Sorridente. Foi assim que encontrei a pastora e ministra de louvor Fernanda Brum em uma das salas da Lagoinha. O lugar para ela é familiar, pois guarda lembranças marcantes de experiências sobrenaturais com o Senhor. A proximidade com a sala é tamanha que ela assenta no sofá e logo diz “Puxa um puff e senta aqui pra gente conversar”. E a conversa foi boa! Muitas risadas e histórias da esposa, mãe e pastora, que afirma estar numa fase de mudanças  em sua vida, como uma borboleta. “Sinto o Senhor mudando as minhas asas, me dando um novo colorido, um novo tempo para voar.” Puxe você também a cadeira e conheça esse e outros detalhes importantes da história de Fernanda Brum.

Lagoinha.com: Em sua vida aconteceram vários milagres como na sua conversão e na gestação e nascimento dos seus filhos (Isaac e Laura), fora outras experiências impactantes que você teve com o Senhor. Você pode afirmar que a sua vida é uma vida de milagres?

Fernanda Brum: Bom, eu já sou um milagre só de ter conseguido seguir em frente com a minha vida. Se Jesus não tivesse entrado na minha vida, aos dezesseis anos, acho que não estaria viva, não teria ido para frente. Então, atribuo ao Senhor em todo o tempo a minha vida, a vitória de estar viva, de ter minha família, de ter filhos. Se não tivesse recebido Jesus como salvador não tinha chegado onde estou. Com certeza eu sou um milagre.

Lagoinha.com: Os seus CD’s já trouxeram diversos temas como “Quebrantado coração”, “Cura-me”, “Glória” e “Liberta-me”. Esses temas têm relação com fases da sua vida?

Fernanda Brum: É sem querer (risos), não é de caso pensado. Isso começou acontecer com o trabalho “Quebrantado coração”, foi algo espontâneo do Espírito Santo. No “Profetizando as nações” também, por causa do resgate do meu chamado missionário internacional porque o nacional estava funcionando “a todo vapor”. Em cada CD as pessoas estão descobrindo um pouco mais de mim, sobre meu chamado e sobre o que vivo na minha vida particular e na minha igreja local. Os CD’s acontecem naturalmente de acordo com o meu momento de busca, de intercessão e aquilo que Deus está tratando em mim.

Lagoinha.com: Já observei que as borboletas fazem parte da sua vida. Seja nas roupas, joias, CD e até mesmo no “B” de Brum elas estão presentes. Para você, qual é o significado delas?

Fernanda Brum: A borboleta significa transformação de Deus. Existe uma história sobre um grupo, do antigo testamento, que andava com uma borboleta na roupa e para eles era um símbolo que dizia “queremos a Palavra como ela é, nós queremos segui-la sem mistura de deuses. Ser livres para o senhor e aguardar o Messias”. A borboleta também era um símbolo messiânico para aqueles que aguardavam a manifestação do Filho de Deus. O símbolo da borboleta é a revelação da ressurreição, de transformação, de um novo tempo, uma nova força, uma nova cor. Eu sinto o Senhor mudando as minhas asas, me dando um novo colorido, um novo tempo para voar, fortalecendo as minhas asas. A borboleta demora um tempo até se abrir toda, é como o pulmão se enchendo de ar. E ela só pode voar quando o sopro entra em suas asas. Então, Deus está me soprando para que voe nesse tempo.

Lagoinha.com: Você sempre fala sobre a sua avó, a senhora Diogreza Brum. Qual é a importância dela para sua vida espiritual e para ser quem você é hoje?

Fernanda Brum: A minha avó me apresentou o Espírito Santo de Deus. Ela foi muito importante como minha mãe espiritual. A minha mãe esteve muito presente, como mãe natural, mas minha avó era uma mãe espiritual. Ela me mostrou como se ora, se jejua, como que se ora por cura divina e libertação. Minha avó foi de suma importância na minha libertação aos dezesseis anos. Ela jejuou e orou durante três dias apenas para que Deus falasse comigo, para você ver como ela incomodava o céu, era uma pessoa que dobrava o joelho para orar e Deus já respondia muito rápido. A família toda foi impactada pelo ministério dela e do meu avô. A cena mais forte que tenho da minha avó é ela falando em línguas e meu avó interpretando em profecias para a pessoa enferma. A minha avó ensinava falando, pois ela era analfabeta, não escrevia e não lia nada, só lia a Bíblia. Tudo ela passava para mim falando, como a cultura do povo no deserto. Contando de pai para filho e fazendo acontecer, essa foi a minha grande escola com a Diogresa Brum.

Lagoinha.com: Você e seu esposo são ministros de louvor e pastores. Como vocês conciliam a vida ministerial com a vida pessoal?

Fernanda Brum: A nossa conciliação tem a ver com prioridades. E a nossa prioridade é nossa família, são os nossos filhos e em segundo lugar a nossa igreja local. Como estou com um bebê muito novo, a Laura está com 2 anos e 8 meses, a gente tem feito oito eventos por mês. Então, fico 15 dias fora e 15 dias em casa, claro que intercalados. Por exemplo, estou aqui em Belo Horizonte há dois dias e a Laura já está lá em casa toda chorosa. Por isso, as nossas prioridades são família, igreja local e por último o ministério itinerante. É assim que nós organizamos a nossa vida.

Lagoinha.com: A sua amizade com as irmãs Eyshila e Liz Lanne é bem conhecida, principalmente por que vocês cantaram juntas no Voices. Como vocês se conheceram e qual a importância dessa amizade?

Fernanda Brum: Deus falou comigo vai lá e bate na porta da Eyshila e da Liz Lanne e pede para ser amiga delas. Eu fui lá na porta delas e falei: “Gente, me desculpa, mas Deus mandou eu bater na porta de vocês para ser amiga de vocês e eu estou morrendo de vergonha, mas por favor, vocês querem ser minhas amigas?” Elas responderam: “Claro, entra!” Quando nós começamos a conversar Deus falou comigo: “Fala isso, e isso e isso com elas”. Eu dei uma volta ao mundo até que a Eyshila disse: “Fala logo Fernanda o que você tem pra falar pra gente”. Aí as exortei, com vergonha, mas com muito temor e amor e elas aceitaram a palavra de exortação e ali já ficamos juntas no quarto e oramos. Com o tempo elas foram me ensinando a me vestir, porque eu era bem brega (risos), estou me esforçando para chegar lá. Tinha uma visão de roupa muito ultrapassada e elas foram me dando um jeito, me modernizando e me ensinando a maquiar. E eu trouxe para elas um pouco mais de equilíbrio com as batinhas. Essa amizade nos fez muito bem e já dura há vinte anos. Inclusive estava falando agora a pouco com a Eyshila no Twitter, e mandei uma DM pra ela escrita assim: “Minha ministração de amanhã foi desmarcada, vamos sair para brincar?” Sair para brincar é ir ao salão fazer unha, fazer cabelo, porque adulto não brinca mais como crianças, mas as meninas têm seus momentos de lazer juntas.

Lagoinha.com: E a Ana Paula Valadão, como se conheceram?

 Fernanda Brum: Foi tão interessante! Na época que gravei “Quebrantado Coração” tinha perdido o segundo bebê. Estava em Belo Horizonte para ministrar em uma vigília e resolvi passar na casa da Ana Paula com a Mêma, que é a baba dos meus filhos, e falei com ela: “Mêma, vou deixar um bilhete na caixa de correio para Ana. Para saber se ela não quer me ligar para orarmos juntas”. Só que quando fui colocar meu cartão a Ana me viu pela câmera. E lá de dentro da casa ela comentou com a pastora Ezenete Rodrigues “Zê, aquela ali não é a Fernanda?” Ela desceu correndo e me disse: “Ei fê, entra aqui pra gente orar.”. Olha bem, ela nem sabia que eu estava ali para orar. Então, entrei e fiquei orando com ela e com a Zê. Naquele momento as duas me “sacudiram” sabe? Elas oraram por mim, me tiraram as ataduras espirituais, dos braços e das pernas e fiquei caída no poder de Deus e chorando. Elas tiveram visões comigo, repreenderam aquela opressão que estava vivendo depois do aborto espontâneo, estava com muita depressão por causa da perda do bebê, e aí eu saí dali outra pessoa. Foi assim que começou a nossa amizade, na oração, no altar.

Lagoinha.com: Já faz alguns anos que você está escrevendo uma autobiografia. Já está pronta? Quando será o lançamento?

Fernanda Brum: O livro demorou mais a sair por falta de coragem minha de lançar e também por que achei que não fosse capaz de escrever. Quando pegava o livro para ler era como se fosse outra pessoa falando da minha vida, então eu quis assentar para escrever o livro, pois queria que as pessoas lessem o livro ouvindo a minha voz. Uma ovelha minha que é jornalista me ajudou com a revisão mantendo a forma que falo e agora ele está em Belo Horizonte para ser finalizado. O livro conta a minha história desde a conversão até o nascimento da minha filha Laura. Em dezembro ele será lançado com o título “E foi assim”.

Lagoinha.com: Qual é o próximo projeto para 2013?

Fernanda Brum: Esperamos gravar o DVD “Liberta-me” em Março e na região do Nordeste, ainda não está definido o local nem o Estado. Vamos começar em breve uma campanha de oração e intercessão para envolver as pessoas. Estará disponível no meu site uma borboleta para baixar e imprimir. No verso da impressão as pessoas vão escrever um pedido de oração e colar uma foto da família e enviar para uma caixa postal. Esse pedido de oração vai fazer parte do cenário da gravação, serão toneladas de borboletas pelas quais vamos interceder.

Fotos: Arquivo pessoal

 Confira a música “Amo o Senhor” cantada por Fernanda Brum na Igreja Batista da Lagoinha

::Kátia Brito

Kátia.brito@lagoinha.com