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Paulo e Silas

Referência Bíblica: “Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam” (Atos 16.25).

Foto: unsplash.com

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Exposição do texto: Paulo e Silas pregavam o Evangelho e expulsavam demônios na cidade de Filipos. Os moradores se enfureceram contra eles, chamando-os de perturbadores e pregadores de costumes que não podiam receber, levando-os às autoridades. Os dois foram açoitados e lançados na prisão devido a esse acontecimento. Foram juntos buscar a Deus e louvá-Lo.

Discussão:

  1. O que você já experimentou de bom por andar em comunhão com seu irmão?
  2. As pessoas mais próximas de você te estimulam à unidade para se aproximar mais de Deus?
  3. E você? Faz isso com aqueles próximos a você?
  4. O quê você já experimentou de bom (e marcante) em um ambiente coletivo de celebração a Deus?

Objetivo: enxergar que existe “algo a mais” de Deus liberado quando nos unimos para buscá-Lo.

Contexto: a comunhão de Paulo e Silas era verdadeiramente comunhão. Juntos na pregação do Evangelho. Juntos ao serem castigados por causa do Evangelho. Juntos na mesma fé. Juntos no mesmo ânimo, diante da adversidade. Juntos na disposição de orar e louvar a Deus. E o que chama a atenção é o que aconteceu quando foram orar e louvar juntos. Deus Se manifestou, fez tremer a prisão, mostrou Seu poder, abriu as portas das cadeias e os libertou das algemas. Deus Se mostrou, Se fez ser visto, apareceu a todos em poder. É claro que Paulo e Silas tinham vida de oração individual. Jesus ensinou: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mateus 6.6). Porém o que aconteceu com Paulo e Silas é um bom exemplo do poder da “unção coletiva”. Existe algo liberado por Deus que é uma porção da unção e do poder Dele, que se mostra quando estamos reunidos e unidos em um mesmo propósito diante Dele. Jesus disse: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mateus 18.20). Veja a diferença das duas situações:

– A oração individual nos leva a um “secreto” com Deus.

– A oração coletiva nos leva a um “manifestar público” da presença de Jesus.

Jesus orou por nossa unidade um pouco antes de começar Seu sofrimento na cruz. A oração de entrega de Seus discípulos ao cuidado do Pai, devido à Sua ausência que começaria, trouxe esse clamor de Jesus pela nossa unidade. Em João 17.23 Jesus diz: “Eu neles e Tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que Tu me enviaste e os amaste como igualmente me amaste”.

O Pai em Jesus, e Jesus em nós, para que outros vejam. É o poder da unidade em Deus. É uma reunião muito grande e um poder enorme liberado. A “unção coletiva”, para que o mundo veja. Paulo e Silas tinham essa unidade. A unidade não é andar junto. Unidade é ser unido em mesmo pensamento e propósito. Unido na mesma fé e convicção. Unidade é concordar. É quando dois andam juntos, puxam para o mesmo lado e estão de acordo nas mesmas decisões. Deus nos chama à unidade com Ele, e uns com os outros. Unidade não é andar junto, mas ela se mostra, ou começa, ou se fortalece, andando junto. Esse andar junto recebe o nome de comunhão. É interessante perceber que muitas pessoas vivem pedindo intimidade com Deus. Mas a intimidade é o resultado de andar junto, em retidão, em temor à Sua Palavra, em um processo de revelação e conhecimento (Salmo 25.14, Provérbios 3.32). Os textos bíblicos nos chamam à comunhão (1 Coríntios 1.9, 2 Coríntios 13.14, Filipenses 2.1, 1 João 1.3).

Deus disse a Abraão: “Anda em minha presença (junto de mim, em contato comigo)” (Gênesis 17.1). Paulo e Silas andavam juntos com Deus, e juntos um ao outro. Tinham comunhão um com o outro e comunhão com Deus. Isso os levou a adorar, louvar, buscar juntos a presença de Deus, e, assim, experimentaram o “mais de Deus” pela unção liberada coletivamente. O início desse relato, em que Paulo e Silas tiveram problemas em Filipos, mostra os cristãos reunidos como congregação, como Igreja, para orar e buscar a Deus. Paulo e Silas, e aqueles aos quais eles declaravam o Evangelho, se reuniam para celebrar e louvar ao Senhor. O texto bíblico em Hebreus 10.25 diz: “Não deixemos de congregar”, ou seja, “de reunir e unir, em comunhão, para celebrar ao Senhor”. Isso porque esse é o ambiente para nos estimular ao amor e às boas obras (unidade de sentido, pensamento, direção), e considerar em alta estima uns aos outros (comunhão), tendo como resultado que ali o Senhor ordena a bênção e a vida pelo liberar da unção. A unção que desce sobre os presentes pelo ofício sacerdotal (adoração) (Hebreus 10.24, Salmo 133).

Conclusão: precisamos ter unidade com os irmãos diariamente. E precisamos nos unir mais a Deus e a Seus pensamentos e propósitos a cada dia. Precisamos ter comunhão diária e constante com Deus, em todo tempo. Precisamos buscar a Deus individualmente, e louvá-Lo, engrandecê-Lo, adorá-Lo. Mas, também, precisamos nos reunir como Igreja, para celebrar a Deus e experimentar daquilo que Ele libera coletivamente. No ambiente de igreja, recebemos direção para a unidade, somos despertados ao amor ao próximo, que nos incentiva à comunhão. Juntos louvamos e exaltamos a Deus e somos tocados pela manifestação da Sua presença, pela liberação do Seu poder, pelo derramamento da Sua unção.

Aplicação: vamos estreitar os laços com nossos irmãos e nos estimular a andar na unidade da fé e da Palavra. E vamos, constantemente, nos reunir nas celebrações no templo e nos grupos de crescimento.

:: Christian Clayton

Para mais informações a respeito do estudo de células, ligue para o pastor Flavinho (31) 98793-7701.