Nenhum Comentário

Ministério Elas assume Casa da Honra e cuida da Melhor Idade

Foto: Comunicação Lagoinha

Foto: Comunicação Lagoinha

O Ministério Elas tem proposto e implementado ações que melhorem e mantenham a saúde, a qualidade de vida, a participação e a segurança de idosos na sociedade. Através de atendimentos psicológicos e jurídicos, aconselhamentos pastorais, células, grupos de terapia, artesanato, danças, cuidado à saúde, passeios turísticos e visitas, o Ministério Elas tem tentado cuidar da manutenção dos direitos e da saúde dessas pessoas, além de reduzir e eliminar a discriminação e o abuso.

Acreditamos que precisamos honrar mais e nos sujeitar de forma mais sábia aos anciãos, conforme a própria Palavra de Deus nos ensina (Lv 19.32; 1 Pe 5.5). Os cabelos grisalhos dessas pessoas é uma coroa de esplendor, que é obtida através de uma vida justa (Pv 16.31). Assim, envelhecer é motivo de regozijo pelos anos de experiência e de sabedoria; é uma coroa de honra, que só tem aquele que vive uma vida de retidão!

Em 2025, Brasil será o 6º país do mundo com mais idosos

O grupo dos idosos é o que cresce, mais rapidamente, em todo o mundo, do que qualquer outra faixa etária. Em 2025, existirá um total de 1,2 bilhão de pessoas com mais de 60 anos, e o Brasil será o 6º país do mundo em número de idosos. Porém esses números não param por aí: até 2050 haverá 2 bilhões de “pessoas mais velhas” – termo cunhado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) –, sendo 80% nos países em desenvolvimento, como o Brasil. Dentre esse grupo, as mulheres vivem mais do que os homens em quase todos os lugares, e, no Brasil, as mulheres acima de 75 anos são, aproximadamente, dois terços da população. Além do aumento no número de idosos, há também o envelhecimento deles: atualmente, o número de pessoas com mais de 80 anos chega a 69 milhões.

Mas o que é ser idoso?

Segundo a OMS, idoso é o habitante de país desenvolvido com ou acima de 65 anos e de país em desenvolvimento com 60 anos ou mais, como é o caso do Brasil. Apesar da definição ser baseada na idade cronológica, sabe-se que esta não é uma marcação precisa, pois existem variações significativas no estado de saúde, na participação e nos níveis de independência entre pessoas mais velhas que possuem a mesma idade. Por exemplo, duas pessoas com 60 anos podem ter estado de saúde e nível de independência totalmente diferentes, mas ambas serão classificadas como idosas, devido à idade.

Desafios a serem encarados

Dentre estes, cita-se a provisão de cuidado para essa população (seja por si próprio, pela família e amigos ou por serviço social e de saúde) e o processo de segregação e até mesmo de violência que essas pessoas enfrentam. Uma pesquisa recente revelou que quase 16% das pessoas com 60 anos ou mais já foram submetidas a abusos psicológicos (11,6%), abusos financeiros (6,8%), negligência (4,2%), abusos físicos (2,6%) ou abusos sexuais (0,9%). O abuso psicológico é o mais sutil, porém o mais comum e inclui comportamentos que prejudicam a autoestima ou o bem-estar do idoso, entre eles xingamentos, sustos, constrangimento, destruição de propriedades ou impedimento de que vejam amigos e familiares.

Políticas de auxílio ao idoso

No Brasil, o idoso é amparado pela Política Nacional do Idoso (Lei nº 8.842/1994), pelo o Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003) e por ações do Ministério da Saúde. A primeira assegura os direitos sociais do idoso, criando condições para promover sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade. O estatuto reforça essas normas legais de defesa dos idosos, tratando de variados aspectos da vida deles, desde direitos fundamentais até o estabelecimento de penas para quem desrespeitar ou abandonar cidadãos da terceira idade. Já o Ministério da Saúde incentiva e promove políticas e programas que estimulam o “envelhecimento ativo”, que refere-se à participação contínua dos idosos nas questões sociais, econômicas, culturais, espirituais e civis, e não somente à capacidade de estar fisicamente ativo ou de fazer parte da força de trabalho. As pessoas mais velhas que se aposentam e aquelas que apresentam alguma doença ou vivem com alguma necessidade especial podem continuar a contribuir ativamente para seus familiares, companheiros, comunidades e países.

Foto: Comunicação Lagoinha

Foto: Comunicação Lagoinha

Idosos são ativos no setor informal de trabalho

Inclusive, o paradigma de que a terceira idade está associada à aposentadoria, doenças e dependência está ultrapassado, pois, na verdade, a maioria das pessoas permanece independente na idade mais avançada. Os indivíduos idosos são ativos no setor de trabalho informal (por exemplo, tomam conta de crianças ou de pessoas doentes), permitindo que os jovens da família tenham atividades remuneradas, embora isto não seja reconhecido nas estatísticas do mercado de trabalho. Em todos os países, as atividades voluntárias dos idosos são uma importante contribuição social e econômica para a sociedade.

Por isso precisamos pensar no envelhecimento por uma perspectiva mais ampla, principalmente, nós cristãos. Algumas questões que necessitam ser levantadas são, por exemplo, como podemos ajudar pessoas a permanecerem independentes e ativas à medida que envelhecem? Como a qualidade de vida da terceira idade pode ser melhorada? Como podemos equilibrar o papel da família e do Estado para assistir àqueles que necessitam de cuidados à medida que envelhecem? Como podemos reconhecer e apoiar o papel importante que as pessoas mais velhas desempenham no cuidado aos outros?

Para outras informações entre em contato com a Casa da Honra – (31) 3429-0550 ou com a Pra. Madalena Silveira – (31) 98445-1473.

:: Cynthia Honorato Val