Uma igreja de 80 membros na Austrália possuía um grupo de pessoas, que faziam um trabalho como o nosso: o de visitar uma colônia de hansenianos. Fizeram uma pesquisa, e descobriram que o nível de stress que aquele pequeno grupo sentia após as vistas, era superior a qualquer outro ministério desenvolvido com pessoas carentes.

Um dos integrantes da equipe teve a idéia de envolver a igreja toda no trabalho, fazendo com que cada membro adotasse um hanseniano. O pastor daquela igreja aprovou a idéia. O resultado foi surpreendente. Os pacientes se sentiam motivados a viver, a auto-estima havia melhorado e os problemas psicossomáticos diminuíram. Os médicos, em uma entrevista, falavam que algo havia acontecido naquele lugar. Eles não sabiam o que, mas a mudança foi tão real que os profissionais estavam percebendo isso. Por fim, a igreja que tinha 80 membros, passou a ter 700, pois essa idéia se expandiu por toda a Austrália, e eles ficaram conhecidos como “A Igreja da Adoção”. As pessoas passaram a se interessar pela igreja, pois sabiam que ela se importava com o próximo. Elas iam se convertendo a cada dia.

Essa idéia foi trazida à nossa equipe e com a aprovação da direção da nossa escola, envolvemos todos os alunos. Foram três semanas na qual cada interno das colônias receberam cartinhas e presentes. Uma das alunas veio me perguntar como era o seu amigo, e eu disse que ele era uma bênção, porém não estava bem de saúde. Eu sentia que Deus o levaria. Entretanto, numa segunda-feira, para a minha surpresa, ele estava outra pessoa, totalmente feliz, e bem fisicamente. Outro caso foi o de um senhor que não enxerga e não tem mais os seus dedos. Lemos a cartinha para ele e o mesmo ficou um bom tempo com ela na mão, virando-a de um lado para o outro, alegre por receber algo. Outra saiu chorando e contando para todos, que era a primeira carta que recebera em sua vida. Alguns batiam palmas, se emocionavam e outros não se continham de tanta alegria! Foi uma experiência linda que o Senhor nos permitiu viver.

A palavra de Deus nos diz: “Seja constante o amor fraternal. Não negligencieis a hospitalidade, pois alguns praticando-a, sem o saber acolhem anjos. Lembrai-vos dos encarcerados, como se presos com eles; dos que sofrem maus tratos, como se, com efeito, vós mesmos em pessoa fôsseis os maltratados.” (Hb. 13.1-3.)

Nós não temos desculpas para não nos envolvermos com os ministérios sociais. Você pode enviar apenas uma carta ou um versículo para alguém, mas com esta simples manifestação de amor, você proporcionará mais dias de vida a este alguém. Talvez uma pessoa, em um leito de hospital, precise de uma palavra de fé para sua perna não ser amputada. Existem também aqueles que precisam ouvir uma palavra de ânimo em relação a sua família, que eles a verão novamente, ou você pode dizer simplesmente que ela é uma pessoa amada! Pense nisso!

:: Por Kelvin e Juliana Leão Silva
Membros da Igreja Aliança Cristã e Missionária de Curitiba.
Capelães – Formados pela UCEBRÁS (União de Capelães Evangélicos do Brasil).
Atuam em hospitais, presídios, em colônias de hansenianos,
desenvolvendo também outras atividades sociais. julianaleao@yahoo.com.br