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Um chamado a ação social Amós – Parte 2

Foto: unsplash.com

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Referência bíblica: “Ai dos que dormem em camas de marfim, e se estendem sobre os seus leitos, e comem os cordeiros do rebanho e os bezerros do meio do curral. Que cantam ao som da viola e inventam para si instrumentos musicais, assim como Davi; que bebem vinho em taças e se ungem com o mais excelente óleo, mas não se afligem pela ruína de José. Portanto, agora irão em cativeiro entre os primeiros dos que forem levados cativos, e cessarão os festins dos banqueteadores” (Amós 6.4-7).

Exposição do texto: Amós, um profeta do século 8 a.C, foi incomparável no seu ousado ministério ao reino de Israel, principalmente, por ser nativo do reino de Judá. Ele não teve seu treinamento nas escolas de profetas de seu tempo. Ao contrário, negava qualquer conexão (Am 7.14,15). Era um pastor (boieiro) e um cultivador de sicômoros. Sua familiaridade com o campo é bem exposta em suas palavras, leão, urso, cobra, gafanhoto, ervas etc. Ele vivia no deserto ou na terra de pastoreio próxima a Tecoa (2Cr 11.6), uma aldeia cerca de 16 km ao sul de Jerusalém e 20Km a oeste do mar Morto. Amós recebeu uma profecia que falava de ambos os reinos, Israel ao norte e Judá ao sul. Nesse período, muitos israelitas estavam mantendo, e até mesmo excedendo, os requerimentos rituais da lei (4.4-5). Ainda assim, a verdadeira adoração a Deus estava misturada com idolatria, e uma forma de ostentar prestígio entre a sociedade. Amós desafiou vigorosamente a idolatria e a injustiça social.

Discussão:

Como lidamos com nossa forma de consumo hoje?
Necessitamos, verdadeiramente, de tudo que consumimos? Temos honrado a Deus com os recursos que nos são dados?

Objetivo: fazermos um autoanalise se estamos honrando a Deus com aquilo que consumimos.

Contexto: este trecho descreve a vida extravagante que os ricos levavam, estilo de vida pago com a riqueza roubada dos pobres. Marfim tinha sido importado por Judá, desde, pelo menos, à época de Salomão, provavelmente da misteriosa terra de Ofir, via Sabá. Ele era muito usado na fabricação de ídolos. Em Samaria, os arqueólogos encontraram muitas placas em marfim e madeira marchetada, que retratam deuses e deusas egípcios e siro-fenícios. Cordeiros, bezerros, a carne era um luxo para boa parte das famílias do antigo Oriente Médio, sendo consumida apenas em ocasiões especiais. Comer carne diariamente era privilégio dos ricos e poderosos. As classes abastadas de Israel estavam tão acostumadas com seus privilégios e luxos, que não ligavam para a aflição de seus irmãos israelitas mais pobres.

Conclusão: este texto de Amós nos confronta muito nos dias de hoje. Vemos que existia uma forma exacerbada de consumo das classes mais abastadas, que viviam dos recursos, que vinham da classe menos favorecida financeiramente. O profeta faz duras críticas, chegando a chamar algumas mulheres de vacas de Basã (4.1), pois oprimiam os pobres e necessitados. Advertidas pelo profeta que duro juízo cairia sobre elas, que seriam levados como prisioneiros com anzóis e com fisga de peixe, pois os Assírios transportavam seus prisioneiros com cordas presas a anéis ou ganchos no nariz. Podemos sim, ser prósperos, mas devemos buscar orientação de Deus para onde dirigimos nossos recursos. Se estamos consumindo de forma que não edifica o reino, ou se somos dependentes do consumismo. Podemos analisar se investimos no reino segundo aquilo que Deus tem colocado em nosso coração, ou se investimos, para nos fazer melhores numa sociedade onde você tem valor proporcional ao quanto você gasta.

Aplicação: faça uma contabilidade de seus gastos, veja se tudo que você comprou está sendo usado ou guardado no quartinho do esquecimento e qual porção tem sido verdadeiramente investida para o reino de Deus. Existe um excesso de consumo em sua vida?

:: Pr. Thales Violante

Mais informações a respeito do estudo de células, ligue para o pastor Flavinho (31) 98793-7701.