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Belo Horizonte tem o maior complexo cultural do Brasil

sesc palladiumA identidade de um povo e a sua arte andam juntas, pois a arte é uma vertente da cultura. Ela traduz por meio das mais variadas formas de expressão, os valores, sentimentos e o que é aceito como verdade na consciência desse povo. Não há como ignorar a importância e o lugar que as manifestações artísticas ocupam na sociedade atual e na história da nossa cidade. Belo Horizonte, desde a sua concepção, contou com a presença e trabalho de talentosos artistas – escultores, pintores, arquitetos, desenhistas, músicos – vindos de várias partes do Brasil e também da Europa com o intuito de levantar aqui uma cidade moderna. Obviamente, cada artista trouxe para a cidade um pouco de sua identidade, o que tornou Belo Horizonte uma cidade rica em manifestações artísticas. Desde essa época, muitos artistas – evangélicos e não evangélicos – têm levado o nome de nossa cidade até os confins da Terra.

Atualmente, Belo Horizonte se destaca no cenário nacional por ter o maior complexo cultural do país. A Praça da Liberdade, hoje, composta de 8 espaços e museus temáticos (Arquivo Público Mineiro, Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, Centro de Arte Popular CEMIG, Espaço TIM UFMG do Conhecimento, Memorial Minas Gerais Vale, Museu das Minas e do Metal, Museu Mineiro e o Palácio da Liberdade, Casa Fiat de Cultura, Centro Cultural Banco do Brasil, Centro de Referência da Economia Criativa Sebrae-MG e o Museu do Automóvel, sendo os quatro últimos, em fase de implantação). Esse é o único do mundo, fruto de parceria público-privada, segundo o site do complexo. Sua importância remete à fundação da cidade, sendo a maioria de seus edifícios públicos construídos em estilo eclético com elementos neoclássicos. Ainda na área central da cidade, o Palácio das Artes agrega num só endereço 2 teatros, 4 galerias de exposições, sala para concertos de câmara, sala multimeios, espaços de convivência, cinema, salas de ensaio, biblioteca, musicoteca, videoteca, ateliês e oficinas cenográficas.

Dentre as muitas casas de shows e teatros espalhados pela cidade encontram-se o Chevrolet Hall, o Sesc Palladium, o Teatro Sesiminas, além dos espaços destinados a várias exposições como é o caso da Serraria Souza Pinto e do Minascentro. Saindo da área central da cidade, o Complexo Arquitetônico da Pampulha, atualmente sendo incorporado o Aeroporto da Pampulha – Carlos Drummond de Andrade, o Estádio Magalhães Pinto (Mineirão) e o Estádio Jornalista Felipe Drumond (Mineirinho) e a Fundação Zoobotânica, é referência em arte/arquitetura e marco da arquitetura moderna no Brasil.

Todo esse complexo artístico está completando 70 anos, por isso, passará por várias reformas. O intuito principal é ser reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade, pela Unesco. Para informar ao público as mais variadas opções em arte e cultura que estão em andamento na cidade, existe o site http://www.belohorizonte.mg.gov.br/pra-curtir-bh/agenda-cultural, bem como, outras agendas culturais. Nelas, se encontram informações atualizadas de eventos, tais como, o Festival Internacional da Fotografia (FIF), o Festival Internacional de Teatro (FIT), o Forum Internacional de Dança (FID) e a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança.

Toda esta dinâmica envolvendo o segmento artístico trouxe para a cidade visibilidade no território nacional e também no exterior. Se por um lado a arte expõe a identidade de um povo, por outro, ela também serve de veículo para levar esse povo à presença do Senhor e à busca por uma identidade marcada pela obra redentora de Jesus Cristo, nosso Mestre por excelência. É exatamente nesse ponto que a Igreja é chamada a atuar. Nossa igreja, com a visão de ganhar 10% da cidade para o Senhor, abraçou o desafio de fazer da arte um caminho para adoração e propagação do Evangelho. Nosso maior desafio tem sido a conclusão das obras da Fábrica de Artes, um complexo de 70 salas para o estudo da música, dança e teatro, que não fica devendo nada a qualquer dos prédios supracitados.

A Bíblia diz: “[…] louvem-no com tamborins e danças, louvem-no com instrumentos de cordas e com flautas […]” (Sl 150.4) e ainda “[…] batam palmas, vocês, todos os povos; aclamem a Deus com cantos de alegria […] cantem louvores com harmonia e arte” (Sl 47.1). Como Igreja do Senhor e cooperadores do Reino, podemos proclamar e clamar. Oremos, então, especificamente:

1 – Que os artistas de nossa cidade sejam sensibilizados, impactados pela arte que vem do Céu, trazendo glória e louvor ao nome do Senhor.

2 – Que em nosso meio, o Senhor continue levantando artistas que sejam porta-vozes da cultura do Céu para a nossa cidade e nação e assim possamos cumprir também nesse segmento o “ide” de nosso Senhor Jesus Cristo.

3 – Que a arte em nossa cidade tenha o sangue, o nome e as marcas do Senhor, Aquele que nos concedeu uma nova identidade: a de filhos de Deus.

::Sandra Vanessa e Atilano Muradas

Imagens: Internet