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Dependência ou morte

Pastora Karol Mendonça [Reprodução/Facebook Seminário Teológico Carisma]

Pastora Karol Mendonça [Reprodução/Facebook Seminário Teológico Carisma]

A 5ª edição da Vigília do Culto Mais Profundo, do Seminário Teológico Carisma, que será realizada a partir das 22h15 desta quarta-feira (6), terá como tema “Dependência ou Morte”. Trata-se de um contraste com o feriado de 7 de setembro, quando é celebrado o Dia da Independência do Brasil, em decorrência da proclamação de Dom Pedro I. A história conta que D. Pedro, próximo do riacho Ipiranga, querendo declarar um tempo de liberdade para o Brasil, levantou uma espada e proclamou: “Independência ou morte”. Diante disso, Deus colocou em nosso coração fazermos uma reflexão sobre como temos lidado com a dependência que deveríamos ter de Deus.

Ao contrário daqueles que vivem a vida apenas no âmbito natural, a liberdade dos cristãos está na dependência de Deus. Por isso, para nós, é uma questão de “dependência” ou de “morte”. Na arte de divulgação da vigília, retratamos essa verdade por meio da ilustração de um homem que está diante de um abismo. Esse homem tem duas opções: se jogar no abismo e morrer ou atravessar o abismo por meio de uma ponte que liga um pedaço ao outro exatamente com uma cruz. Isso significa que: ou você passa pela cruz e se torna dependente de Deus ou você não tem outro caminho a não ser a morte. Morte física? Às vezes, sim. Porém, nesse caso, estamos falando da morte espiritual. Quando não dependemos de Deus, nós vamos na força do nosso braço e acabamos morrendo no nosso chamado, nos nossos princípios, na nossa vida com Deus… Enfim, em todos os sentidos.

Precisamos depender de Deus em todas as áreas. Por isso, antes da vigília, propomos um jejum de 21 dias. Para cada dia, separamos temas para refletir sobre essa dependência, que apontam para pilares fortes e fundamentais da nossa vida. No primeiro dia, falamos de dependência espiritual, porque, sem dependência na vida espiritual, não temos comunhão com o Senhor. Abordamos também a questão da dependência na vida financeira, na vida familiar, em esperar em Deus, na identidade, nas direções, nos dias bons, nos dias maus, em honrar as lideranças, na obediência, nos questionamentos, nas estações da nossa vida, na adoração, no jejum, na leitura da Palavra, na graça, no ministério, na oração, no chamado e, no último dia, sobre dependência total.

Como exemplo dessa dependência total temos o apóstolo Paulo. Ele, por muitos anos, viveu na força do próprio braço. Paulo perseguia os crentes, era impulsivo, mas, quando se prostrou diante do Senhor, quando teve um encontro com Jesus, tudo mudou. Em vez de ter aquela independência que tinha antes, quando Paulo teve contato com a glória de Deus, a única coisa que ele fez foi se render. Quando Paulo se rendeu aos pés de Jesus, quando se rendeu à cruz, entendeu que precisava de Deus para tudo, a ponto de passar de perseguidor a perseguido, a ponto de falar coisas como “eu sei estar contente tendo tudo ou não tendo nada”. Paulo aprendeu, literalmente, o que é ser dependente de Deus.

Precisamos viver essa dependência do Senhor de forma completa também. Se nós não formos dependentes em todas as áreas de nossas vidas e ficarmos relutando a isso, vamos morrer espiritualmente, vamos nos frustrar, vamos tentar viver na força do nosso braço, mas não vamos chegar a lugar nenhum. Por isso cabe a nós a decisão: dependência ou morte?

:: PRª. KAROL MENDONÇA