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Ministério Elas acolhe e oferece ajuda jurídica a mulheres que sofreram violência

Foto: Facebook Lagoinha Centro

Foto: Facebook Lagoinha Centro

A cada hora, 503 mulheres no Brasil são vítimas de agressões físicas. Os dados divulgados no portal do Governo Brasileiro são alarmantes e a igreja precisa se posicionar contra a invasão da violência nos lares e se compreender como um local de apoio e cura, mas também de transformação da sociedade.

Por isso, o ministério Elas se coloca à disposição das mulheres para dar apoio, instrução e, até mesmo, orientações para evitar o problema. O dia 25 de novembro é o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher. O cerne da data é a denúncia da violência contras as mulheres no mundo e a exigência de políticas que visem sua erradicação. A data surgiu como uma homenagem a três irmãs dominicanas, Patria, Minerva e María Teresa Mirabal, que foram perseguidas, presas e, por fim, assassinadas em 25 de novembro de 1960, durante o regime ditatorial de Rafael Leónidas Trujillo.

A violência pode ser definida como uma violação dos direitos humanos, que afeta milhares de mulheres de todas as
idades, de variadas classes sociais e graus de escolaridade em todo o mundo. No Brasil, uma em cada três mulheres sofreu algum tipo de violência no último ano: 22% das brasileiras sofreram ofensa verbal, 10% sofreram ameaça de violência física, 8% sofreram ofensa sexual, 4% receberam ameaça com faca ou arma de fogo, 3% ou 1,4 milhões de mulheres sofreram espancamento ou tentativa de estrangulamento e 1% levou pelo menos um tiro. Entre março de 2016 e março deste ano, o Brasil registrou, ao menos, oito casos de feminicídio por dia e, no ranking mundial, o país se encontra na 5º posição em assassinato de mulheres.

O que infelizmente impressiona é que mais da metade dessas mulheres (52%) se calaram frente a violência sofrida,
apenas 11% procuraram uma delegacia da mulher e 13% optaram pelo apoio familiar. O agressor, na maior parte das vezes, é um conhecido (61% dos casos). Em 19% das vezes, eram companheiros atuais das vítimas e em 16% ex-companheiros.

Cerca de 43% das agressões mais graves ocorreram dentro da casa das vítimas, e 39% nas ruas. O governo federal oferece diversos serviços para enfrentar o problema, como a Central de Atendimento à Mulher da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), a Lei Maria da Penha (uma legislação específica para os casos de
violência contra a mulher) e o Ligue 180, que é um serviço de utilidade pública gratuito e anônimo. A Central recebe denúncias de violência, reclamações sobre serviços da rede de atendimento à mulher e orienta sobre os direitos e sobre a legislação vigente e pode ser acionado de 16 países com os quais o Brasil mantém convênio, para atender brasileiras que vivem no exterior.

Sabemos que, como cristãos, essa realidade não pode apenas nos chocar, mas nos mover a orar e agir em favor do nosso país. Uma mulher violentada recebe marcas não só em seu físico, mas também em seu intelecto e suas emoções. O papel da mulher tem sido distorcido em nossa sociedade, mas assim como Jesus o fez, podemos também resgatar o valor e a identidade feminina à luz da Palavra de Deus. É nosso dever interceder, a oração nos dará a direção que devemos tomar, mas não pode ser entendida como um instrumento de omissão.

O ministério Elas trabalha com campanhas que visam discutir essa problemática e apoiar mulheres que enfrentam
situação de violência. Há atendimentos jurídicos toda semana, em que as mulheres podem receber orientação e apoio acerca de seus direitos, além de apoio espiritual e emocional, por meio de aconselhamento pastoral e acompanhamento psicológico às vítimas de violência. Se una ao Elas, ore, busque orientação e divulgue esse ministério que deseja contribuir para que esses dados sejam reduzidos. O ministério funciona à Rua Beberibe, 133 – São Cristóvão.

Mais informações sobre o Ministério Elas, ligue: (31) 3429- 1300.

:: Cynthia Honorato Val