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Cuidado com as falsas doutrinas!

Foto: unsplash.com

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Referência bíblica: “Como te roguei, quando parti para a Macedônia, que ficasses em Éfeso, para advertires a alguns, que não ensinem outra doutrina, nem se detenha a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora. Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida. Do que, desviando-se alguns, se entregaram a vãs contendas; Querendo ser mestres da lei, e não entendendo nem o que dizem nem o que afirmam. Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente; Sabendo isto, que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas, para os devassos, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o que for contrário à sã doutrina,
Conforme o evangelho da glória de Deus bem-aventurado, que me foi confiado”
(1Timóteo 1.3-11).

Exposição do texto: Paulo começou o corpo dessa carta tratando de uma das dimensões da falsa doutrina que havia surgido na igreja de Éfeso. Aqui ele trata de conceitos errados da lei de Moisés. A falsa doutrina baseava-se na interpretação incorreta da lei e na especulação imprópria.

Fábulas: em Tt 1.14 Paulo fala de “fábulas judaicas” talvez se referindo a certas lendas sobre personagens do AT, que são encontrados em muitos textos apócrifos. Paulo insistiu que a falsa doutrina fosse corrigida. Mestres da lei: esses falsos mestres queriam ser conhecidos como especialistas na lei de Moisés. Paulo não proibia, na verdade até incentivava, o conhecimento da lei (2Tm 3.14-17). O problema era que os falsos mestres nem compreendiam o que diziam, ou seja, eles não interpretavam a lei corretamente. Paulo tinha em mente um uso específico da lei. E apresentou a lei como um fardo (Rm 2.12), lutando para alcançar seu padrão impossível de perfeição, que revela o pecado e torna evidente a cada pessoa a necessidade de Cristo. Aparentemente, alguns mestres em Éfeso promoviam concepções legalistas. Paulo, por outro lado, insistia que a condenação da lei já havia sido encerrada para aqueles que estavam em Cristo. Sã doutrina: ensino, um tema muito recorrente em todas cartas pastorais. A sã doutrina exige que o homem guarde a lei de Deus. Também declara que por natureza ele não pode guardá-la. Portanto, revela sua total perdição, sua condição completa e pecaminosa. Naturalmente, que isso nos lembra que a mensagem central deste que é Cristo Jesus, que veio ao mundo para salvar pecadores. Paulo havia deixado Timóteo em Éfeso para cuidar da igreja como seu representante especial, e escreveu essa carta apara ajudá-lo a tratar de uma série de questões doutrinarias que foram levantadas por falsos mestres naquele lugar. Paulo descreveu a falsa doutrina em Éfeso como tendo se originado dentro da própria igreja.
Discussão:

Como você estuda a Bíblia?

Quais são suas referências pastorais quando estuda a Palavra?

O ensino seria a sua maior proteção contra as falsas doutrinas?

Objetivo: compreender a importância de não somente ler, mas estudar a Palavra de Deus.

Contexto: os ensinamentos deixados por Paulo a Timóteo nos trazem as seguintes lições:

Lição 1: a lei é importante, pois nos serve de referência. Ela nos direciona a Jesus, aquele que cumpriria a lei por meio de sua vida expiatória apresentada no capítulo 16 de Levítico (Cristo Jesus), em que o grande plano de salvação revelado por Deus em Gn 3.15 nos fala que o descendente da mulher esmagaria a cabeça de serpente. O próprio Jesus deixou claro: “Não vim destruir a lei, vim cumpri-la”.

Lição 2: devemos receber a Palavra e avaliar se a mesma procede das Escrituras, se não há alguma informação falsa. Devemos tomar como exemplo os irmãos da cidade de Bereia. Vejamos o que o texto diz: “Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (Atos 17.11).

Lição 3: ensino. Paulo é um grande exemplo de mestre, suas cartas são didáticas e trazem para igreja uma forte estrutura, para que mesmo em meio a tempestades e terremotos, a igreja se mantenha firme, porque está estabelecida na Palavra, na rocha, no verbo (logos), no filho de Deus, Cristo Jesus. Deus falou de muitas maneiras pela lei, pelos profetas e pelos escritos, uma forma de mostrar o Antigo Testamento, mas hoje Ele nos fala por meio de Seu filho Jesus.

Conclusão: uma metáfora que Paulo usou sobre nossa luta, foi a armadura do soldado romano que está em Ef 6.13. Seu uniforme e suas armas de guerra nos serviram como analogia, e a principal arma de ataque de um soldado era sua espada, e esta foi usada por Paulo como a Palavra de Deus. Imagina um soldado bem vestido, com um grande escudo, um capacete maravilhoso, mas uma espada pequena, enferrujada e sem nenhuma habilidade com a mesma, facilmente será abatido pelo inimigo.

Aplicação: procure investir intensamente no estudo da Palavra de Deus nesta semana. Pesquise Bíblias de estudo e livros que tratem disso, e indique um na próxima célula a seus irmãos.

Se você deseja mais informações a respeito do estudo de células, ligue para o pastor Flavinho (31) 98793-7701.

:: Pr. Thales Violante