Leia na sua Bíblia o texto de Gálatas 2.20. Durante muito tempo, ouviu-se dizer que o nível de vida cristã que esse texto diz, era apenas para “gigantes espirituais”; apenas grandes homens de Deus poderiam afirmar que estavam mortos, e que suas vidas agora eram de cristo.
O texto fala, não de uma fórmula ou doutrina; mas do padrão de Deus para nós, um novo estilo de vida e do suprimento de Deus para nós. Este novo padrão é marcado por duas substituições: A primeira é aquela que foi realizada na cruz quando Cristo morreu em nosso lugar e a segunda é aquela que deve ocorrer no meu viver diário; onde Cristo vive em meu lugar, conquistando por mim a vitória sobre o pecado e levando-me a fazer a vontade de Deus.
Logo, o sangue trata com aquilo que fazemos (pecado). Mas Deus quer ir além, resolvendo a questão daquilo que somos (pecadores). Daí a necessidade da cruz. Nela, quando sou crucificado com Cristo, minha natureza é transformada. O Sangue de Jesus trata com o pecado, mas a cruz com o pecador.
Compartilhar: Jesus padeceu em nosso lugar – o Justo pelo injusto, afirma Pedro (1Pe 3.8). Você concorda com esta afirmação? Se sim, quem merecia ir para a cruz? Se não, por quê? Por que Deus inverteu os nossos papéis?
1. Incluídos na morte de Cristo
Surge então a questão: como podemos deixar de ser pecadores? Desde que nos tornamos pecadores pelo nascimento, podemos concluir que a única maneira de sermos livres do pecado é pela morte. Deveríamos então nos matar? Claro que não!
Devemos reconhecer apenas que quando Cristo morreu, fomos enxertados Nele; isto é, incluídos na sua morte (Leia Rm 6.6). A lógica do Espírito é muito simples: “Um morreu por todos, logo todos morreram [...]” (2Co 5.14). Uma grande verdade: Cristo morreu por você! Mas outra verdade igualmente há: Ele morreu com você! Ele morreu por você para que você pudesse morrer para o pecado.
Compartilhar: Leia 1Jo 3.9. Como nos tornamos participantes da natureza divina?
2. Recebendo uma nova natureza
Deus quer mais do que pecadores perdoados, Ele quer filhos que tragam dentro de si sua natureza. Ainda que você considere um cachorro de estimação, o trate como um filho e ensine a parecer como uma pessoa a ponto de ganhar prêmios por sua inteligência, só um milagre poderia torná-lo humano. A vitória sobre o pecado não é alcançada pelo nosso próprio esforço, o que precisamos é de uma nova natureza. A natureza de cão precisaria morrer para que a humana nascesse, e então a adoção como filho seria possível. Foi o que Deus fez conosco, todos nós éramos filhos da serpente e trazíamos essa natureza. Mas Deus, em seu amor, resolveu adotar-nos como filhos. Daí o milagre: ele nos fez morrer como filhos da serpente e ressuscitou-nos como filhos de Deus revestidos com a natureza divina. Como? (Rm 6.6) – Dessa maneira a morte de Cristo tornou nossa própria morte porque fomos incluídos nele, ou seja: “plantados juntamente com Ele na semelhança da sua morte” (v. 5). Agora nosso destino está ligado ao de Cristo porque estamos Nele (ver também 2Co 5.17).
Compartilhar: Leia 2Pe 1.5-7 e especifique os frutos da natureza divina listados nesse texto. Em que quantidade esses frutos devem frutificar em nossas vidas? O que Pedro diz daqueles em que há escassez deles? Será que os não crentes podem afirmar que você tem a natureza divina?
Conclusão: Deus nos dá o privilégio de termos uma nova natureza em Cristo, lavando nossos pecados quando nos identificamos com Ele na sua morte, crendo no seu sacrifício e rendendo-se a Ele. Você já o fez? Esta é a primeira parte de uma vida vitoriosa.
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