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A importância dos dízimos e das ofertas na ação social

Foto: Comunicação Lagoinha

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REFERÊNCIA BÍBLICA: “E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e seus bens, e repartiam com todos, segundo a necessidade de cada um”. (At 2.44-45)

EXPOSIÇÃO DO TEXTO: a descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes inaugurou a era da igreja, com manifestação de dons espirituais e muitos milagres, mas o efeito mais surpreendente pode ter sido o desapego em relação às coisas materiais, seguido de ações sociais importantes. A verdadeira espiritualidade é contrária ao egoísmo e ao materialismo.

DISCUSSÃO:

1) A responsabilidade social é do governo, da igreja ou de ambos?

2) A ação social é um ministério que funciona em sua igreja?

OBJETIVO: conscientizar sobre a importância da contribuição financeira para a realização do trabalho social da igreja.

CONTEXTO: embora a ênfase principal da Bíblia seja espiritual, nela encontramos diversas situações de ajuda aos necessitados como expressão de amor.

Obra social no Antigo Testamento: na história de Israel encontramos normas e práticas no sentido de amparo aos menos favorecidos (Lv 19.10; 23.22). Todo israelita poderia ajudar ao próximo a qualquer tempo, mas havia uma lei específica sobre o uso dos dízimos para esse fim. Além de suprir a necessidade dos levitas, incluindo os sacerdotes, aquelas contribuições seriam usadas na obra social (Dt 14.28-29; Dt 26.12). As situações de vulnerabilidade e carência variam conforme a época e características de cada sociedade. A Bíblia cita diversas vezes os órfãos e viúvas porque, naquele tempo, não havia nenhum sistema de previdência e pensão para o sustento daquelas pessoas. Hoje, apesar de todo o avanço nessa área, ainda encontramos muitos necessitados, pelos mais variados motivos, aos quais não devemos ser indiferentes.

Obra social no Novo Testamento: podemos ilustrar o tema com o episódio encontrado no capítulo 6 do evangelho de João, quando Jesus, percebendo a necessidade da multidão, multiplicou os pães e peixes para que todos se alimentassem (Jo 6.1-13). No dia seguinte, o Mestre não repetiu o milagre, mas enfatizou o alimento espiritual como sua prioridade ao dizer: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu” (Jo 6.51). Vemos, portanto, que, embora não tivesse mudado o propósito do Seu ministério em virtude da necessidade material, Jesus Se importou com o problema imediato da multidão e agiu para solucioná-lo.

Sabemos que a obra social não se restringe à alimentação, mas abrange o suprimento de necessidades diversas. A parábola do bom samaritano é exemplo disso (Lc 10.30-37).

O texto de Atos, por sua vez, nos mostra a iniciativa de muitos cristãos no sentido de venderem suas propriedades e entregarem todo o dinheiro (e não apenas o dízimo) aos líderes, que o utilizavam para ajudar os necessitados (At 2.45; 4.34-35). Não temos ali uma regra, mas um exemplo de doação voluntária. Quando foram questionados sobre o sustento das viúvas, os apóstolos não deixaram o ministério da palavra para servirem às mesas, mas instituíram o diaconato para a realização desse serviço (At 6.1-6).

Na sequência do Novo Testamento, a igreja foi orientada a fazer o bem a todos, mas, principalmente, aos irmãos em Cristo (Gl 6.10). Com esse propósito, o apóstolo Paulo realizou coletas para ajudar os crentes da Judeia (1Co 16.1-3; 2Co 9) e instruiu Timóteo a cuidar das viúvas na igreja de Éfeso, que só deveriam ser inscritas caso preenchessem determinados requisitos (1Tm 5.3-13). A responsabilidade pessoal e familiar deveria ser mantida, sempre que possível, para não sobrecarregar a igreja.

Tiago foi bastante enfático quanto à importância desse propósito assistencial ao dizer: “A religião pura e imaculada para com Deus e Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 1.27).

O escritor da carta aos Hebreus também afirmou: “Não se esqueçam de fazer o bem e de repartir com os outros o que vocês têm, pois de tais sacrifícios Deus Se agrada” (Hb 13.16).

Temos ainda a importante consideração do apóstolo João, que escreveu: “Se alguém possuir recursos materiais e, observando seu irmão passando necessidade, não se compadecer dele, como é possível permanecer nele o amor de Deus?” (1Jo 3.17).

CONCLUSÃO: assim como os dízimos e as ofertas foram usados nos tempos bíblicos, entre outros fins, para ajudar os necessitados, o mesmo acontece hoje na ação social da igreja, sem prejuízo das iniciativas individuais neste sentido. Assim como está escrito que “Deus ama a quem dá com alegria” (2Co 9.7), esta é também uma forma de levar alegria aos que são socorridos em suas tribulações.

APLICAÇÃO: faça o propósito de contribuir com as obras sociais da igreja.

:: Anísio Renato

Para mais informações a respeito do estudo de células, ligue para o pastor Flavinho (31) 98793-7701.