Estudo de célula do Jornal Atos Hoje- 09/09/2007 

Ouvi: ‘Eis que o semeador saiu a semear’.” (Mc 4.3).

Todos semeiam

As grandes matas formadas pelos pinheiros do Paraná, com suas copas semelhantes a grandes cálices, foram plantadas, primordialmente, pela gralha azul. Este pássaro colhe os pinhões e os conduz para o seu ninho para se alimentar deles. Mas, em sua trajetória até o ninho, a gralha azul deixa cair pinhões das alturas à terra. E estes pinhões que caem são, por ela, “semeados” na superfície do solo que sobrevoou e vêm a brotar.    Assim, a contribuição da gralha azul para o renovo da natureza acontece com o seu simples hábito alimentar.
Da mesma maneira, todos nós também estamos sempre plantando alguma semente em nossa trajetória nessa vida. O que semeamos irá depender de nossos “hábitos” diários de alimentação e de vida. Mas, sempre semeamos.
O pai preguiçoso ou mentiroso semeia no coração dos filhos o seu mau exemplo. A mãe irritada ou impaciente também deixa frutos ruins para os que convivem com ela. E o Senhor nos adverte, em sua Palavra: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” (Gl 6.7).
Precisamos verificar o que estamos deixando atrás de nós para as gerações futuras. Vejamos alguns pontos importantes sobre o que semeamos e como devemos semear:

Cada semente irá produzir de acordo com sua espécie

Se eu quero colher laranja, preciso plantar sementes de laranja. E a própria qualidade das laranjas, se doces ou azedas, irá depender das minhas sementes. Se eu quero receber amor, carinho e/ou respeito, então, preciso plantar essas sementes nos corações das pessoas com as quais convivo.
O princípio da semeadura foi estabelecido por Deus no ato da criação. Cada semente produziria de acordo com sua espécie (Gn 1.11). Igualmente importante é o fato de que a colheita é sempre mais farta do que a semeadura. Por exemplo, quando se grita para o “eco”: “Eu te amo”, o que iremos ouvir de volta é: “Eu te amo, eu te amo, eu te amo…” No entanto, se gritarmos: “Você é feio”, iremos ouvir de volta: “Você é feio, você é feio, você é feio…” É preciso pensar no que se fala. Nossa palavra deve ser sempre “agradável, temperada com sal, para sabermos como responder a cada um” (Cl 4.6).
Isto significa que eu devo provar o que irei dizer, antes de passar para os outros. Preciso passar minhas palavras por alguns “filtros”. Por exemplo, preciso refletir se o que vou falar é “verdadeiro” (se tenho a certeza do fato), se é “bom” (se irá trazer um bom fruto para a pessoa que está ouvindo), e se realmente é “necessário ser dito”. Palavras “filtradas” serão mais saudáveis e, certamente, serão agradáveis. Você tem semeado bênção com a sua língua, isto é, com as suas palavras? Fofocas, críticas, mau humor, fazem nódoas no coração, que precisam ser tiradas com o sangue de Jesus, após um verdadeiro arrependimento.   
Em todas as Cartas de Paulo, encontramos orientações práticas para a vida cristã. Leia Cl 3.12-25; 4.1-6. Ele sabia desse princípio magno da semeadura nos nossos relacionamentos. “O que plantamos, colhemos”.

A bênção de Deus na nossa colheita

Em Gn 26.12, encontramos uma grande colheita de Isaque, embora semeada em tempo de seca total. Ele colheu cem por um do que foi semeado. Isto é, uma colheita extraordinária, acima de qualquer expectativa.
O segredo de Isaque foi sua obediência a Deus. Ele obedeceu à palavra do Senhor, que lhe recomendara: “Não desças ao Egito.” E, ali, na terra seca e sem água, Isaque plantou suas sementes sob a ordem do Senhor. E prosperou. Ele se enriqueceu com suas colheitas naquele tempo de seca. Foi a bênção de Deus o seu segredo. “A bênção de Deus é que enriquece e, com ela, não traz desgosto.” (Pv 10.22).
O fruto da obediência à vontade do Senhor expressa em sua Palavra é sempre de bênção. Deus garantiu ao homem que jamais mudaria esse princípio, pelo contrário, Ele prometeu, após o dilúvio que “enquanto durasse a terra, haveria [...] semeadura e colheita” (Gn 8.22).
A nós cabe plantar e regar, mas o crescimento vem do Senhor (1Co 3.6). Esse “crescimento” é a bênção de Deus. Poderia haver pessoas que olhassem para Isaque plantando a sua semente na terra seca e viessem a imitá-lo. Entretanto, o crescimento farto de sua colheita se devia à sua obediência à orientação do Senhor, e não apenas a uma estratégia humana com análises do plantio na seca.
Você tem pedido a orientação do Espírito Santo em meio às circunstâncias adversas, nos tempos de seca e aridez? O que você tem semeado na terra seca do deserto pelo qual Deus permite você passar?

A boa semente e o bom fruto
Na parábola do semeador (Mc 4.1-20), Jesus mesmo a interpretou, dizendo que a semente é a Palavra de Deus semeada nos corações (v.14). Aqui o Senhor nos mostra o trabalho do evangelista, ou melhor, de todo crente ao cumprir a grande comissão: “[...] Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” (Mc 16.15). O nosso dever é semear a “boa semente”. É lançar no solo dos corações a esperança e a vida que emanam das Escrituras Sagradas. É o trabalho de distribuição de mensagens (folhetos evangelísticos). É o amor em prática e a palavra amiga, porém esclarecedora, a respeito da salvação em Jesus. É o convite para a pessoa conhecer o amor de Deus, vir à célula…
Em Is 55.10-11, encontramos a palavra que sai da boca de Deus como sendo pão para o que come e semente para o semeador (v.10). Isto significa que os ensinos das Escrituras primeiramente nos alimentam, todas as vezes que lemos e meditamos neles. Mas estes ensinos também são sementes que deverão ser semeadas nos corações à nossa volta. Sempre devemos repartir o que temos recebido de Deus. Sempre devemos compartilhar o que aprendemos. E, assim, a “palavra do Senhor não voltará vazia, mas cumprirá o seu propósito”, aleluia!
Já na parábola do joio e do trigo (Mt 13.24-30; 36-43), temos a semente do trigo como sendo “os filhos de Deus” (v.37-38). Isto significa que nós mesmos é que somos plantados por Deus no ambiente em que vivemos. Nós somos a boa semente.
Como é importante lembrar que estamos sendo observados em todos os nossos comportamentos, nossas reações diante das dificuldades da vida… Deus espera os frutos de nossa vida. O mundo espera ver a glória de Deus em nós, através de sua paz, de seu amor, de sua bondade e as virtudes do caráter cristão sendo estampadas em nosso rosto. O que você tem semeado em seu lar? Que tipo de semente está dentro dos frutos de sua vida: amor, paciência, bondade… ou, irritação, ódio, ressentimento, mentira, orgulho…?
Para produzir frutos doces (uvas), precisamos estar ligados à Videira Verdadeira (Jo 15.1-11). O agricultor (o Pai – v.1) nos limpa para que possamos produzir mais fruto ainda (v.2). Ao permanecermos na videira, recebemos a capacitação para frutificar (v.4). O segredo, então, de uma vida feliz, frutífera e abençoadora (semeadora da boa semente) é permanecer ligado a Cristo. Alimente sua fé na Palavra e compartilhe o que tem recebido de Deus. Assim sua vida será abundante e frutífera.

Desafios para a semana:
Leia os seguintes textos e medite em seus ensinos: Mt 13.31-32 (pequena semente, grande árvore); Sl 1.1-6 (vida frutífera); Êx 16.31 (maná como semente); Dt 22.9 (não semear 2 espécies diferentes de semente); Sl 126.6 (semear com lágrimas); Ec 11.6 (semear sempre).
1) Tenha “sementes da Palavra” (folhetos evangelísticos) com você diariamente e distribua a mensagem da salvação.
2) Convide pessoas para a sua célula e ore por elas.
3) Semeie o amor por onde você passar (ajude, interceda, estenda a sua mão, abra o coração e o bolso para semear boas obras).

::Por: Pra. Ãngela Valadão

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