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“Não foi a música que me salvou, foi o Evangelho”, diz PG

Cantor fala sobre música, Evangelho e novo CD, “S.E.T.E”

Foto: Fanpage Cantor PG

Foto: Fanpage Cantor PG

Completando 23 anos de carreira, Pedro Geraldo, mais conhecido como “PG”, já foi autor de canções hits em louvor, como “Meu Universo” e “Eu vou passar pela Cruz”. E, para engrandecer a Deus por meio do seu trabalho, o cantor lançou, recentemente, o seu sétimo trabalho, o CD “Sete”, abreviação de “Senhor, Exaltado Tu És”.

“Independentemente do que aconteça, o foco é sempre exaltar a Deus”, comentou PG sobre o seu novo álbum, que foi resultado de testemunhos e contou com clipes de grandes produções. Confira abaixo entrevista completa do cantor ao Lagoinha.com:

Lagoinha.com: Você foi vocalista na banda Oficina G3 durante seis anos e garantiu grandes sucessos no quesito louvor. A partir do momento em que começou a carreira solo, você continuou a produzir grandes sucessos, como a canção “Meu Universo”. Mencione os fatos mais marcantes da sua carreira.

PG: Completo, em dezembro, 23 anos de carreira. Com o G3 eu estive sete anos. Neste tempo, foram quatro CDs, e tivemos alguns momentos de trabalho bem-sucedido. Em 2004, iniciei a carreira solo, gerando sete CDs.

Temos algumas histórias interessantes, como nesse meu último CD, “Sete”. Duas músicas foram compostas em um momento de muita dor na minha vida, pois a minha esposa estava com um problema sério de saúde, a minha sogra estava há um mês internada na UTI e tive um problema no estúdio onde eu gravei. Neste tempo de turbulência, Deus me deu duas canções: uma delas é a “Eu permanecerei”, que se tornou a música de trabalho e clipe. Temos outras histórias, como no CD “Sou livre”, por exemplo. Ele estava parado e desacreditado na época. Tínhamos lançado um álbum na gravadora, e era um projeto despretensioso, mas que marcou a história da minha carreira. Foi a partir dele que as pessoas começaram a entender a minha carreira solo. Nele vieram as canções “Meu Universo”, “Quem sou Eu” e “Pela cruz Te vejo”. Então, temos muitos momentos marcantes que, quando eu retomo na minha memória, vejo que valeu a pena.

Lagoinha.com: Você trabalha com uma mistura harmoniosa de estilos específicos, como folk, rock e country. Durante a sua carreira, você recebeu alguma crítica pelo seu estilo musical? Como você acha que os diferentes estilos musicais podem contribuir para a adoração e louvor a Deus?

PG: Tudo que é feito realmente para glorificar e engradecer o nome de Cristo é válido, desde que você não se prostitua para que isso aconteça. E, quando falo prostituir, não é apenas fisicamente, mas da alma, do caráter. Porque infelizmente há pessoas que prostituem o seu eu para poder chegar ao fim. Se o que você faz não representa o caráter de Cristo, então, você não faz o que Cristo queria que você fizesse, e, sim, o que você quer, para alcançar um benefício próprio, para ganhar uma vantagem.

Quando me converti entendi que eu poderia tocar o estilo de música que eu gostava, porém com uma vida transformada.

O que mudou na minha vida não foi o estilo de música, foi o estilo de vida. Deus não fala de estilo de música na Bíblia, Ele fala que todo ser que respira louve ao Senhor. Então, a minha maneira de expressar a minha alegria e, ao mesmo tempo, o meu trabalho, já que me projetei para isso, busquei estudar, aprender e me aprimorar, é com o estilo que eu gosto, que classifico como rock.

Nunca me senti constrangido em querer mudar de estilo. Já fui muito afrontado. Houve situações em que precisei sair de uma igreja, pois, quando comecei a tocar a segunda música, me pediram para sair. Mas nada disso me impediu de pregar o Evangelho e viver a Verdade. Pois não foi o estilo que me conquistou, não foi a música que me salvou, foi o Evangelho que mudou o meu caráter. A música é apenas um estilo que eu gosto, e uso dela para poder falar do amor de Jesus.

Lagoinha.com: Como se deu o novo trabalho? Foi algum direcionamento de Deus? Sob algum propósito?

PG: Gosto muito de fazer os meus trabalhos voltados por temáticas. Gosto de criar uma história com os CDs, e o “Sete” vem após o CD que eu chamo “Nova Vida”. Quando veio esse projeto, surgiu a frase: ‘Eu preciso entregar para Deus aquilo eu tenho de melhor’. Ele merece a melhor adoração, a melhor exaltação, e nada melhor do que a minha própria vida.

Todas as músicas têm temas diferentes, mas, se juntá-las, o foco sempre será para exaltação ao Nome de Deus. Independentemente do que aconteça, estando superbem ou com problemas, o foco é sempre exaltar a Deus, agradecê-Lo em forma de sacrifício de louvor, entregar o que eu tenho nas mãos dEle, mesmo que me custe.

Lagoinha.com: “Sete” é seu sétimo trabalho. O nome se dá por isso ou somente para referenciar à frase “Senhor, Exaltado Tu És”?

PG: São três pontos. Quando comecei o projeto, tinha na cabeça que era o meu sétimo CD, então, ele se chamaria “Sete”. Mas compliquei ainda mais. “Sete”, primeiramente, era por ser o meu sétimo trabalho, só que percebi que sete também era o número que Deus relata dentro da Sua Palavra e que significa a perfeição dEle em alguns momentos. Mas eu queria uma música que confirmasse e validasse isso. Então, um dia estava orando, em um momento muito singular com Deus, e comecei a cantarolar o refrão da canção, que é “Senhor, Exaltado Tu És”. No mesmo tempo em que parei de cantar, Deus falou no meu coração: ‘O que você tinha me pedido está aí, o nome do CD e, automaticamente, a música que você estava procurando’. E “Sete”, então, se tornou a sigla de “Senhor, Exaltado Tu És”. Na verdade, a música foi a última de tudo, mas leva o nome do CD.

Lagoinha.com: Entre as 14 canções, tem alguma com valor especial? Por qual motivo?

PG: A música “Eu permanecerei” foi na época em que tive um problema no estúdio, a minha esposa precisou fazer uma operação e a minha sogra estava internada da UTI. Então, essa canção surgiu quando eu estava em uma crise, com vários problemas. Eu cria em um Deus poderoso, mas eu estava mal, e nem por isso O abandonei. E o projeto do clipe veio baseado nisso. Podemos muitas vezes não alcançar aquilo que almejamos, mas sempre vamos chegar ao final da corrida, pois Deus quer que cheguemos. Muitas vezes Deus usará as estradas dEle para te colocar no lugar que Ele tem para você. Essa música fala sobre isso.

Na verdade o roteiro nasceu, pois o meu tio se acidentou aos 20 anos de idade e ficou tetraplégico durante 42 anos. Depois de cinco anos, ele começou a mexer o braço direito e o pescoço. Faleceu sete anos depois de se converter. Então, ele viveu seis ou sete anos da vida dele com Jesus. Ele pedia para ir à igreja, levantar, mas fisicamente era impossível, já que ele não tinha a maioria dos órgãos. Mas, mesmo assim, ele cria. Ele não voltou a andar. Morreu paralítico, porém, não morreu sem Cristo. Ele não deixou de crer em Deus por estar em uma cadeira de rodas. O problema é quando definimos o que a gente quer que Deus faça. Quando vivemos assim, ficamos presos às coisas que são desta Terra. Mas, quando não estamos presos a isso, a gente entende que Ele é maior que qualquer situação. Deus não faz o que eu quero. Deus faz o que O apraz, o que Ele acha que é melhor.

Lagoinha.com: O clipe que intitula o álbum foi lançado no Cine Olympia, em Belém (Pará), e isso é inédito para o seguimento cristão. Conte a experiência.

PG: Foi legal, pois a prefeitura de Belém abraçou o projeto. Fizemos no cinema mais antigo do Brasil em funcionamento, que é o cinema Olympia, com 104 anos.

A sala do cinema estava lotada. Tivemos resultados muito legais, testemunhos de pessoas falando sobre a história do clipe, comentando que precisavam buscar a Deus desta forma. Pessoas também agradeceram, pois receberam um renovo. Fiquei muito feliz e espero que aconteça em outras cidades. Foi inédito, pois nunca aconteceu de um clipe musical ser apresentado no cinema, e espero que aconteça outras vezes e com outros cantores.

Os clipes do CD “Sete – Senhor, Exaltado Tu És” estão disponíveis nos canais do YouTube “Você Adora (Som Livre Gospel)” e “Cantor PG”.

:: Raissa Sossai