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“Eu prefiro estar diante de Deus cheia de cicatrizes, mas sabendo que dei o meu melhor para Ele”, diz Miriam Frederick

Foto: Comunicação Lagoinha

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A sessão da manhã deste sábado (27) da Conferência Profética do Clamor 2018, que reuniu conferencistas de todo o Brasil e de outras nações, marcou a vida de milhares de pessoas que se dispuseram a ouvir a voz do Espírito Santo e compreender a vontade de Deus. Houve um chamado de clamor e de sacrifício pelas nações. “Todas as nações da terra estão esperando por você. Você está disposto a se sacrificar nesta manhã? Não estou falando de oferta. Não se trata de escrever um cheque. Isso é simples. Ele quer a tua vida. É isso que ele quer”, disse o pastor Ricardo Robortella.

O momento de adoração foi liderado pelo cantor Jason Lee que ministrou canções como “Toca-me Com Brasas no Altar”, “Som do Despertar”, “O Que Tua Glória Fez Comigo?”. Rendidos ao Senhor Jesus e sendo tocados pelo Espírito Santo, os conferencistas louvaram e exaltaram a Deus.

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Palavra da missionária Miriam Frederick 

Miriam Frederick, fundadora da organização New Life 4 Kids, que atua há mais de 30 anos no socorro de crianças altamente vulneráveis no Haiti, iniciou a ministração usando como base a passagem de Mateus 13.44, que fala sobre o homem que vendeu tudo que tinha e comprou um campo que tinha um tesouro. “O que faria alguém vender tudo que achou que o satisfaria?”, questionou. “Meu filho, minha filha, levante os teus olhos para os campos, porque eles já estão brancos”.  “Vocês precisam trabalhar enquanto é dia, pois a noite está chegando, quando nenhum homem pode trabalhar”. “O que pode ser mais miserável do que saber que eu dei minha vida para o diabo”. “Eu [Jesus] estou indo com você. Te dou minha vida, minha força”.

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Ela citou a história de Moisés que, ao ser enviado para liderar os israelitas pelo deserto, não questionou sobre os amalequitas ou filisteus ou sobre os suprimentos. Ele apenas queria saber se Deus estaria com ele. Se você for enviado para montanhas e florestas, “saiba que Ele estará lá, Ele nunca te deixará, nunca te esquecerá”, disse Miriam. “Passaremos por algumas coisas, algumas vezes. Você vai se sentir sozinho, mas você não estará sozinho”. “Ele tem um plano para a tua vida, mas a gente precisa ter a visão”, pontou. Miriam disse que aprendeu duas coisas, sendo a primeira que Jesus ama os pobres, os não-alcançados, os órfãos, as viúvas, aqueles que não têm família. A segunda é que Ele está dizendo “a quem enviarei? Quem vai por mim?”.

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“A gente está tão cheio que a gente quer mais. Outra reunião, outro avivamento, outra mensagem… E a gente quer mais, quer mais… Enquanto há milhões que nunca pegaram o seu pedaço de pão”. “E Jesus está dizendo: ‘quem irá por mim, quem enviarei, quem pagará o preço para sair da zona de conforto?'”, acrescentou. Mas nós, por outro lado, podemos estar dizendo: “Se eu for lá, vou ficar com fome, tem malária, as crianças estão doentes, ouvi que elas têm diarreia, eles estão famintos e a jornada é tão longa”. “Jesus diz: ‘Eu estarei com você. Você precisa entrar no avião e ir para montanhas. Deus requer isso de nós, porque senão eles nunca terão pão. (….) Eu prefiro estar diante de Deus cheia de cicatrizes, sabendo que dei o meu melhor para Ele, do que saber que eu estava lá toda limpinha, porque tive medo e não fiz nada para Ele. Você vai sujar as suas mãos. É meio sujo lá. Talvez, você tenha que por a sua mão na lama, mas ouça o clamor e os gritos”, disse.

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Ela ministrou ainda sobre o texto que mudou a sua vida: “Procurei entre eles um homem que erguesse o muro e se pusesse na brecha diante de mim e em favor da terra, para que eu não a destruísse, mas não encontrei nem um só” (Ezequiel 22.30). Foi, então, que ela entendeu a importância do mistério de intercessão. “Intercessor significa se colocar entre o que diabo está fazendo e segurar a mão de Deus. Pode ser um casamento, uma igreja, cheia de confusão e desencorajada, sua casa, sua família … O que quer que o diabo esteja fazendo, o intercessor se coloca no meio. Meu pastor disse que esse é o ministério mais poderoso de todos, mas é um ministério escondido”.

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“É tempo que a gente entenda que o nosso ministério começa na nossa Jerusalém. Você precisa aprender a servir na igreja. Deus não pode simplesmente te mandar para o campo de batalha. (…) Alguém precisa visitar os doentes, as viúvas, ajudar as mães solteiras, enviar alguém. (…) Enquanto você espera em Deus, aprenda a servir na sua Jerusalém e a orar no Espírito Santo”. Miriam também contou sua experiência de começar a orar pelo Haiti. “Visita o Haiti, Jesus”, orava. “Eu estava gerando um trabalho que já dura 35 anos”.

  • Confira toda a manhã de sábado da Conferência Profética do Clamor 2018:

:: Raquel Carsi