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Toda criança precisa ter os seus direitos garantidos

“E as ruas da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão” (Zacarias 8.5).

Foto: pixabay.com

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Quando pensamos em infância, pensamos em inocência, alegria, sorrisos, curiosidades, transformações e brincadeiras, pois tudo isso faz parte do universo da criança. Segundo o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), compreende-se infância do nascimento até os 12 anos de idade. Essa é uma fase única e muito importante na vida de cada ser humano, pois é nesse período que são construídos fatores essenciais para o seu crescimento e desenvolvimento como indivíduo. Assim, como um ser integral, a criança precisa ter os seus direitos garantidos, uma vez que ainda é indefesa e está em constante desenvolvimento.

Entretanto, nos últimos dias, temos visto e ouvido muitas notícias desagradáveis, e até repugnantes, envolvendo as nossas crianças. Sabemos que, infelizmente, a violência contra as crianças sempre existiu, na própria Palavra de Deus podemos ver quantas crianças foram mortas pelo vil Faraó, na época do nascimento do menino Moisés. Sem contar quantas crianças foram assassinadas a mando do Rei Herodes, quando este ficou sabendo que Jesus havia nascido. Atualmente, quantas crianças ainda estão vivenciando este contexto, sendo expostas a todos os tipos de violência e recebendo diariamente um bombardeio de informações impróprias para sua faixa etária! Conteúdos estes, como programas, desenhos e ensinos, que agridem e quebram sua inocência.

Principalmente com a ausência dos pais, o contato com as mídias tem crescido, pois a criança brasileira é a que passa mais tempo na internet (softwares Symantec, 2010). Lembrando que o Brasil ocupa o terceiro lugar em homicídios de criança e adolescentes. De acordo com o Dr. Guilherme Schelb, “a criança não é um adulto pequeno, é uma pessoa em desenvolvimento e, por isso, merece ser protegida”. A nossa constituição diz que: é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão (Artigo 227).

Logo, é direito delas, pela lei, serem guardadas física, emocional e psicologicamente, contra todo o tipo de violência e abuso. Não podemos negar os cuidados e nem as verdades espirituais às nossas crianças. O próprio Jesus afirma em Marcos 10.14: “Deixai vir a mim as criancinhas não as impeçais, pois delas é o Reino de Deus”. A nossa mentalidade como igreja, pais, educadores e cidadãos precisa mudar em relação a nossas crianças, a fim de acolhermos e protegermos nossos pequeninos em todas as suas necessidades.

:: Prª. Virgínia Prado | Maressa Curty