Estudo de célula do Jornal Atos Hoje- 14/10/2007

Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro.” (1Pe 1.22).

Deus é amor

A essência de Deus é o amor (1Jo 4.8). Deus não tem amor, mas Ele é amor. Isto nos faz compreender um dos ensinamentos de Jesus no seu ministério terreno (Mt 5.13-16). Tudo o que o Senhor Jesus ensinou pode ser descrito apenas com uma palavra: amor.
Ao fazer o homem, Deus o dotou com a capacidade de amar e sentir-se amado. Nós fomos feitos com esse propósito lindo do Senhor: de sermos parecidos com Ele, tendo essa característica em nosso interior (Rm 8.29-30). E a verdadeira felicidade está nessa premissa: amar com o amor de Deus (1Jo 2.6-11).
Na língua grega, nós temos três palavras que se traduzem como “amor”. São as palavras: ágape, phileo e eros. Esta última (“eros”) nos fala do amor que existe no casamento de um homem com uma mulher – o amor físico. A atração física que ambos sentem para o casamento. Este é consumado por meio do ato conjugal, o que torna os dois “uma só carne” (Gn 2.24).
Já o amor “phileo” está no nível da alma, do pensamento, da amizade (Rt 1.16-17). É o amor que deve existir entre os irmãos, a família, as pessoas, de um modo geral (Sl 133.1-3). Este amor nos fala do respeito, da compreensão, do relacionamento saudável. Deve ser desenvolvido no período do namoro, quando o casal descobre que deseja se casar e formar juntos uma família. É o conhecimento da alma um do outro. E nunca deve deixar de existir com o passar dos anos no matrimônio, pelo contrário, deverá aumentar nos corações dia a dia.
Finalmente, o amor “ágape” é o tipo do amor incondicional – é o amor de Deus (1Co 13.1-13). Ele nos amou e nos deu o seu melhor: o seu próprio Filho (Jo 3.16; Rm 5.8). Você teria coragem de dar o seu filho único para morrer cruelmente nas mãos de pessoas que não reconheceriam a sua entrega sacrificial? O que você acha do amor de Deus?
O que mais se aproxima do amor de Deus é o amor de mãe. Entretanto, temos visto tantas mães “desnaturadas”, desprovidas desse sentimento tão sublime, não é verdade? A Palavra nos fala: “Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que ainda mama, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.” (Is 49.15).
E o Senhor nos provou o seu amor e continua nos provando. A entrega de Jesus ali no Calvário foi a maior prova desse amor. O Senhor já havia falado sobre os cravos que seriam pregados nas mãos de Jesus: “Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei [...]” (Is 49.16).
  
O propósito da cruz

O propósito da cruz não é apenas nos salvar da condenação eterna, mas nos tornar semelhantes a Jesus, nos resgatar da opressão do pecado, nos tornar verdadeiramente “filhos de Deus”.
O sangue derramado no Calvário nos santifica e nos capacita a entronizarmos Jesus em nossos corações, tornando-nos verdadeiros adoradores do Pai. Isto significa que, com o coração purificado, podemos contemplar a face do Senhor para adorá-lo (Mt 5.8) e experimentar e enchimento do Espírito Santo em nossas vidas (Ef 5.1-2, 18).
Jesus veio trazer vida abundante (Jo 10.10). Esta vida jorra do coração perdoado como rios de amor, de paz, de bondade, de fidelidade, de misericórdia, de bons frutos (Gl 5.22). Somente pelo poder do Espírito Santo é que o crente pode demonstrar amor ágape (o amor sacrificial).
Um coração orgulhoso e cheio de si, como o do fariseu da parábola de Jesus, não pode ser uma bênção para os outros. Não há espaço para o Espírito Santo onde o orgulho habita. Por isso Deus nos diz que Ele habita com o contrito, com o que tem o seu coração quebrantado, isto é, com aquele que crucifica o seu “ego” na cruz.
Há uma cruz para todo cristão verdadeiro que segue a Jesus. Qual seria, pois, o propósito da cruz para nós?
O propósito da nossa cruz é nos livrar da natureza pecaminosa herdada de Adão (Gl 5.24). É nos identificar com Cristo no Calvário: ali morrendo, sendo com Ele sepultados e ressuscitando pelo seu poder para uma nova vida.
O propósito da cruz de Cristo é nos mostrar que os nossos pecados ferem o coração de Deus e que trazem morte, separação. O Propósito da cruz é nos fazer romper com o pecado, crucificando a nossa vontade própria e permitindo ao Espírito Santo dirigir o nosso viver. Se Ele for o “capitão” do nosso barco, este jamais irá naufragar.
O propósito da cruz é nos manter em constante dependência de Deus para agir e decidir todas as coisas. A haste vertical da cruz nos fala de obediência ao Pai, de entrega total. A haste horizontal da cruz nos fala do serviço ao próximo, ao meu irmão, ao que está caído à beira do meu caminho (Lc 10.30-37).
O propósito da cruz é nos fazer amar com o amor de Deus. Sem barreiras, sem acepção de pessoas (Tg 2.1-9), sem esperar o retorno do próximo que foi socorrido (Mt 5.46).

Praticando o amor

Sabemos que o amor incondicional de Deus, que foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, é a mais potente arma espiritual para vencer todas as barreiras e dificuldades nos relacionamentos humanos. O amor “jamais acaba” (1Co 13.8). Não há um conflito sequer que não seja desvanecido com demonstração de amor genuíno.
A Escritura nos revela o plano de Deus de restaurar o homem, trazendo-lhe novamente a imagem de Deus. Sendo o amor a essência de Deus, percebemos, então, que o homem se parecerá com o seu Criador e Salvador quando, de coração, ele amar a Deus e ao irmão.
Jesus nos trouxe lições preciosas sobre o amor fraternal. Leia esses textos, medite em suas palavras e faça uma reflexão sobre a sua própria vida. Será que você tem amado como o Senhor nos ordenou? Lembre-se que o amor não é apenas um sentimento, mas o amor é um mandamento do Senhor para todos os cristãos.
O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” (Rm 12.9-10).
O que você acha dessa expressão: “preferir em honra uns aos outros”?
Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro; sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.” (1Pe 1.22-23).
O que você entende por “amor não fingido”? E, o que Pedro quis dizer com a expressão: “amai-vos ardentemente uns aos outros”?
Comente na célula as experiências que você já vivenciou dentro desse contexto de amor cristão (ardente, preferindo em honra ao outro).
Quais são as pessoas a quem devemos amar? Por quê?
Cite um exemplo de amor genuíno na Bíblia.
O que os membros de sua célula podem fazer para demonstrar o verdadeiro amor? Vamos colocar “mãos à obra” para viver o amor de Deus na igreja?

Desafios para a semana:
Procure perceber as oportunidades para amar que Deus lhe tem concedido e veja se você está aproveitando essas oportunidades ou não.

::Por: Pra. Ãngela Valadão

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