Com quase 40 anos de trabalho e mais de 70 álbuns gravados, Asaph Borba tem fôlego para dizer que “ainda tem muito pela frente”. Ele está entre os pioneiros da música cristã brasileira, mas aprecia o louvor a Deus junto à família em volta de uma lareira. Que ele é simples a gente nem precisa falar, mas o que esta figura tem para contar sobre a música cristã no Brasil, isso ainda é surpresa para muita gente. Sinta-se à vontade para conhecer melhor Asaph Borba.

 Lagoinha.com: A trajetória de Asaph Borba é conhecida no Brasil e no mundo. Mas quem é você nos bastidores?

Asaph: Sou um homem simples, caseiro que gosta de estar com a família ao redor da lareira cantando e louvando a Deus, gosto do meu cantinho para orar e adorar. Vivo pensando em como servir melhor a Deus e a Igreja.

 Lagoinha.com: Você iniciou carreira na década de 70 com o LP “Celebremos com Júbilo”. O que mudou de lá para cá na música cristã?

Asaph: Digo sempre que o que mais mudou foram as formas, mas luto sempre para que a essência não mude. O número de pessoas louvando e gravando aumentou, e creio que Deus tem mantido, principalmente, no Brasil a chama da verdadeira adoração. A ênfase na mídia também mudou, fazendo com que muita gente dependa disso para tocar seu ministério, no início dependíamos inteiramente de Deus, hoje parece que se depende de outras coisas também.

Lagoinha.com: Junto a figuras importantes como Adhemar de Campos e Gerson Ortega, você ajudou a construir parte da história da música cristã. O que isso representa?

Asaph: Para mim representa uma grande responsabilidade que me leva a entender que cada passo é importante; pois, se dermos passos em falso, os que estão atrás de nós podem se perder.

Lagoinha.com: Em uma de suas entrevistas, você fala sobre a simplicidade e a importância de se parecer com Jesus neste quesito. Falta simplicidade no espaço da música cristã?

Asaph: Em alguns aspectos falta. A crescente ionização de pessoas as eleva a um lugar que as distancia dos irmãos e as tornam pessoas inacessíveis. Isso eu entendo que é um fator que rouba a simplicidade. Em 2Co 11.3 fala que devemos evitar que seja roubada de nós a simplicidade devida, aos que são de Cristo. Ausência de simplicidade é ausência de Jesus.

 Lagoinha.com: De onde vem tanta inspiração para gravar mais de 70 álbuns?

Asaph: Do trono do Pai, e de tudo aquilo que Deus me leva a viver. Cada experiência da vida é uma canção. Inspiro-me em pessoas, família, palavras que ouço e músicas que tocam o meu coração. Sempre busco coisas que me levem para perto de Deus e de lá sempre volto com uma canção.

 Lagoinha.com: Como você se vê hoje em relação ao início do seu ministério? O que mudou?

Asaph: Menos ansioso e mais dependente de Deus. Descobri que Deus sempre está comigo.

 Lagoinha.com: A gravação do DVD/CD “Rastros de Amor” reuniu importantes nomes da música evangélica. O que essas pessoas representam na sua vida e carreira?

Asaph: Cada uma delas ressentia uma fase e estação da minha vida. Por exemplo, o Adhemar e o Gerson foram aqueles que comigo edificaram as bases. Já outros como Sostenes e Daniel são filhos espirituais, com os quais caminho em um vínculo de cuidado e amor. Já Ana Paula, Fernanda, Ludmila e Alda foram amigas em quem tive a oportunidade de abençoar no decorrer da vida, a todas vi crescer e se tornarem a bênção que são.

 Lagoinha.com: Está chegando a 40 anos de ministério. O que ainda deseja ver e fazer na carreira?

Asaph: “Pede-me e te darei as nações por herança”, quero vidas nas nações da Terra, ainda tem muito a ser feito e continuarei fazendo, cantando, gravando viajando e me esforçando para ser santo diante de Deus.

:: Por Érica Fernandes

erica.fernandes@redesuper.com.br

Colaboração: Atilano Muradas