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A mesma língua que edifica pode também matar

Foto: Comunicação Lagoinha

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A Palavra de Deus nos revela preciosos ensinamentos acerca do nosso falar. “O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias” (Pv 21.23). O Senhor nos concedeu um órgão capaz de dar vida ou levar à morte: a língua.

Devemos abrir a boca para abençoar o nosso irmão, para adorar ao Senhor. Mas, infelizmente, muitos têm sido destruídos pela falta de sabedoria. Muitos não têm administrado seus lábios de modo a abençoar. Por isso amaldiçoam. Salomão afirmou: “Prata escolhida é a língua do justo, mas o coração dos perversos vale mui pouco. Os lábios do justo apascentam a muitos, mas, por falta de senso, morrem os tolos” (Pv 10.20-21).

Poderia citar inúmeros textos bíblicos que nos revelam a necessidade de abrirmos a boca para abençoar e não amaldiçoar. Mas quero resumir em apenas um que traduz, de maneira sublime, a força que há nas palavras que proferimos: “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto” (Pv 18.21). Consegue imaginar a extensão e a gravidade disso? Com ela, você pode vivificar ou matar. Consegue dimensionar o poder que há nesse tão pequeno órgão de seu corpo? Peça ao Espírito Santo que conceda a você sabedoria ao falar.

Amada ovelha, não é conveniente que você abençoe e também amaldiçoe. Quando Paulo escreveu aos Romanos, ele disse: “Abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis” (Rm 12.14). Há pessoas que já entenderam a importância de se policiar, vigiar ao falar, e procuram não cometer o pecado da mentira. Porém acabam pecando justamente porque não abrem a boca para abençoar. A nossa fé é um relacionamento com o Senhor, e esse relacionamento faz com que nos tornemos abençoadores. Há pessoas que aprenderam isso muito bem. Quando elas chegam, parece que a luz chega; quando abrem a boca, algo começa a fluir. Pessoas assim transmitem o amor de Cristo, fazem a diferença onde quer que estejam e perto de quem quer que seja.

Infelizmente, porém, há quem faça totalmente o oposto: apenas reclamam, murmuram, maldizem os outros, levam uma vida independente da Palavra. A Bíblia nos ensina a darmos graças em tudo (1 Ts 5.18). O que significa que, pela fé, podemos ministrar a bênção, crendo que as circunstâncias serão mudadas, transformadas, pela graça do Senhor. Há um poder tremendo em nossas palavras. Em Provérbios 18.21 está escrito que: “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto”. Quando você diz: “Eu o abençoo, em nome de Jesus; abençoo o seu dia, o trabalho das suas mãos”, você passa vida. É uma proclamação. A palavra fica, a bênção é a palavra. Você não tem a palavra final, mas tem a palavra de bênção. Quantas pessoas amaldiçoam tudo, o trabalho, casamento, a sogra, os filhos… A Palavra nos revela de forma bem clara: abençoar, abençoar. Comece abençoando a sua vida. “Eis que será abençoado o homem que teme ao Senhor” (Sl 128.4).

Querido irmão, o que Deus mais deseja é que sejamos bênçãos e abençoadores. Assim sendo, que Deus então o abençoe! E mais. Sê tu uma bênção.

:: Pr. Márcio Valadão