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O significado espiritual do dízimo

Foto: Comunicação Lagoinha

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Referência bíblica: “Ai de vós, condutores cegos, pois que dizeis: qualquer que jurar pelo templo, isso nada é; mas o que jurar pelo ouro do templo, esse é devedor. Insensatos e cegos! Pois qual é maior: o ouro, ou o templo, que santifica o ouro? E aquele que jurar pelo altar isso nada é; mas aquele que jurar pela oferta que está sobre o altar, esse é devedor. Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a oferta, ou o altar, que santifica a oferta? Portanto, o que jurar pelo altar jura por ele e por tudo o que sobre ele está; e o que jurar pelo templo jura por ele e por aquele que nele habita; e o que jurar pelo céu jura pelo trono de Deus e por aquele que está assentado nele. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas”. (Mt 23.16-23)

Exposição do texto: na época bíblica, os escribas faziam distinções de juramentos. Eles, por exemplo, isentavam um homem que fez um juramento de natureza geral (tal como pelo templo), mas diziam que era obrigatório o juramento baseado em coisas específicas (como pelo ouro do templo). Jesus procurou fazer compreendido que um juramento por um sacrifício qualquer era, ao mesmo tempo, um juramento pelo altar, e que um juramento pelo templo era, ao mesmo tempo, um juramento pelo Deus do templo. Jesus estava interessado no valor interior e na busca espiritual do indivíduo, e não apenas nas palavras que ele pudesse proferir.

Discussão

1) Você entende o motivo de dar o dízimo?

2) Qual experiência da provisão de Deus você já viveu na área financeira?

Objetivo: entender o motivo e a importância de dar o dízimo com a motivação correta.

Contexto: templos, ofertas, altares, pastores, o que é importante? Embora sejamos tentados a dar uma resposta, vamos além das opções apresentadas. Caminhemos para aquele que gerou todas elas: Deus. Contudo, o texto analisado nos mostra que os religiosos da época, por meio dos juramentos, queriam dizer o que era mais importante. Segundo eles, o templo e o altar eram menos importantes que o ouro e a oferta do templo. A falsa fé elenca prioridades erradas.

Jesus começa o Seu argumento dizendo que são o templo e o altar que santificam o ouro e a oferta. Ouro e oferta falam daquilo que damos a Deus. Templo e altar falam do lugar da entrega. Na Nova Aliança somos chamados de templos de Deus. Somos nós que santificamos nossa oferta. É a nossa vida que respalda o que damos. Mais do que o nosso dízimo e a nossa oferta, Deus nos quer. Dele é o templo e tudo que nele há. Nossa vida é toda Dele. Não apenas o nosso dízimo e as nossas ofertas, mas toda a nossa vida é Dele.

Uma pessoa ao ler essa verdade é tentada a pensar que, então, não é obrigada a dar o dízimo, mas a sua vida. Contudo, repare que a genuína fé não despreza a oferta, ela apenas coloca o ofertante como mais importante. Deus não abre mão da oferta desde que o coração do ofertante esteja junto.

Quando entregamos o dízimo e as ofertas, lembramos e adoramos Aquele que é Senhor de tudo. Observe o que Jesus diz após colocar Deus acima de tudo: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer essas coisas, e não omitir aquelas” (Mt 16.23).

Os fariseus desprezavam o juízo, a misericórdia e a fé, e davam dízimo das ervas que tinham. Terrível hipocrisia! A oferta é mais importante que o templo? Dar dinheiro na igreja é mais importante que amar a esposa e os filhos? Será que somos aqueles que dão dinheiro, mas roubam a vida dos outros?

Repare que a fé equilibrada de Jesus afirma: “Deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas”. O que ele está dizendo é que eles deveriam praticar a misericórdia e a fé, mas não serem omissos nos dízimos. Jesus não está excluindo o dízimo, mas associando ele a todo templo ou toda verdade associada à Escritura, ou seja, a Deus.

Porque Deus está acima de tudo é que damos não só os dízimos e ofertas mas também nosso coração. Quando reconhecemos a grandeza de Deus, damos o dízimo e a oferta. Abraão, no Velho Testamento, reconheceu a grandeza de Melquisedeque: “Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos” (Hb 7.4). Contudo, hoje estamos diante Daquele que é maior do que Melquisedeque, por isso, quando entregamos os dez por cento de nosso salário, reconhecemos que Ele é maior e mais importante de tudo aquilo que temos!

Conclusão: o dízimo é o mínimo que devemos dar para quem nos deu tudo. Junto a Ele, devemos praticar cada verdade da Palavra e entregar nosso coração. Não podemos escolher o que é mais importante, pois Deus está acima de tudo. Dar o dízimo a Deus é reconhecer a grandeza e o senhorio Dele em nossa vida.

Aplicação: além de dar o dízimo, podemos pensar em ajudar financeiramente alguém que precise. Ore com os membros da célula para que Deus lhes traga à memória alguém que vocês possam ajudar com algum valor.

:: Drumond Lacerda

Para mais informações a respeito do estudo de células, ligue para o pastor Flavinho (31) 98793-7701.