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Em quem temos depositado a nossa confiança?

Foto: pixabay.com

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Estamos a menos de um ano para as eleições presidenciais. Num cenário político de desconfiança e falta de credibilidade, alguns nomes já têm sido cogitados para a Presidência da República. Diante das opções apresentadas, uma parcela da população se apega a um ou a outro candidato na esperança do mesmo representar e promover a tal “solução” desejada. Há ainda aqueles que não se identificam com nenhuma das opções.

É interessante observar também que os discursos que mais se propagam são: “O candidato X ou o candidato Y pode salvar o país”; “teremos mais do mesmo”; ou, ainda, “diante das opções de candidatos que temos, estamos todos perdidos”.

Independentemente de termos ou não um candidato definido, de acreditar que essa pessoa possa mudar o país ou de estarmos insatisfeitos com as opções apresentadas, depositar nossa confiança nessas pessoas seria o melhor a fazer?

De fato é muito importante ir pensando e pesquisando a vida dos candidatos em quem votaremos no ano que vêm. Escolher bons candidatos, que sejam capacitados e que representem os valores em que acreditamos, é fundamental. Entretanto não podemos atribuir a determinado grupo de governantes ou pessoa a solução para nossos problemas.

Tomemos por referência a história do povo de Israel, que tinha Moisés como líder. Após completar três meses que o povo havia saído do Egito, Moisés subiu ao monte para encontrar-se com Deus (Ex. 19.1-3). Moisés ficou ouvindo as instruções de Deus para seu povo e, só após 40 dias, ele retornou (Êxodo 34.28).

Moisés era um homem escolhido por Deus e foi se encontrar com Ele para receber direcionamento de como o povo deveria proceder diante da nova fase que viveriam. O povo, porém, não conseguiu esperar 40 dias sem murmurar, mesmo tendo um líder escolhido por Deus e tendo presenciado as grandes maravilhas realizadas por Deus para que fossem libertos do cativeiro no Egito. Impaciente, o povo pediu para que Arão fizesse outros deuses que o conduzisse (Ex. 32:1-4). Para o povo de Israel, não bastou ter um líder direcionado por Deus, nem ter testemunhado todas as maravilhas que Deus realizou. Diante da incerteza vivida (de não saber se Moisés retornaria ou não), o povo mostrou que a sua esperança não estava em Deus, mas em Moisés.

Assim como o povo de Israel no deserto nós temos vivido dias de incertezas em relação aos rumos de nossa nação. Nossos líderes não têm nos governado de forma satisfatória e bem-sucedida. Lembremos, porém, que os governantes são o reflexo da sociedade em que governam. Se não temos encontrado bons líderes dentre o povo, é sinal de que a sociedade não tem gerado bons líderes.  E, se escolhemos um representante e depositamos somente nele a esperança de mudar os rumos do nosso país, temos colocado nossa fé em pessoas, não em Deus.

Se nós queremos uma nação justa e próspera, sem violência e sem corrupção, compete a nós tomarmos as decisões corretas, sermos honestos, e agirmos para ser a diferença mediante tudo que Deus nos ensina por meio da Bíblia.

Da mesma forma, é importante que nós, enquanto igreja, depositemos nossa confiança e esperança primeiramente em Deus, pois é Ele quem pode mudar os rumos da nossa nação. Escolher bons candidatos é só uma parte do processo.

:: Dayanna Fagundes [Grupo de Ação Política]