notou que o filho estava disposto a agradá-lo. Então disse: “Não meu filho, obrigado! Eu só quero que você volte pra escola e vai jogar seu futebol... tá bom?”
O garoto abriu um sorriso e correu. E ao chegar até a porta da sala, antes de sair, olhou para o pai e lhe disse: “Olha pai, prometo que no sábado eu vou engraxar as botas de seu trabalho, tá?”
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Lição de Vida enviada pelo internauta Edison C. Silva