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Ezenete Rodrigues: uma vida de milagres

Cercada por árvores em um dos pontos altos da cidade de Sabará, região metropolitana de Belo Horizonte, está a casa da intercessora Ezenete Rodrigues. O seu lar é na verdade como um lugar de cura e restauração de vidas, localizada junto à Estância Paraíso (Espaço de programas espirituais da Igreja Batista da Lagoinha).

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Foi por esse motivo que a entrevista marcada para as 15h30 teve que aguardar: Ezenete estava em mais um atendimento. “O meu ministério começou na minha casa em São Paulo onde eu recebia pessoas para cuidar e continua dessa forma até hoje”.

É com uma vida assim, marcada pela ação divina e pelo cuidado com as pessoas que se dá a trajetória da intercessora do ministério de Louvor Diante do Trono, cuja história é narrada na biografia “Uma vida de milagres, Ezenete Rodrigues”, lançada neste mês. Depois do atendimento urgente feito pela pastora, iniciamos a entrevista para falar sobre o mesmo assunto que fez toda essa história começar: milagres.

Durante o Culto de Mulheres Diante do Trono realizado no mês de junho, você mencionou que tem sido uma grande batalha a publicação desta obra, por quê?

Uma das questões é que escrevemos este livro em apenas três meses e isso não foi nada fácil. Outro ponto é que no período que estava contando minha história que estava sendo gravada para o livro, fui para Israel junto com o Diante do Trono para a gravação do álbum Tetelestai. Passava as madrugadas com o gravador. Quando retornei para o Brasil fiquei gravemente doente. Tive uma forte infecção urinária.

Internei em uma sexta-feira, porque estava fraca e sentia muitas dores. Na madrugada de sábado para domingo enquanto estava no hospital, abria a Bíblia, mas não tinha forças para ler, tentava ouvir música para louvar a Deus, mas continuava sem forças. Então desisti. Nesse momento recordei da mesma fraqueza que senti, quando passei por uma grave doença na infância que havia contado no livro e como fui milagrosamente curada.  Então parei e disse a mim mesma: “Não estou mais doente, estou curada”. Tinha uma intercessora comigo, pedi a ela o óleo e ungi meu corpo e declarei cura. Orei dizendo que todas as minhas enfermidades haviam sido levadas por Jesus na Cruz. Passei por isso das 4 às 6h da manhã.

Quando a médica chegou pela manhã no domingo, ela levou um susto porque eu já havia andado muito pelo hospital, enquanto no dia anterior estava muito mal. Ela disse que iria estudar meu caso e que ficaria mais uns seis dias internada, mas o Espírito Santo havia falado comigo que eu iria embora no outro dia. Pela manhã da segunda, a médica foi me visitar e disse que só voltaria no outro dia com os resultados dos exames realizados. Mas naquela mesma tarde de segunda, contradizendo o que ela havia proposto, retornou ao meu quarto. Levei um susto, mas ela disse: “Não estou entendendo nada, seus exames estão ótimos e vou lhe mandar para casa, porque não há mais nada fazer”.

Naquela mesma tarde eu retornei para casa como o Espírito Santo havia me dito. Inclusive essa história está em meu livro. Não podemos desanimar, mas nos apegar as promessas de Deus diante da dificuldade.

Ezenete relata testemunho no Culto Mulheres DT

Ezenete relata testemunho no Culto Mulheres DT

O que as pessoas podem esperar da biografia?

Muita cura, restauração, além de ser um alimento para a fé.  Esse livro é para encorajar muita gente a não permanecer no mesmo lugar, mas prosseguir para o alvo. Acredito que a minha biografia é indiferente a religião, pois o mundo procura milagres e manifestações que estimulem a fé. Hoje (dia em que a entrevista foi realizada; 4 de setembro) inclusive recebi um casal de espíritas que me viu na televisão pela Rede Super e saiu de Ipatinga para falar comigo.

Muitas pessoas de outras religiões me procuram, pois veem o que Deus está fazendo. Há muitas histórias lindas que compartilho. Não quero que este livro fique apenas na igreja, mas quero que entre no mundo perdido. Pois não é de um deus de uma religião ou dos crentes que conto, mas o Deus Criador dos céus e da Terra que faz milagres.

livro Zê

O seu livro conta a sua história, qual parte do seu testemunho mais mexe com você?

Foi o período em que sofri de uma rara doença na infância. Meus pais moravam no interior de Minas e fui levada para São Paulo para ser tratada. Por causa da enfermidade, tive pneumonia nos dois pulmões e sofri três comas. No fim do meu quadro, minha família acabou desistindo, porque meus órgãos haviam parado e não tinha o que fazer. Então durante aquele momento que parecia meu estado final, tive uma experiência com Deus e vi uma mão que tocava minhas costas e dizia que me dava cura.  Depois da visão, fui arrebatada e ali recebi o meu chamado.

Recebeu o chamado de intercessão?

Na verdade intercessão é o meu segundo ministério. O meu chamado principal é restaurar vidas. Assim que deixei o hospital quando era criança passei a receber pessoas em minha casa para cuidar delas. Foi assim que recebi a cantora Ana Paula Valadão quando estava com depressão. Ela ficou quinze dias comigo. Antes mesmo de chegar a minha casa, Deus havia me dito que ela seria como um “canarinho” e mãe de nações.

Você e a Ana Paula Valadão caminham juntas há muitos anos, parte do seu ministério de intercessão está relacionada ao Diante do Trono?

Meu ministério de intercessão está muito ligado ao Diante do Trono. Acompanho todas as gravações e faço junto ao Diante do Trono vários Congressos, além de acompanhar muitas viagens. Assumo toda a parte de intercessão e oração pelos eventos.

Você é casada há quase 25 anos, o marido também caminha junto com você no ministério de Intercessão?

Meu esposo não gosta muito de me acompanhar nas viagens, mas me apoia completamente no ministério. Ele é um homem de Deus e de oração. Não poderia fazer nada do que realizo atualmente sem ele. Ele me incentiva, me motiva, me leva aos lugares e me traz. A nossa história também é outro milagre.

Conheci-o em São Paulo enquanto organizávamos um retiro de jovens.  Enquanto estava ministrando, ele chegou na metade do culto. De longe o vi e notei algo diferente, mas não imaginei que fosse algo relacionada a sentimento. Ao final do culto, ele me procurou e disse que havia sonhado comigo e que teria ao meu lado um filho e duas filhas. Disse a ele que só poderia ser uma pessoa muito parecida comigo, porque definitivamente não era eu. Naquela época havia desistido de me casar por uma frustração em um noivado e havia me decidido dedicar exclusivamente ao ministério.

Mas ele continuou insistindo e me mandava flores constantemente. Começamos a sair e ele simplesmente me pediu para casar, sem ao menos me pedir em namoro. Em sete meses nos casamos e estamos até hoje juntos.

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Estar à frente de tantas áreas a intercessão (Igreja Batista da Lagoinha, AMGI, Diante do Trono, Estância Paraíso) algum dia foi um empecilho para você? Já pensou em desistir?

Não. Já pensei em diminuir um dos meus trabalhos, mas o meu projeto para ano que vem é diminuir um pouco as viagens, e ficar mais na Estância Paraíso. Às vezes olho tudo a minha volta e penso “Meu Deus! São tantas coisas”, mas não posso parar, porque estou no meio de um oceano, se voltar vou morrer afogada. Amo o que faço e me sinto realizada em ver vidas restauradas.

A propósito, são muitas vidas restauradas né?

Nossa! Apenas no ano passado passaram aproximadamente 4.500 pessoas na Estância, sem contar os outros trabalhos.

Livro “Uma vida de milagres, Ezenete Rodrigues” pode ser adquirido na Seara Livraria ou nas melhores bancas da sua cidade.

:: Érica Fernandes