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Os perigos da riqueza e dos falsos mestres

Estudo de Célula

Referência bíblica: “Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão” (1Timóteo 6.11).

Exposição do texto: Paulo dá suas últimas orientações a Timóteo nessa primeira carta que ele escreve ao seu verdadeiro filho na fé. Paulo exorta Timóteo a fugir de duas coisas: dos falsos ensinos e da cobiça de ser rico.

Discussão:

1- Você já percebeu que muitos falsos ensinos são baseados na Bíblia, mas de modo a distorcer o significado da mesma?

2- Qual é o problema em querer ser rico? Todos os cristãos devem almejar se enriquecer?

Objetivo: identificar um falso ensino e entender a relação do cristão com o dinheiro.

Contexto: como vemos nessa série de estudos, a maioria dos falsos ensinos nos primeiros séculos surgiu por meio de cristãos que eram, de certa forma, sinceros, mas que seguiram conceitos e ideias erradas que eles mesmo formularam, passando, assim, a distorcer a verdade que os apóstolos pregaram. Engana-se quem pensa que os falsos ensinos, as chamadas heresias, surgem de fora da igreja. Antes, como diz João, os hereges “saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos” (1Jo 2.19). Um ensino herético se caracteriza por quebrar doutrinas centrais ao cristianismo, como, por exemplo, a centralidade e suficiência em Jesus Cristo. Jesus é o centro de tudo: do culto, do trabalho, dos estudos, da diversão, das refeições e de qualquer outra atividade que possamos exercer. Todas as coisas do universo convergem para Jesus. Portanto, qualquer ensino que tire Jesus dessa posição é heresia, falso ensino, outro evangelho (Gl 1.8). Então, qualquer ensino ou pregação que coloque o ser humano no centro, que queira satisfazer o ser humano, suas necessidades, vontades, seus desejos e caprichos, devemos ter a capacidade de discernir por um conhecimento maduro da Bíblia e nos afastar; ou como Paulo orientou “fujam deles”! Ao longo de toda a história da igreja, os falsos mestres se apresentam com grandes convicções no que ensinam, porém, manipulam a verdade exposta pelos escritores bíblicos, mesclando ideias e experiências próprias, com intuito de promoverem seus interesses pessoais. E hoje, infelizmente, é comum esses interesses girarem em torno de possuir dinheiro.

Primeiro: como, então, identificar esses falsos mestres? É preciso se aprimorar e amadurecer no ensino das Escrituras. Uma igreja que não tem as Escrituras bem expostas como fundamento de sua pregação corre o risco constante de receber falsos ensinos como verdadeiros. Os falsos mestres usavam de uma aparente vida espiritual e piedosa para extorquir os fiéis ou se beneficiarem de alguma forma. Como Paulo diz: “A piedade é fonte de lucro” (1Tm 6.5). Usam das mais variadas estratégias e meios para alcançarem o que desejam. “Pois esses tais não servem a Cristo nosso Senhor, e, sim, a seu próprio ventre e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos desprevenidos” (Rm 16.18). Se escondem atrás de versículos bíblicos para se defenderem, mas, especialmente, promovem falso ensino nas igrejas, com boa retórica e carisma. E sutilmente tiram Jesus do centro do culto. Falam o nome de Cristo mil vezes durante a pregação, mas O colocam como servo e não como Senhor. Afagam nosso ego, falam o que a multidão deseja ouvir e não aquilo que precisa verdadeiramente ouvir. Privam o povo de Deus da verdade confrontadora e consoladora que o Evangelho carrega. Por outro lado, devemos dar sempre atenção àqueles que não ostentam tomar o lugar de Jesus. Aqueles pregadores e mestres para quem Jesus é sempre o Senhor, esses estão satisfeitos com o que têm. O único desejo deles é que Jesus seja conhecido e Senhor de todos os homens. Esses seguem o conselho de Paulo a Timóteo de que o lugar do pastoreio e ensino exige ética, sobriedade, disposição para abrir mão de regalias e ambições e ensino firmado na verdade de Jesus Cristo (1Tm 6.11). Esses pregadores da Verdade sempre irão nos confrontar e exaltar a Jesus. Eles não terão medo de dizer a verdade e a respeito da Verdade, mesmo que a igreja se esvazie. Afinal, haverá aqueles “que não suportarão a sã doutrina” (2Tm 4.3). Eles não utilizam da proclamação graciosa sobre Cristo para lucrarem e obterem riquezas, pois consideram que o dinheiro não é um fim, mas um meio de serem “generosos em dar e prontos a repartir” (1Tm 6.18). Eles estão bem conscientizados sobre os perigos das riquezas.

Segundo: quais os perigos em querer ser rico? A única divindade que Jesus confrontou dizendo que era preciso decidir a quem servir foi Mamon, o deus que representava o próprio poder inerente ao dinheiro, e, pelo visto, para merecer o destaque de algo incompatível com Jesus, quando Ele afirma a necessidade de uma escolha entre os senhorios, “ou servirá a um ou a outro”, era porque a busca pelas riquezas estava dominando e devorando a alma de muitos. É claro que não é pecado ser rico, mas fazer disso uma ânsia, como disse Paulo, é arriscado, pois “os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição” (1Tm 6.9).

E para aqueles que já são ricos, que, porém, “não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras” (1Tm 6.17,18).

Nós somos um “saco sem fundo”, insaciáveis e consumistas. E, por isso, quanto mais temos mais queremos. E por que somos tentados dessa forma? Porque “cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tg 1.14,15). A cobiça é a mãe de todos os pecados.

Conclusão: interessante que para o apóstolo Paulo há uma interligação entre os falsos mestres e incentivo à cobiça pelo acúmulo de riquezas. Como os falsos ensinos alimentam o ego das pessoas, eles tendem a incentivar a busca por coisas que tragam satisfação aos anseios, e muitos caem na tentação de se direcionarem para a busca de riquezas. Uma pessoa bem ensinada na verdade do Evangelho se encontra fortalecida para discernir as falsas propostas, que nada têm a ver com Jesus Cristo de Nazaré. Paulo se considerava próspero pelo simples fato de Jesus ser o centro de tudo em sua vida e reconhecia que as demais coisas eram acréscimos graciosos da provisão de Deus.

Aplicação: medite sobre a cobiça na sua vida. Escreva em um papel de cinco a dez coisas que você deseja, do calçado à moradia. Reflita sobre o motivo de desejar cada uma delas. Ore a Deus e, se perceber que aquilo que deseja é fruto de cobiça, ostentação e caprichos, risque de sua lista.

:: Bruno e Renata Arruda

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