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“Não imaginava que tocaria reggae”, diz Salomão

sal 4É difícil olhar para Salomão Rocha e não perceber que ele é um “reggaero”. Mas a boina sobre o cabelo afro, junto às pulseiras estilo hippie, nem sempre foram seus acessórios favoritos. O carioca conhecido como Salomão do Reggae já tocou outros estilos de música e afirma que o som jamaicano só entrou em sua vida por intermédio divino.

Embora faça muito sucesso entre a juventude cristã com as músicas “Menina Tatuada”, “Baseado em que”, “Jesus, o sol e o reggae”, Salomão ainda não gravou nenhum disco, mas promete que lançará ainda neste ano o primeiro álbum da carreira.  

Ele foi um dos convidados do programa especial Sexta Básica da Rede Super de TV, que aconteceu na última sexta-feira (26/7), como parte da programação do ConfraJovem 2013. Durante sua presença no evento, Salomão nos concedeu uma rápida entrevista e compartilhou projetos e sonhos para este ano.

Lagoinha.com: Como começou sua trajetória na música?

Salomão do Reggae: Minha ligação com a música vem de berço, embora tenha descoberto isso bem tarde. Meus pais eram músicos, minha mãe (Marilene Rocha) era cantora da MPB profissional, enquanto meu pai foi maestro. Aos 11 anos, comecei a tocar bateria, nem imaginava que cantaria um dia. Foi então, que por volta dos dezessete anos, comecei a cantar em um grupo de adolescentes.

sal 3A minha primeira banda era de soul e black music chamada “Canal de Deus”. Cantei esse estilo por muito tempo, por aproximadamente 10 anos. Nem imaginava que um dia tocaria reggae. De repente, o Senhor começou a me chamar para esse estilo musical por meio de pessoas alternativas, que na época estava evangelizando. Passei a amá-los e acabei me aproximando desse universo alternativo, adquirindo esse estilo. Foi Deus mesmo que me trouxe para esse ritmo, não houve nenhuma influência de banda A, B ou qualquer outra que seja. Orei ao Senhor e Ele me fez um “reggaero”.

Lagoinha.com: Uma de suas músicas mais conhecida e cantada é a “Baseado em que”. Em sua opinião, qual é o impacto que essa canção tem na vida dos jovens?

Salomão do Reggae: Gostaria muito que tivesse o impacto que desejo, não apenas nesta canção, mas em qualquer música que o cristão canta. Vamos analisar o termo “viciado”. Imagine uma pessoa viciada, quando ela não tem aquela substância, ela tem até convulsão. Imagine jovens e adolescentes no Brasil não aguentando ficar um dia, horas sem pelo menos pensar na Palavra de Deus? Essa é a minha vontade, que não haja só dança, grito, agitação, mas que seja uma adoração verdadeira, tanto na minha vida quanto na vida daqueles que nos lê.  

Lagoinha.com: Você acha que o reggae cristão sofre algum tipo de preconceito?

Salomão do Reggae: O Reggae em si sofre preconceito desde quando ele nasceu. Mas não é o meu caso. O preconceito existe, mas não sofro, porque não estou aqui pra defender o reggae, funk, samba ou rock. É tudo um meio para defender aquilo que a gente crê, que é Cristo. Nossa bandeira não é a música e sim o caráter de Cristo em nós e em toda a Igreja, no Reino dos Céus e a Sua justiça. É isso que tentamos fazer. Dons e talentos são apenas “andaimes” aqui na Terra. Quando o prédio fica pronto, os andaimes são tirados. Lá no céu seremos apresentados a coisas novas, e todas as diferenças se findarão.  

sal 5Lagoinha.com: Todas as músicas são composições sua?

Salomão do Reggae: Costumo dizer que sou o primeiro a ouvir. É um privilégio estar atento àquilo que o Senhor está comunicando. Canto algumas canções que não são minhas, mas a maioria dessas músicas eu que compus. 

Lagoinha.com: Como você se inspira para compor. Existe um momento no dia? Conte como isso acontece?

Salomão do Reggae: Costumo estar atento. Posso estar aqui com você agora e começar a vir uma música na minha cabeça, então, procuro logo um papel, alguma coisa para gravar. É muito do momento que se vive. Enfim, tudo pode ser inspiração. O Senhor pode usar uma pedra para falar, um passarinho, uma criança, qualquer coisa. Basta estar atento.

Lagoinha.com: Como é para você ministrar no ConfraJovem, que é um dos congressos mais conhecidos do Brasil?

Salomão do Reggae: Tenho como honra do Senhor; como, quando canto no meu quarto ou para duas pessoas na beira da praia, na esquina. Penso da seguinte forma, eu, assim como todos os congressistas do ConfraJovem, somos os apresentadores, enquanto o Senhor é a plateia. A quantidade, a importância e a grandeza do evento, a gente não permite que fale muito ao nosso coração. Procuro desviar o coração dessas coisas. Mas fico feliz, porque sei que é o Senhor que está possibilitando, fazendo essas coisas acontecerem. A banda Salomão do Reggae não buscou esses acontecimentos e o Senhor tem acrescentado. Tenho alguns amigos em Belo Horizonte como o Alex Passos, que para mim é mais que um apresentador, mas um amigo.

sal 1Lagoinha.com: Você já tem algum CD gravado? Quais são os planos futuros?

Salomão do Reggae: Nós ainda não gravamos um CD profissional. O que temos é uma gravação que foi feita durante uma programação em que cantamos, mas não sabíamos que estava sendo gravado. Então, disponibilizamos essas músicas. Mas estamos em processo para um CD muito bacana. Estamos trabalhando com muito carinho há algum tempo, e acredito que este ano lançaremos em todo o Brasil, se Deus quiser.

Lagoinha.com: Deixe uma palavra para os jovens.

Salomão do Reggae: Cruz é paz! O caminho da cruz é o caminho de toda a alegria que a juventude está procurando. A alegria não está nas drogas, no álcool, nem no sexo, mas na cruz de Cristo.

 

Assista ao vídeo da primeira participação de Salomão do Reggae no Sexta Básica

::Junio Santos