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Sobre ser cristão em países “fechados”

“Quando aceitamos Jesus, Ele coloca todas as coisas nos lugares corretos”, diz ex-hinduísta

Foto: pixabay.com

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Se no Brasil é comum assistir ao batismo de várias pessoas, em alguns países é difícil ver alguém entregando a vida para Cristo dessa forma. Nos países que fazem parte da chamada “Janela 10/40”, região onde o Evangelho foi menos pregado em todo mundo, uma conversão genuína é ainda mais rara. André* é um desses poucos contemplados.

Vindo da religião hinduísta, ele conheceu Jesus ainda criança, com 7 para 8 anos, após a mãe se converter. Desde aquela época, ele frequenta cultos evangélicos, mas só anos depois resolveu se batizar. Logo, sentiu o impacto da decisão. “Antes, eu era muito agressivo. Hoje, tenho domínio próprio, consigo controlar meu temperamento, os meus pensamentos. Me lembro que eu ficava bravo com mais facilidade”, confessa.

Apesar de ainda ter contato com hinduístas, André diz não se sentir oprimido por eles, mas deixa um recado para aqueles que se encontram nessa situação. “Não se preocupem com isso [a perseguição religiosa], porque, quando aceitamos Jesus, Ele coloca todas as coisas nos lugares corretos”, afirma.

Missionário em um país também cercado pelo hinduísmo e religiões politeístas, Tiago* não teve o mesmo privilégio de André. Certa vez, ele quase foi preso por causa da fé cristã, mas não se deixou abalar por isso; pelo contrário! “Todos os dias me lembro que existe uma responsabilidade que é minha de pregar o Evangelho, de amar aquele povo que, em sua maioria, é idólatra. Vejo o quão afastado eles estão de Deus, e isso me motiva a dar o melhor de mim para que eles possam melhorar também e se descobrirem em Deus”, ressalta.

E se tem valido a pena? Testemunhos apontam para o “sim”. “No hinduísmo, existe muita violência. No cristianismo, podemos encontrar paz em nossas vidas, nos sentir em paz”, diz André, que sonha em estudar música para tocar na igreja. “Quero ajudar garotos de rua e ensinar música para as crianças de baixa renda do país onde moro”, conclui.

*Nomes fictícios

Foto: Arquivo de Ministério

Foto: Arquivo de Ministério

Trabalho contínuo no Japão

No Japão, país que também faz parte da “Janela 10/40”, barreiras têm sido quebradas. Na semana que passou, os pastores Luiz e Thalita Sato, da Lagoinha, deram mais um passo: conseguiram levar um morador de rua para assistir ao culto em japonês dentro de casa, onde pôde tomar banho e comer uma janta típica da nação. “Já fazia cerca de 5 meses que ele estava sem banho. E, ali, ele se abriu para o Luiz e contou como a vida dele chegara naquele estado. Os dois choraram. A parte que mais tocou o Luiz foi quando aquele senhor chorou ao lavar os cabelos com shampoo”, relatou a pastora Thalita.

Você que deseja contribuir para o Lagoinha Nations, departamento de missões da igreja, pode fazer depósitos na seguinte conta:

• Banco do Brasil
Agência: 1614 – 4
Conta Corrente: 160.000 – 0

:: Thais Oliveira