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Alegrar nas tribulações é para cristão maduro

[Foto: Unsplash.com]

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“Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações” (Romanos 5.3a).

Quantas pessoas você conhece que deu “glória a Deus” ao perder o emprego que mantinha o sustento de toda uma família? E alguém se alegrar ao descobrir que foi traído por um amigo, já viu? Pois bem… tal realidade deveria ser comum – ao menos no mundo cristão, já que, afinal de contas, Deus disse que assim deveríamos nos comportar diante das tribulações. No entanto a verdade é que muitos crentes se prostram logo de pronto ao passarem por alguma dificuldade. Não que a tarefa seja fácil de cumprir; não é essa a questão. Mas que, ao crer nessa proposta do Senhor, a missão fica menos difícil, isso fica, sim.

E qual é a proposta? É se agarrar a Jesus! Cristo conhece nossa dor e, mesmo assim, disse: “Tende bom ânimo” (João 16.33b). Sabe o porquê? Porque Ele já venceu o mundo, isto é, todas as coisas que poderiam nos aniquilar. Nesse sentido, nossa alegria não estaria diretamente nas tribulações, mas, sim, na convicção de que Deus é por nós, e, em vista disso, nada irá nos faltar. “Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma” (Tiago 1.2-4).

Dessa forma, podemos compreender que se alegrar nas tribulações é coisa para cristão maduro e não apenas salvos. Isso porque a salvação depende somente de confessarmos que Jesus é o Senhor e crer que Deus O ressuscitou dentre os mortos (Romanos 10.9). Confiar que Deus vai nos resgatar da cova dos leões ou de uma fornalha de fogo exige um outro nível de fé – uma fé firme ou, melhor, perseverante. “Porque sabemos que a tribulação produz perseverança” (Romanos 5.3b).

E é aí que entra o amadurecimento. Nas dificuldades, o nosso caráter é testado, pois a tendência natural é “abraçarmos” a nossa carne, que, nessa hora, quer “subir no palco” e “dar show”. Essa é a tendência natural de um “bebê”, vale ressaltar, mas não a do filho crescido. O filho maduro continua caminhando nas adversidades, porém não de qualquer jeito, mas de tal forma que Deus o aprova. Pois “a perseverança [produz] um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança” (Romanos 5.4).

E, ao chegar ao fim daquela luta, o cristão maduro não sai frustrado, porque “a esperança não o decepciona”, uma vez que “Deus derramou Seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que Ele nos concedeu” (Romanos 5.5). Aleluia! “Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem se desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar” (Josué 1.9). Avante!

:: THAIS OLIVEIRA