Estudo de célula do Jornal Atos Hoje-10/06/2007

Por isso Davi não trouxe a arca a si, à cidade de Davi; porém a fez levar à casa de Obede-Edom, o giteu. Assim ficou a arca de Deus com a família de Obede-Edom, três meses em sua casa; e o Senhor abençoou a casa de Obede-Edom, e tudo quanto tinha.” (1Cr 13.13-14).

A Arca e a casa de Obede-Edom

Encontramos um homem chamado Obede-Edom, que era levita, cuja descendência serviu ao Senhor fazendo parte dos cantores dos turnos de adoração 24 horas diante da Arca da Aliança (1Cr 15.21, 25; 16.5), na época do rei Davi. Ele recebeu uma bênção muito especial quando o rei estava levando a Arca para Jerusalém. Vejamos como isto aconteceu (2Sm 6.1-23; 1Cr 13).
Davi recebera a coroa para reinar sobre toda a nação unificada, tendo estabelecido a capital do país em Jerusalém. Isto foi após seu reinado de sete anos em Hebrom, ao sul de Israel. Davi queria a Arca do Senhor perto de si. A presença do Senhor lhe trazia segurança e alegria. Davi se inspirava para a adoração com sua harpa, e entoava belíssimos cânticos de louvor ao Todo-Poderoso…
Davi queria a presença do Senhor bem junto a si… Ele desejava e amava a comunhão do seu Espírito Santo… Então, ele reuniu os principais líderes da nação, os representantes do povo, os do exército e os representantes dos levitas. E foram todos juntos para trazer a Arca da Aliança para bem perto do trono de Israel, pois esta estivera “esquecida” na casa de Abinadabe pelo longo período de vinte anos.
Davi levantara uma tenda para a Arca repousar sob sua sombra em Jerusalém. E estava planejando o louvor e a adoração 24 horas diante da presença do Senhor…
Entretanto, toda essa alegria transformou-se em frustração e grande tristeza. Nessa primeira tentativa de trazer a Arca, Davi não buscou saber a vontade de Deus nas Escrituras, para conduzir a Arca da maneira correta, isto é, nos ombros dos sacerdotes. Mas ele havia planejado trazê-la da mesma forma que os filisteus fizeram: sobre um carro novo de bois… Os bois tropeçaram no caminho e Uzá, um jovem levita tentou segurar a Arca para não cair, e então, ele foi fulminado nesse exato momento pelo Senhor.
    Um grande temor se apoderou de todos os “romeiros” daquela “procissão solene”. Deus exigia que sua palavra fosse cumprida: não seriam os bois que conduziriam a Arca… E, nesse temor, a Arca fora deixada na casa de Obede-Edom.

A bênção de “hospedar” a Arca do Senhor

Passaram-se três meses e chegou uma boa notícia aos ouvidos de Davi: “Abençoou o Senhor a casa de Obede-Edom, e tudo quanto tem, por causa da arca de Deus [...]” (2Sm 6.12). É muito interessante que a Arca tenha ficado na casa de Abinadabe e nada de extraordinário acontecera em vinte anos. Provavelmente, Abinadabe apenas “tolerava” a presença da Arca em sua casa… Mas na casa de Obede-Edom a bênção chegara de maneira muito visível em apenas três meses…
Podemos comparar Obede-Edom com os anfitriões de células. Eles abrem suas casas para receber a “Arca da Aliança”, ou seja, a presença do Senhor, que está na vida de seus irmãos em Cristo. O entendimento desse maravilhoso privilégio é importantíssimo. O Senhor Jesus nos afirma que: “Porquanto, qualquer que vos der a beber um copo de água em meu nome, porque sois discípulos de Cristo, em verdade vos digo que não perderá o seu galardão.” (Mc 9.41). Vamos perceber que Obede-Edom foi abençoado porque:

1. Ele se dispôs a receber a Arca mesmo correndo riscos. Davi havia dito: “Como trarei a mim a arca de Deus?” Havia muita desculpa para não receber a Arca do Senhor. Alguns poderiam alegar: e se um filho pequeno tocasse na Arca? Ou se algum parente “sonâmbulo” esbarrasse nela? Assim também para ser um anfitrião de células e receber irmãos em sua casa semanalmente faz-se necessário aceitar o desafio e olhar para o galardão (para as bênçãos decorrentes desse ministério precioso). (Analise, pois, com seus irmãos, as dificuldades para se abrir a casa para uma célula.)

2. Obede-Edom pagou o preço exigido para ter a Arca em sua casa. (Mt 10.41.) Quem está disposto a pagar o preço da bênção irá experimentar a alegria de servir ao Senhor no momento certo, da maneira certa. A bênção decorrente de disponibilizar sua casa para a glória de Deus trouxe o nome de Obede-Edom até aos nossos dias. Quem sabe em sua casa, querido anfitrião, haverá pessoas que conhecerão a Cristo e serão, nas mãos do Senhor, semeadores da Palavra, conhecidos no mundo inteiro? Vale a pena oferecer ao Senhor o nosso melhor, pois ele nos deu o seu “melhor” (Jesus Cristo, o seu Filho amado). E, na verdade, todas as coisas lhe pertencem… Ele apenas nos dá o privilégio de servi-lo (Rm 16.4-5; 1Co 16.19; Cl 4.15).

3. Obede-Edom estava capacitado para abrir a sua casa para receber a Arca. Ele era um levita, por isso poderia tocar na Arca, conduzi-la e ministrar ao Senhor diante dela. Cada crente é um sacerdote do Senhor (1Pe 2.9) e está apto para conduzir a Arca e recebê-la em sua casa… Esse ministério maravilhoso de “ter a Igreja em sua casa” requer amabilidade, cortesia, hospitalidade, receptividade, e um sorriso sempre aberto, que jamais será em vão (Hb 6.10).

4. Obede-Edom era submisso ao seu rei. Ele não estava procurando fazer a sua vontade, mas agradava-lhe servir ao seu rei, Davi, e, principalmente, ao supremo “Rei de Israel”, o Senhor Deus. O Espírito Santo move os nossos corações para abrirmos a nossa casa para receber a “Arca do Senhor”, isto é, os nossos irmãos em Cristo – para termos uma célula em nosso lar. A obediência de Obede-Edom foi recompensada, assim como a promessa do Senhor a todos os que estão servindo a ele e aos irmãos (Mt 10.41; Jo 4.36; 1Co 3.8; Cl 3.24; Ap 22.12).  

5. Bênçãos decorrentes da hospitalidade. A Bíblia nos afirma que houve pessoas que, sem saber, hospedaram “anjos” (Hb 13.2). O profeta Eliseu recompensou com um filho a mulher que preparou para ele hospedagem em sua casa (2Rs 4.8-15). Todas as bênçãos decorrentes da obediência (Dt 28.1-13) alcançam os anfitriões das células, que seguem as regras da hospitalidade para a glória do Senhor (Rm 12.13; 1Pe 4.9).

Desafios para os membros da célula:
1. Honrem seus anfitriões nessa reunião (façam uma placa comemorativa no aniversário da célula ou em sua multiplicação).
2. Orem, agradecendo ao Senhor pela vida e família de seus anfitriões (casal, filhos, pessoas da casa) – ministrem as bênçãos do Senhor sobre suas vidas.
3. Cada membro da célula prepare uma pequena lembrança, ou um cartão ou uma palavra de agradecimento para o anfitrião, na próxima reunião da célula.
4. Compartilhem os grandes desafios para ser um anfitrião de célula e as grandes recompensas desse ministério).

::Por: Pra. Ângela Valadão

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