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“Eu sabia que só Deus poderia trazer à existência o meu casamento e a minha maternidade”, diz mãe cadeirante

Neste domingo (14), comemoramos o Dia das Mães, data especial em que essas mulheres (mais preciosas do que joias de inestimável valor!) são honradas por todo amor e tempo dedicados à família. Para homenageá-las, preparamos uma série de testemunhos (confira ao fim desta matéria) de mães que superaram suas dificuldades, medos e lutas da vida, e venceram, cumprindo bem o papel da maternidade!

Confira hoje a história inspiradora de Fabíola Fernanda (42 anos), cadeirante, casada, mãe de Esther Luiza (5 anos), membro da Lagoinha Santa Mônica e voluntária no ministério Obra Prima (Lagoinha Sede), desde a sua fundação. Psicóloga e professora, com muitos sonhos e projetos em mente, ela não se limitou à deficiência, mas conseguiu vencer as batalhas diárias, contando sempre com a ajuda da mãe, Gláucia das Graças.

Fabíola, na maternidade, grávida de Esther, com o esposo [Foto: Arquivo Pessoal]

Fabíola, na maternidade, grávida de Esther, com o esposo [Foto: Arquivo Pessoal]

“Quando eu tinha 3 anos, tive poliomielite. Doença mais conhecida como paralisia infantil e que afetou meu sistema nervoso central”. De forma inesperada, conta Fabíola, ela parou de andar. Com um quadro clínico crítico (a doença estava em estado avançado), possivelmente, não resistiria. Seus pais clamaram a Deus, e um voto materno foi feito: a mãe, Gláucia, cuidaria sempre da filha. Como resposta à oração, Deus operou um milagre, e a criança sobreviveu.

A dona Gláucia, desde então, auxilia a filha cadeirante. Segundo Fabíola, sua mãe sempre esteve ao seu lado e investiu na realização dos seus sonhos. “Ela me acompanhou todos os dias na escola, da educação infantil à faculdade, e, apesar de todas as dificuldades, consegui me formar. Tirei carteira de motorista e fiz mestrado”, lembra. Ela ingressou na área acadêmica, tornou-se professora e, atualmente, cursa doutorado. “Estar impedida de andar não inviabilizou que eu fosse uma sonhadora”, afirma.

A família

Esther, Fabíola e o esposo [Foto: Arquivo Pessoal]

Esther, Fabíola e o esposo [Foto: Arquivo Pessoal]

Como a maioria das mulheres, Fabíola tinha o sonho de constituir família, mas, segundo ela, parecia muito distante de sua realidade. “Eu sabia que só Deus poderia trazer à existência o meu casamento e a minha maternidade. E foi isso que Ele fez!”, relata. “Preparou para mim um esposo maravilhoso, um homem temente ao Senhor, carinhoso e dedicado”. Juntos, eles oraram por um filho. Como Deus faz infinitamente mais do que pedimos ou pensamos, no dia 5 de dezembro de 2011, nasceu Esther. “Deus tem me dado estratégias para cuidar dela, e minhas limitações físicas não me impedem de ser uma boa mãe. Principalmente, porque tenho um esposo maravilhoso ao meu lado, que é também um excelente pai”, complementa.

Fabíola consegue realizar grande parte das atividades domésticas e conta com a ajuda da dona Gláucia, sua mãe. Além de trabalhar em uma organização social, onde coordena um programa de educação inclusiva, é professora de psicologia em uma faculdade e faz doutorado em Educação. “Somos uma família onde todos colaboram uns com os outros. Em meio a toda correria, consigo acompanhar o para-casa da minha filha e levá-la à aula de violino”, diz. Ela conclui contando que Deus lhe dá estratégias novas todos os dias para lidar com os desafios, e que a falta de acessibilidade em diversos lugares é o maior deles.

Ministério Obra Prima

Fabíola é voluntária no ministério Obra Prima, que trabalha com crianças e adolescentes com necessidades especiais e que desenvolve um amplo trabalho de apoio às famílias. Na sede do projeto, localizado na Rua Itabira, n° 747, Bairro Concórdia, em Belo Horizonte (MG), eles são assistidos e recebem tratamentos de acordo com suas necessidades, sejam elas visuais, auditivas, motoras ou mentais. Para outras informações sobre o Projeto Obra Prima, ligue (31) 3421-2993 ou (31) 98793-2928.

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:: Raquel Carsi