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Lagoinha 60 anos: grande para servir e pequena para se importar

O papel da Lagoinha é anunciar as Boas Novas de Cristo; e, para isso, é preciso ter estratégias para alcançar o maior número de pessoas. Só assim, milhares de famílias terão a oportunidade de viver uma experiência com o Pai e ter a vida transformada. Desde 1957, esse é o maior desafio da Lagoinha: encontrar maneiras de falar do amor de Deus.

Primeira célula de jovens [Foto: Arquivo de Ministério]

Primeira célula de jovens [Foto: Arquivo de Ministério]

Por meio de ações dos vários ministérios, evangelismos e tantas outras maneiras, seguimos cumprindo nosso propósito. Destacamos aqui as reuniões de células, que explicam bem o slogan da Lagoinha: “Grande para servir e pequena para se importar”, ou seja, numa igreja com tamanha proporção, é possível ser cuidado com amor. Algo que marcou a história da Lagoinha foi a emancipação das congregações, ocorrida em 1987, o que abriu espaço para o pastor Jonas Neves implantar os Grupos de Crescimento nos lares. Os grupos são fruto de um direcionamento que surgiu na década de 1960 na Coreia do Sul. O movimento celular nasceu com o pastor David (Paul) Yonggi Cho, que implantou em sua igreja, “Full Gospel Church”, uma estratégia de evangelismo e reuniões nas casas dos membros denominada Grupo Familiar. A estratégia deu tão certo que a igreja de David obteve um crescimento sem precedentes na História. Por causa disso, a igreja se tornou uma inspiração para milhares de igrejas ao redor do mundo, inclusive, para a Lagoinha.

Início dos grupos

O trabalho de células na Lagoinha começou em 1988, sob a liderança do pastor Jonas Neves e executado pelas pastoras Dinamarcia Moreira e Elcione Gallantini. Depois delas, outros líderes assumiram o trabalho, que continuou prosperando até que chegasse às mãos do pastor Flavinho Marques, líder dos GCs. As primeiras células se formaram com jovens na Lagoinha Sede e no bairro Glória. Depois vieram as do bairro Minas Caixa, com a líder Cleonice; no bairro Santo Antônio, liderada por Cirene Almada e no bairro Aparecida.

“O pastor Jonas pensou em formar 20 células, mas em um ano já havia 40. Novos líderes foram treinados, e houve grande crescimento”, conta a pastora Fátima, da Lagoinha Eldorado. Ela iniciou seu ministério em um dos primeiros grupos de crescimento, passou a ser líder de uma célula e hoje exerce o ministério pastoral. Para ela a proposta das células é pastorear, cuidar e discipular, o que torna a caminhada cristã mais fortalecida.

Célula do bairro Glória [Foto: Arquivo de Ministério]

Célula do bairro Glória [Foto: Arquivo de Ministério]

O que chamamos hoje de GCs são, na verdade, pequenos grupos, que variam entre 5 e 20 pessoas, que se reúnem semanalmente durante duas horas em alguma casa. Existem vários tipos de células: de crianças, adolescentes, jovens, homens, mulheres e mistas. Basicamente, as reuniões possuem louvor, compartilhamento de experiências, oração, estudo da Palavra de forma participativa, lançamento de desafios e celebrações.

No boletim Atos Hoje publicado em 16 de abril de 1989, o pastor Jonas explicava sobre a nova direção de instituir os Grupos de Crescimento e convocava cada ovelha para se envolver: “Entendemos que Grupos de Crescimento devem ser ‘o’ programa para nossa igreja a partir de agora; por meio deles, ofereceremos o ensino, a sociabilidade, a assistência social, a formação de líderes, a oportunidade de comunhão, oração, cura, batismo no Espírito, exercício nos dons espirituais etc. É por meio desses grupos que nosso rebanho – que não é pequeno – receberá todos os cuidados pastorais”.

O pastor Márcio Valadão, desde 1972, quando assumiu o pastorado na Lagoinha, sempre abraçou essa visão e acredita que, por meio da célula, os membros se tornam um e entendem que fazem parte da grande família de Deus. Para o pastor Flavinho “célula não pode ser um peso, tem que ser um prazer”; por isso a história dos pequenos grupos é marcada por grande crescimento, e hoje somos mais de 3.400 GCs, para a glória de Deus!

:: Renata Giori