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A história de amor de Cassi Valadão

Para o grande Dia dos Namorados, replicamos uma entrevista* pra lá de especial com Cassiane Montosa Valadão, esposa do pastor e cantor André Valadão. Mãe atenciosa de dois filhos e dona de casa dedicada, ela relata confidências de quando conheceu o seu grande amor e como tem sido a vida a dois.

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Como você e o André se conheceram? Foi amor à primeira vista?

Na verdade conheci primeiro a Ana, minha mãe sempre trabalhou com eventos cristãos, ligados a uma rede de livrarias evangélicas que ela tinha em Londrina (PR), minha cidade.

O DT estava começando a ficar conhecido, havia gravado seu primeiro CD e DVD ao vivo.

Minha mãe fez o convite e eles toparam. Foi a primeira vez que o DT saiu para fazer “show”. Quando chegaram em Londrina, tinha um ônibus a disposição de todo grupo e eu fiquei encarregada de levar a Ana em meu carro. Naquela viagem a Ana disse que assim que me viu, logo pensou no André e que eu seria perfeita para ele. O André morava nos USA ainda, e de Londrina mesmo a Ana ligou para ele e disse que tinha “achado” a esposa dele, e que não era para ele se envolver com nenhuma americana (risos). Mas conheci o André mesmo anos depois, nossas famílias tinham ficado amigas. Eu e ele nos comunicávamos pela internet apenas.

Não foi amor a primeira vista, nem a segunda (risos)! Eu estava namorando a primeira vez que vim a BH e fiquei hospedada na casa dele. Percebi que todos tinham uma grande expectativa, mas eu é quem estava totalmente fora dos propósitos que Deus tinha para minha vida. E nessa viagem o André se decepcionou um pouco comigo. Daí não rolou mesmo. Voltei para Londrina e ficamos muito tempo sem nos falar, mais de um ano.

Depois de um longo tempo, minha mãe organizou de novo um evento e trouxe o DT novamente, dessa vez o André foi. Para minha surpresa era ele quem estava namorando. Fiquei “sem graça” e nem queria ficar perto. Ele conheceu minha família toda e todos se apaixonaram por ele. Diziam que até me deixavam casar com ele e ir embora.

Tempo depois, vim para Belo Horizonte com a minha mãe para o casamento da Ana. E quando cheguei, o André ainda estava namorando. Ficou aquele clima estranho. Ele de um lado, eu de outro (risos).

Assim que voltei para Londrina falei com a minha mãe que não queria mais saber do André, já que ele estava namorando com uma menina de ministério e eu não tinha ministério nenhum (o diabo fica soprando na nossa mente que somos inferiores, mas isso não é verdade!). Então, todos nos aquietamos.

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Mas logo em seguida, a menina e o André terminaram e a gente não ficou sabendo disso. No ano seguinte, no congresso do DT, fui na caravana que minha mãe sempre organizava. Toda vez que acabava a ministração, as pessoas tiravam fotos e eu corria para o hotel para descansar e voltar para ministração seguinte. Mas eu não via o André, e pensava que ele ainda estava namorando (risos). No domingo, quando acabou o congresso, nosso voo estava marcado para as 16h, o pastor Márcio foi falar comigo e me convidou para almoçar com eles. Ele conseguiu me convencer, já que o restaurante ficava perto do aeroporto.

Soube que ele contou para o André, que disse que queria ter encontrado comigo, mas não deu por causa da correria do Congresso. André estava participando de uma sessão fotos, mas o pastor o tirou de lá e falou para ele ir se encontrar comigo, que eu estava esperando-o. Quando ele chegou no restaurante, levei o maior susto, e, então, ficou aquele clima, né? (risos).

Mas foi nesse dia, me levando para o aeroporto, que ele disse: “Cassi, vamos nos casar?” E respondi, no susto e de brincadeira: “Vamos”, e depois ele me contou que essa resposta era um sinal que ele havia pedido a Deus. Fomos para a casa dele, minha mãe já estava nos esperando e ele já entrou dizendo que estávamos namorando! E como perdemos o voo, ficamos por mais um dia em BH e tive a alegria de comemorar o aniversário do André ao lado dele. Seis meses depois nos casamos, e não posso deixar de destacar colaboração para que a nossa união acontecesse do meu sogro, da Ana e da minha mãe! (risos)

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O que foi mais importante durante o tempo de namoro de vocês?

Nosso tempo de namoro mesmo foi de dois meses. Tempo suficiente para ter a certeza que éramos um para o outro, e que era da vontade de Deus a nossa união. Ficamos noivos por quatro meses e nos casamos. Seis meses no total. Nos vimos apenas 8 ou 9 vezes antes do nosso casamento. Fomos nos conhecendo por telefone, falávamos por hora, e após a meia-noite, que era bem mais barato (risos).

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Quando você soube que o André era a pessoa certa?

Soube que ele era a pessoa certa por meio da minha mãe. Muitos anos antes de nos relacionarmos, Deus mostrou com clareza para ela. Minha mãe ficou firme orando durante anos por mim, mesmo eu passando por vários namoros, ela sempre soube que eu me casaria com ele. Chegou a fazer uma coisa muito doida. Fez uma montagem de uma foto minha com André e deixou dentro da Bíblia dela por muito tempo. Lógico que eu nunca vi, pois ficaria muito brava (risos). Vale uma participação dela nessa parte para explicar melhor. Mas sempre fui muito temente a Deus e à minha mãe. E quando ela me disse isso, logo após uma decepção muito grande com um namorado, Deus abriu meus olhos. Mesmo estando arrasada, vim para o casamento da Ana, e nessa viagem algo começou a mudar em meu coração.

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Você se casou bem nova com o André. Como foi encarar toda essa mudança (casamento, cidade, família)?

Casei-me aos 21 anos e o André aos 23 anos. Foi muito difícil a adaptação, principalmente longe da minha família e numa cidade com pessoas que não conhecia. Todos os meus amigos e minha história havia ficado para trás, e hoje entendo que isso foi necessário acontecer, para me desligar de muitas coisas em Londrina e ter uma nova vida, a que Deus tinha para mim, porém, o diabo estava tentando me enganar quanto a isso. Deus me deu amigos maravilhosos. Tenho amigas que me amam, cuidam de mim, oram por mim e valem mais do que qualquer tesouro nesse mundo. Hoje, não trocaria nada disso para voltar pra Londrina. Entretanto, há seis ou 7 anos não tinha essa certeza, eu queria voltar para a minha cidade.

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Você sempre sonhou com o seu grande dia? Como você imaginou que ele seria?

Pois é, ao contrário da maioria das mulheres, não sonhava com o “grande” dia. E ele chegou tão rápido que mal pude curti-lo, e minha mãe, mais uma vez, fez tudo e sonhou por mim. O André brinca e fala que casou com minha mãe e me levou para casa (risos) Enfrentamos muitas lutas espirituais até o dia do nosso casamento, para desistirmos, porém, a vitória chegou e foi tudo muito lindo. A decoração, a festa, a igreja, o DT tocando, meu amor cantando para mim. Foi único!

O André viaja bastante e sempre que consegue, você o acompanha. E mesmo com toda a agenda que ele tem, como vocês fazem para ter um tempo a sós? Vocês tem alguma rotina que fazem sempre juntos?

Eu viajava 100% com ele até o Lorenzo nascer. Estávamos com 8 anos de casados quando Lolo nasceu, e muita coisa mudou, porém, eu ainda conseguia viajar muito com André e levando o Lolo. André e eu fomos pais bem tranquilos em relação a isso, sempre levamos o Lorenzo a igreja, festas, viagens desde quando ele só tinha 17 dias.

E com o Vitorio não está sendo diferente, aos dois meses de vida dele encaramos uma tour do André por dez cidades nos USA e foi super legal. E como casal, viajamos pelo menos uma vez por ano, namoramos e curtimos muito. Quando André está em casa ficamos juntos, passeamos, pegamos Lolo na aula e vamos lanchar com ele. Amamos jantar fora também e ver um filminho tarde da noite, depois que os meninos estão dormindo.

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Qual a mudança que a chegada dos filhos trouxe para vocês? A vida está mais completa agora? Por quê?

Filhos mudam totalmente a rotina da casa e da nossa vida. Confesso que enfrentei dificuldades, mas filho é maravilhoso e só acrescenta à nossa vida. Por causa das muitas viagens do André, passo mais tempo sozinha com os meninos aos finais de semana. O Lorenzo já está no primeiro ano escolar, e agora não pode mais faltar às aulas para ir às viagens do pai junto a mim, então, tivemos que nos adaptar a essa nova fase também, e é assim, tudo muito novo e bom. Hoje não troco por nada essa “nova” vida junto aos meus filhos e meu marido.

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Você sempre diz que ama cuidar da casa. Qual o retorno que você recebe das mulheres quando fala que a sua profissão é ser “dona de casa”? Você acha que essa também é uma função ministerial?

Quando falo que sou dona de casa, fico impressionada com a reação de muita gente. Muitas mulheres se identificam e me procuram, principalmente por meio das redes sociais. Eu fazia faculdade de Administração em Londrina, mas quando me casei e mudei para BH, vi que não era o que eu queira, que não trabalharia na empresa do meu avô, como eu pensava que seria em Londrina.

Também percebi que queria apenas cuidar da minha casa e do meu esposo, estar sempre presente na vida dele e sempre “descansada” para quando ele chegasse em casa “estressado” não ter uma esposa estressada também. Não que trabalho de casa seja a coisa mais fácil do mundo, mas para mim é um grande prazer. O André me disse depois que sempre pediu a Deus uma esposa que fosse parecida com a mãe dele, que a prioridade fosse cuidar da casa, do marido e dos filhos, pois a vida de pastor, e no caso dele, também cantor, é muito desgastante. As pessoas sempre exigem tanto, pedem tanto e ele tem que se doar. Então, quando ele chega em casa é só alegria (risos).

Por que vale a pena esperar pela pessoa certa?

E para finalizar, digo que vale a pena esperar a pessoa certa. E como você saberá que é a pessoa certa? Se você viver uma vida em santidade, sempre procurando agradar a Deus e andar nos caminhos Dele, você sentirá que é a pessoa. Claro que Deus é perfeito e não dá marido ou esposa imperfeito ou em estagio ‘progredindo’ na fé. Se você é crente e quer casar com um não crente, boa sorte em sua futura caminhada e muito joelho no chão. Creio que Deus tem a tampa certa para cada panela, mas cabe a nós fazer a escolha para que essa tampa seja a de perfeito encaixe.

*Entrevista publicada no dia 2 de junho no Blog da Dé.

Fotos: Arquivo pessoal

Adaptação: Lagoinha.com