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Céu e terra: Direitos e deveres da dupla cidadania

Foto: unsplash.com

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Em Filipenses 3, Paulo nos chama de cidadãos do céu, após nos advertir acerca dos inimigos da cruz. Infelizmente, muitos cristãos interpretam erroneamente este status de cidadania. Não é raro ouvirmos que o crente deve preocupar-se com as questões espirituais, pois o restante faz parte de um aspecto terreno e que em nada se relaciona com a nossa fé.

Todavia, a Palavra de Deus deve ser interpretada de forma conjunta, pois um versículo jamais contrariará outro trecho das Escrituras. Em 2 Coríntios 5.20, Paulo também nos concede outro título, o de Embaixadores de Cristo. A conexão entre os dois versículos é simples. Se somos cidadãos dos céus, mas habitamos na Terra, somos representantes dos céus aqui neste planeta. O dicionário Aurélio define embaixador como “emissário”, “representante máximo de um chefe de Estado junto a outro Estado”.

Assim, é evidente que temos a missão de defender os interesses do Reino de Deus nesta terra. O que nos resta é entender quais são esses interesses. Em Romanos 14.17, Paulo diz que o Reino de Deus é justiça, paz e alegria no Espirito Santo.

Portanto as nossas bandeiras aqui na terra são as bandeiras da justiça, paz e alegria, em conformidade com as Escrituras. Nos dias de hoje, em quais contextos aplicaríamos esses três pilares?

Sem dúvidas, a notícia de maior destaque é a situação caótica do país. A política totalmente desacreditada, a violência em total descontrole e o sentimento de impotência do brasileiro diante de tudo isso. Todos os dias somos surpreendidos com um novo escândalo de corrupção, que mais parece cena de filme, tamanha a profundidade dos rombos. Ficamos atônitos também com a indiferença de muitos políticos frente ao aumento desproporcional de impostos sob a justificativa de minimizar os déficits orçamentários.

É impossível pensar que o nosso Deus é indiferente a tudo isso. Basta olharmos nas Escrituras as inúmeras vezes que o Senhor derramou Seu juízo sobre cidades e nações em decorrência da injustiça e do pecado. Sodoma e Gomorra (Gênesis 19.1-29), Nínive (Jonas 1.3) e tantas outras referências evidenciam a repugnância que Deus tem frente aos erros de um povo.

Diante desse triste cenário, o que você, embaixador do Reino, pode e deve fazer? A oração é indispensável. Em 2 crônicas 7.14, Deus fala a Salomão que, se o povo Dele se humilhasse, orasse e se convertesse dos maus caminhos, Ele sararia sua terra. Note que o próprio Deus chama o povo a se converter. Isto é, a oração é sempre seguida pela mudança de mente e de comportamento.

Uma vez que oramos para que Deus abençoe o nosso país, precisamos agir. Converter o nosso caminho, reconstruir o que se perdeu. Foi isso que Neemias fez. Ele reconstruiu os muros de sua cidade (Neemias 2.4). Nós brasileiros, cidadãos do céus e embaixadores de Cristo, também temos uma missão aqui: trazer a justiça Dele sobre a nossa nação.

Certamente, isso pode ser feito de diversas formas, como o voto consciente, o estudo, o envolvimento com ações práticas, dentre outras. O que você não pode fazer é cruzar os braços, lamentar e permanecer inerte.

Por isso queremos convidar você que é brasileiro e embaixador do Reino a se lembrar do nosso país todos os dias em suas orações e buscar se envolver diretamente com a reconstrução do nosso país.

O GAP, Grupo de Ação Política da Lagoinha, compartilhará, no dia 19 de agosto, na Lagoinha Mineirão, as ferramentas práticas de controle social. Ou seja, quais são os mecanismos que temos em mãos para mudar os rumos do nosso país. A igreja está localizada à Av. Otacílio Negrão de Lima, nº 2870, Pampulha, em Belo Horizonte (MG). Esperamos você lá. Avante sempre na busca incessante em trazer o Reino de Deus para o Brasil!

:: Flávia Raíssa Said Pires [GRUPO DE AÇÃO POLÍTICA IBL]