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Dons de governo e a realidade da nossa nação

Foto: Fanpage Vigília Juventude Lagoinha

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“A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas” (1 Coríntios 12.28). Em certa ocasião, Davi ouviu Deus expressando uma observação. É interessante perceber que aquilo que Davi ouviu de Deus não foi uma sugestão, instrução, ordem; não foi um pedido, foi Deus expressando Sua sabedoria. E Davi pegou aquela frase que escutou e entendeu que realizá-la traria alegria ao Senhor, cumpriria a vontade do Senhor para Seu povo.

A frase dita por Deus está em 2 Samuel 23.3,4 e diz: “Disse o Deus de Israel, a rocha de Israel a mim me falou: Aquele que domina [governa] com justiça sobre os homens, que domina [governa] no temor de Deus [conforme a vontade de Deus], é como a luz da manhã, quando sai o sol, como manhã sem nuvens, cujo esplendor, depois da chuva, faz brotar da terra a erva”. Essa frase foi revelada por Davi quando estava para morrer, já com 70 anos de idade. Mas, provavelmente, ele escutara isso de Deus ainda na juventude, pois até hoje Davi é considerado o melhor e mais amado governante que Israel já teve. Davi foi um governante ungido por ordem de Deus para ser príncipe [governante] sobre o povo de Israel (1 Samuel 16.1,13). Naquela ocasião, o Espírito Santo veio sobre Davi e o fez capacitado para essa tarefa.

É possível perceber desde os tempos antigos que existe uma habilidade dada por Deus para exercer o governo. Existe um “dom” de governo, que é dado por Deus. Mas, mais do que isso, existem aqueles que se alegram em trabalhar com o dom que lhes foi dado. Existem aqueles que se alegram em agir conforme a vontade de Deus, para produzirem os resultados que alegram a Deus. Davi ouviu que governar conforme a vontade de Deus faz a terra brotar, produzir frutos. Faz a vida ficar bonita como um dia ensolarado. Traz a sensação de alívio e renovo que vêm depois da chuva. Essa é a vontade de Deus para todo governo: trazer justiça, manifestar a vontade de Deus, que é sempre boa, e fazer a terra brotar, sorrir, receber alívio e renovo.

Infelizmente, não temos experimentado essa realidade no Brasil. Precisamos de mais, muito mais, do Espírito Santo sobre os nossos governantes. Melhor dizendo, precisamos mais de governantes que se deixem ser guiados pelo Espírito Santo e que se sujeitem a permanecer cheios de Sua unção. Mas o povo de Deus tem um papel importantíssimo nessa tarefa. É comum ouvirmos erradamente alguém dizer: “Não podemos nos envolver com política” ou “Deus não se mistura com política”. Enquanto o certo seria orarmos e abençoarmos para que os governantes sejam cheios de Deus e se submetam ao controle Dele. A ordem de Deus é que oremos e abençoemos os governantes antes de tudo, ou seja, antes até de orarmos por nós mesmos (1 Timóteo 2.1,2). É comum ouvirmos pessoas amaldiçoando e xingando nossa classe política. Mas os cristãos têm o dever de tomar o caminho inverso. Amaldiçoar é o mesmo que dar poder ao diabo para tomar o controle. Enquanto abençoar é lançar o poder de Deus sobre alguém, para que se manifeste a bondade divina.

Deus é o governante perfeito; Jesus veio ser o Senhor (Romanos 10.9). Sendo assim, temos nas coisas da terra o reflexo das realidades espirituais. Experimentamos realidades na terra que nos preparam para experimentar as realidades espirituais. Muitos reclamam e se voltam contra o governo imperfeito. Agem dessa forma e mostram também que no seu dia a dia não se submetem ao governo perfeito, o de Deus. Jesus disse: “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” (Lucas 6.46).

Por causa dos reflexos espirituais na realidade terrena, Deus permitiu que o governo se estendesse. Deu oportunidade a todos, de alguma forma, de exercer governo. Assim, a Bíblia nos traz que o lar, a família, também é um lugar de governo (1 Timóteo 3.4-5,12). A congregação (igreja) também é um lugar de governo (1 Pedro 5.2,3). O ser humano recebeu de Deus a ordem de governar, começando pelo governo de sua própria vida, dentro dos limites da vontade de Deus (Gênesis 1.28). Daniel governou bem sua vida (era irrepreensível e não se achava nele erro nem culpa) e foi colocado como prefeito, para governar a província de Babilônia, o reino dominante de sua época (Daniel 6.4; 2.48). José governou bem sua vida (sempre firme e fiel mesmo em meio às maiores dificuldades e tentações) e se tornou o governador de todo o Egito, o maior reino de sua época (Gênesis 41.41).

Saber governar é um dom de Deus, é algo espiritual, que precisa de sabedoria (Provérbios 8.12,16). Aqueles que rejeitam o governo são carnais e demonstram andarem em imundas paixões (2 Pedro 2.10). A Bíblia diz que eu devo servir a Deus com alegria, e o dom de governo é de serviço. É algo dado por Deus para servir a outros e, especialmente, ao próprio Deus. Todos devemos servir com alegria, cumprindo bem o nosso papel em cada área de governo que nos é confiada. Dessa forma, demonstraremos respeito e obediência à vontade de Deus, e o Seu favor se espalhará sobre toda a nossa terra! Veja 1 Samuel 12.14: “Se temerdes ao Senhor, e O servirdes, e Lhe atenderdes à voz, e não Lhe fordes rebeldes ao mandado, e seguirdes o Senhor, vosso Deus, tanto vós como o vosso rei que governa sobre vós, bem será [tudo irá bem]”.

:: Christian Clayton

Para mais informações a respeito do estudo de células, ligue para o pastor Flavinho (31) 98793-7701.