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Robson Nascimento: uma vida de adoração

Samuel Mizrahy: Qual é o seu estilo musical?

Robson Nascimento: A maior característica do meu trabalho é o soul music, entretanto a música de boa qualidade não importando o estilo é bem vinda na minha "CDteca".

Samuel: Quais são suas influências na música Gospel nacional e internacional?

Robson Nascimento: Nacional: Maurílio Santos, Banda Rara, Banda Semeador. Gringo: Marvin Winans, James Moore, CeCe Winans e outros.

Samuel: Como você vê o mercado evangélico hoje?

Robson Nascimento: Crescendo, amadurecendo, porém entendo que está muito desunido e confuso.

Samuel: Você acha que a música evangélica terá seu espaço nas rádios seculares, assim como nos Estados Unidos ou será uma questão de cultura. A americana é bem diferente do Brasil?

Robson Nascimento: Existe realmente uma barreira muito grande entre o meio evangélico e o “secular”. A questão cultural, qualidade, linguagem e preconceitos de ambos os lados colaboram para a morosidade do processo de integração entre os dois gêneros musicais. Mas, confio sim na maturidade da música evangélica na sua forma autêntica, cujo objetivo é falar do amor de Deus e Seus objetivos, planos e promessas. Podemos perceber que atualmente a humanidade carece de uma verdade genuína que só a música evangélica pode trazer. Se nos preocuparmos com a qualidade, tivermos um pensamento e atitudes profissionais no que se refere a compromisso com as pessoas do meio, com certeza, a música evangélica vai chegar a lugares que vão além das nossas ‘limitadas’ expectativas.

Samuel: Qual é hoje a grande barreira enfrentada por um cantor evangélico?

Robson Nascimento: A falta de estrutura técnica, profissional, problemas com gravadoras de pequeno porte e qualidade técnica do músico evangélico.

Samuel: Comente sobre as gravadoras evangélicas.

Robson Nascimento: Tem que responder mesmo… (brinca).

Samuel: Qual sua música de trabalho e sua mensagem?

Robson Nascimento: Ele virá é a mensagem! É essa mesmo!!!

Samuel: Como você vê a banalização da música brasileira de um modo geral?

Robson Nascimento: Uma perda incrível, pois se desperdiça tanto dinheiro, talento dos músicos envolvidos, mídia, material fonográfico para que, meia dúzia de pessoas desqualificadas musicalmente possam tirar proveito da situação de “circo” que esse país anda vivendo e, o pior, é que esse material vai lá para fora do país e nos classifica como tal.

Samuel: Essa banalização e empobrecimento da música brasileira vão ajudar na entrada da música gospel… Já que ela tem mais do que melodia e ritmo?

Robson Nascimento: Foi o que eu disse antes, o povo carece de uma verdade genuína, verdade que liberta, salva e purifica de todo pensamento podre que a música secular “banal” tenta nos trazer. Por isso vão sentir necessidade da música evangélica nos meios de comunicação atuais.

Samuel: Onde a música brasileira Gospel pode chegar?

Robson Nascimento: Em lugares inimagináveis, dentro e fora do País. Atingindo os corações mais armados e fechados para a Verdade do Evangelho. Atingir também o meu e o seu coração mesmo que ainda você conheça um pouco das verdades de Jesus pra sua vida. A música evangélica tem o poder de renovar os conceitos, pensamentos, avivar o relacionamento com Deus e, por conseqüência, o relacionamento com as pessoas.

Samuel: Qual seu maior sonho com sua música?

Robson Nascimento: Poder, através dela, falar desse Deus Maravilhoso que tem como objetivo a salvação da alma das pessoas. E na simplicidade dessa minha música, convidar o povo ou quem quer que seja a adorar sem limites o Deus Razão do nosso existir e com certeza Fonte de Inspiração do nosso bate papo aqui.

Samuel Mizrahy é líder da Banda Muitomais e colaborador do Portal Lagoinha.com