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O relacionamento com a Igreja

Estudo de célula do Jornal Atos Hoje- 07/01/2007

Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações, e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima.” (Hb 10.25.)

O relacionamento com a Igreja começa quando nós somos introduzidos ou batizados no Corpo de Cristo pelo Espírito Santo (1Co 12.13). Quando isso acontece somos envolvidos num relacionamento de aliança que tem como base o sangue de Jesus (Mt 26.26). Quebrar essa aliança é profanar o sangue (Hb 10.29). É se tornar digno de morte (1Co 11.28-31).
Considerando a gravidade do que foi dito acima, vamos considerar, então, as bases para o relacionamento com a Igreja:

1.A comunhão com Deus
Em 1 João 1.3, está escrito: “O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.” Não há comunhão Cristã sem  “comunhão”…. “com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo”. Por isso nossa introdução no Corpo de Cristo aconteceu quando nosso relacionamento com Deus passou a acontecer.

2.A transparência, o andar na luz
Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” (1 João 1.6-7.) Sem andarmos na luz teremos uma relação mentirosa.

3.O perdão
Muitas vezes somos levianos no trato com nossos irmãos. Facilmente quebramos nossos relacionamentos. Não consideramos o preço que foi pago para sermos membros de um mesmo Corpo.
Jesus ao falar sobre relacionamento entre irmãos, em Lucas 17.3, usa a expressão “acautelai-vos”. Devemos ter cuidado nas relações interpessoais na Igreja. Do modo como tratamos os irmãos, estamos tratando o Corpo de Cristo, pois cada irmão é um membro do Corpo.
Para agradarmos a Jesus em nossos relacionamentos, precisamos de dois elementos que são  fundamentais no convívio cristão: justiça e graça. Ser justo é não julgar segundo a aparência, mas segundo a reta justiça, como disse Jesus (João 7.24). É tratar os irmãos com igualdade, sem preconceito social ou qualquer outro tipo de preconceito. Graça, é a capacidade de relevar, não levar em conta, perdoar, ir além da mera justiça, sofrer o dano (1Co 6.7-8). A justiça é um padrão do Velho Testamento, mas que não pode ser esquecida no Novo. O Novo Testamento, no entanto, nos mostra que em Cristo somos capazes de transcender, como Ele fez na cruz. Somos capazes de perdoar.

4.A disciplina
A disciplina é também de extrema importância para que  nós cresçamos em nossa  comunhão de maneira saudável. Sem disciplina a Igreja perde sua pureza, seu compromisso com os irmãos, sua santidade, seu amor e poder. Em Lucas 17.13 Jesus disse: “Acautelai-vos. Se o teu irmão pecar contra ti repreende-o.” Não podemos ignorar os pecados, nem os nossos, nem os de nossos irmãos, por isso, Jesus disse “repreende-o”.
A repreensão é somente uma das formas de disciplina. A disciplina vai desde a prevenção por meio do ensino árduo e sistemático, até a possibilidade da exclusão, quando se trata da prática de um pecado sem arrependimento (1Co 5.1-7).
Para que tudo isso aconteça é necessário que “não deixemos de congregar-nos como é costume de alguns”. Doutro modo, seremos desordenados em nossas relações humanas, em nossa prática de vida.

Responda a essa pergunta: há alguém que você ainda não perdoou?

Por:Pr Paulo Cezar Ferreira
Rede Restauração da Lagoinha