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A nossa comunicação deve ser altruísta

[Foto: unsplash.com]

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Nossas palavras são sinais que sempre evocam algum tipo de reação. Ao escrevermos, a escolha dos termos e o estilo são cruciais para a comunicação. Quando falamos ao telefone, sofremos a influência de outros fatores, como por exemplo o nosso tom de voz. Cara a cara, os sinais vocais e visuais costumam ter um impacto maior do que as palavras isoladamente.

Muitas vezes não pensamos no efeito que as palavras podem causar, mas devemos evitar algumas armadilhas que levam a percepções e reações negativas. É preciso escolher as palavras com cuidado! O mais importante é que, antes de falar, devemos pensar o seguinte: ‘Se alguém dissesse isso para mim, como eu interpretaria?”.

Não devemos nunca usar frases que exprimam exigência, que discriminem, que ofendam, nem palavras negativas. Todas essas formas de comunicar causam o mesmo efeito: geram mágoa, desestímulo e desânimo.

Temos que ter em mente sempre uma premissa: “Você antes de mim”. Somos egocêntricos, em maior ou menor medida. Por isso devemos construir nossa comunicação dando ênfases ao outro. Um exemplo: em vez de dizermos “estou satisfeito com o seu trabalho”, devemos dizer “você está de parabéns”.

Para isso podemos começar essa mudança dando três passos:

Primeiro passo: é preciso transmitir a mensagem com clareza. Ser direto, sem ser grosseiro. Não devemos suavizar as palavras ou dar voltas, como se estivéssemos tentando evitar o assunto. Devemos falar diretamente!

Segundo passo: para sermos diretos, devemos ser claros em nossa mensagem. É importante evitar palavras e expressões que deem margem a interpretações cujo sentido varie conforme a percepção pessoal. Palavras como ‘muitos’, ‘alguns’, ‘raramente’, ‘frequentemente’ não devem ser usadas. Usar palavras como ‘nunca’, ‘nada’ e ‘sempre’ também pode ser um grande erro, a menos que você tenha certeza de que pode usá-las. Generalizar costuma refletir preguiça de pensar. E não é isso que se espera de um líder!

Terceiro passo: além do que já falamos, é importante também não ter preocupação apenas com a forma como as pessoas interpretam o que dizemos, mas também com a maneira como falamos. Geramos mais sentimentos positivos quando nos comunicamos com cortesia. Todos gostam de ouvir ‘por favor’, ‘obrigado’, ‘de nada’, ‘com licença’. Sorrir ao falar e falar com sinceridade faz toda diferença!

:: Fernando Borja [Geração de José]