E se for com os ritmos folk e celta, melhor ainda! É a visão da banda Tehilim Celtic Rock

Lagoinha.com: Quando e como surgiu a Tehilim Celtic Rock?

César Ricky: Em 2004, minha esposa Jackie Mendes, e eu, estávamos numa época em que gravávamos para muitas pessoas, ministérios, ministros de louvor, cantores e bandas. Como sempre nos procuravam, sentimos a necessidade de lançar um CD que fosse a nossa “cara”, ou seja, a música que fazíamos dentro de casa. No mesmo ano, a Jackie foi convidada para gravar com a Nívea Soares, o DVD “Enche-me de Ti”, e durante a gravação, acabamos fazendo amizade com o Alexandre Rodarte, que hoje é engenheiro de som do David Quinlan. Falei para ele da proposta que tínhamos e ele curtiu a ideia, e resolveu produzir o CD e gravar os baixos. Gravamos nosso primeiro CD, o “Celtic Inspirational Rock”, com ele em 2005. No início, não tínhamos interesse em ser uma banda, apenas queríamos que o CD fosse um cartão de visita. Mas como a coisa tomou uma proporção diferente, em 2006, resolvemos sair como banda. O legal, foi que muitos ministérios que nos chamavam como músicos para tocar em suas bandas ao vivo, ajudavam a divulgar nosso trabalho. Mesmo depois de sairmos definitivamente, tocamos ao vivo e gravamos com muitos, como o Soul Survivor (Inglaterra), Clamor Pelas Nações, Chris Duran, Crianças Diante do Trono, Gerson Freire, Judson de Oliveira, Ceifa/Jocum, e atualmente com o Andre Argente, líder do Valentes desta Geração/Jocum.

 

L.c: Quantas pessoas fazem parte da banda? Quais são os instrumentos?

CR: O Tehilim Celtic Rock é um projeto criado por mim e minha esposa Jackie. Normalmente contamos com músicos amigos que nos ajudam na estrada. Já tivemos várias formações diferentes de banda, e uma que permaneceu nos dois últimos CD´s. Atualmente, além de mim na guitarra, violão, gaita e vocal, e da Jackie no tin whistle, low whistles, flautas celtas e vocal, contamos com o Robson Silva na bateria e o Eder Lins no baixo. Essa é a formação que entra em estúdio para gravar nosso próximo CD.

 

L.c: Fale sobre a visão e missão da banda.

CR: Antes de nos envolvermos com a música, temos um contexto missionário. Nós sempre fomos ligados a missões, especificamente missões urbanas, por isso não temos como desvincular isso do Tehilim Celtic Rock. Como banda, temos duas intenções, primeiro quebrar alguns paradigmas que existem dentro da cultura cristã brasileira e mostrar que toda forma de arte, diferente do louvor convencional, pode ser usada para adorar a Deus. Seja cantando em outra língua, seja somente instrumental e, principalmente de outra cultura. É o que fazemos. Segundo, nosso foco está muito mais em quem está fora da igreja do que dentro dela. Somos uma banda que faz o chamado “crossover” (termo utilizado para bandas que tocam tanto no meio secular quanto no cristão). Isso nos faz bem, pois embora gostamos de estar nos eventos e na mídia secular, amamos estar na igreja e nos eventos de dentro dela. Afinal, somos corpo.

 

L.c: Atualmente, quantos CDs a banda tem gravados? Fale um pouco sobre as produções e a mensagem de cada um.

CR: Temos três CDs gravados e vamos entrar em estúdio para gravar o quarto CD, que será lançado neste ano. O primeiro CD, “Celtic Inspirational Rock” (2006), não foi um CD para lançar uma banda. Até por isso, ele é o mais conceitual. Nesse trabalho, nosso interesse foi mostrar quem nós éramos como músicos, e mostrar a proposta de adorar a Deus de uma forma diferente.

O segundo CD, “Grace” (2009), já veio de um ambiente diferente. Como passamos a tocar ao vivo, percebemos que as músicas do primeiro CD soavam um pouco diferentes ao vivo em relação ao que tinha sido gravado. Assumi a produção desse CD e tive como parceiro o produtor Rodrigo Lisboa, de Jundiaí. Minha intenção foi fazer um CD que mostrasse em estúdio como a banda era ao vivo. Por isso, gravamos “ao vivo, em estúdio”. Fizemos questão de incluir “Amazing Grace” nesse trabalho, e compusemos mais duas músicas que tinham “Graça” como tema, pois queríamos mostrar que somos o que somos somente pela graça de Deus.

O terceiro CD, “Shine in the Darkness” (2010), apresenta mais o nosso amadurecimento. Resolvemos cantar pra valer, e não deixar apenas músicas instrumentais. Nesse trabalho, gravamos algumas músicas ao vivo em estúdio, e outras, no modo convencional. Mas o grande diferencial desse CD foi o milagre que Jackie e eu tivemos com nossa filha caçula, a Esther. Nossa bebê teve que passar por uma cirurgia com apenas 28 dias de vida, e nessa cirurgia ela poderia ter perdido a perna por causa de uma infecção, ou até mesmo a vida. Ela ficou quase um mês internada durante o tempo em que o CD estava sendo gravado. Como o choque do acontecimento foi muito forte para nós, isso mexeu muito com as músicas que compusemos. Tivemos um sentimento de dor e de gratidão a Deus nessa fase.

O próximo CD, será o mais diferente de todos, principalmente porque será totalmente cantado. Acho que vai “assustar” muita gente. Os dois últimos CDs podem ser baixados em nosso site: www.tehilim.com.br.

 

L.c: Compartilhe um testemunho do que o Senhor já operou durante as ministrações.

CR: Em 2009, estávamos tocando num festival de arte em Araraquara, quando um menino que era surdo começou a correr e chorar. Ele disse que tinha orado a Deus para ouvir a música, e de repente, sentiu como se o ouvido dele tivesse desentupido. Foi lindo, pois a irmã dele confirmou que ele tinha perdido a audição na infância. Em 2010, estávamos tocando numa igreja, em Santo André, quando vimos um rapaz que puxava todo mundo para dançar. No final da apresentação, o pastor daquele rapaz me disse que ele era surdo. Quando fui conversar com esse rapaz, ele me disse através de linguagem de sinais que embora ele não ouvisse nossa música, ela poderia ser sentida no coração dele. Isso me marcou bastante.

 

L.c: Por que a escolha pelo folk e pelo celta? Fale um pouco sobre ambos os ritmos.

CR: Jackie e eu nunca tivemos uma cabeça muito focada na música brasileira e nem no que é produzido aqui. E isso não é um menosprezo com os outros, é apenas uma questão de gosto. Eu tocava guitarra numa banda de fusion e world music, e a Jackie era flautista de uma orquestra protestante. Quando conhecemos a música celta, encontramos nosso lugar em comum. Nos apaixonamos pelo estilo e nos tornamos consumidores fiéis. No caso do folk, a culpa é minha! Sempre gostei do country e do bluegrass norte-americano, acho lindo. E quando comecei a estudar a música celta, achei interessante a influência dela no folk americano. Isso acabou sendo o que eu precisava para incorporar os dois estilos em nossa música.

A música celta é muito marcada por sua melodia. Muitas vezes, pode ser super reflexiva, como se você estivesse olhando para uma paisagem verde debaixo de um céu nublado, na Irlanda. E outra, que é o que gosto mais, é muito alegre e expressiva, com fraseados rápidos. É nesse segundo ponto que entra muita influência do folk, que deixa aquela sensação mais orgânica, como se fosse um clã cantando e dançando.

 

L.c: A banda tem ligação com algum ministério ou igreja?

CR: Somos membros da Comunidade Cristã de Jundiaí. Mas o Tehilim Celtic Rock é uma banda independente, sem vínculo com nenhuma igreja ou grupo.

 

L.c: Algo surpreendeu vocês durante essa caminhada musical?

CR: Recentemente, descobrimos pela internet que fizeram um CD “The Best”, com músicas dos nossos três CDs. Essa coletânea não é oficial e não foi lançada por nós, mas achamos legal a iniciativa de quem fez. Isso demonstra que existe gente para quem nosso som é relevante.

 

Conheça mais sobre a banda Tehilim Celtic Rock nas mídias sociais:

Site: www.tehilim.com.br

Facebook: www.facebook.com/TehilimCelticRock

Twitter: @tehilimband

 

:: Stephanie Zanandrais

stephanie.zanandrais@lagoinha.com

 

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