“Enquanto tiver fôlego de vida eu vou lutar!”
Leia esse relato impactante sobre a história de luta pela vida da irmã em Cristo, Azilar Aparecida

“Enquanto tiver fôlego de vida eu vou lutar!”, afirmou certa vez Azilar Aparecida. Azilar partiu para o Pai celeste, mas até o “fim”, ela lutou com todas as forças para viver a cada dia e ver os sonhos de Deus se realizarem em seu viver. Azilar veio compor o quadro de obreiros da Lagoinha, em meados de 1998, quando o Pr. Vanderlei Miranda possuía um gabinete no Centro de Estudo Unificados na Lagoinha e precisara de uma auxiliadora na recepção. Sob orientação do pastor Márcio, Vanderlei chamou Azilar para estar ali, trabalhando como obreira, ela que vinha fazendo tratamento quimioterápico para combater um tipo de câncer considerado o mais agressivo entre os tipos existentes. Pouco antes, ela havia passado por uma cirurgia para retirar um tumor que a havia afastado do campo missionário, ministério que ela se dedicava inteiramente desde sua conversão, em 1988. Foi transferida algum tempo depois para a Secretaria de Membros, tendo como líder Ana Paula Teixeira, que a Azilar tratava como a “amiga”. Com o agravamento da doença, a partir do ano de 2004, quando vários tumores apareceram em seu abdômen e 17 nódulos tomaram seus pulmões, perdeu a condição de trabalho e teve de se afastar do convívio diário dos amigos e da igreja que tanto amava. Em casa, por meio do telefone, levava mensagens de esperança e de salvação para as pessoas que ela vinha a saber que estavam enfermas ou passando pelo deserto. Procurava não perder nenhuma delas. Sempre falava que aquilo que DEUS colocou em seu coração, ela queria partilhar com tantos quanto pudesse alcançar. Azilar amava a vida, amava viver. Viveu para DEUS e com DEUS. Foi irrepreensível em toda a sua caminhada cristã. Ela foi amiga, irmã, filha, mãe, conselheira, confidente, a “crente” do meu coração e creio do coração de muitos, não é mesmo pastor Wagner?

Que história de vida, que testemunho, que amor, que exemplo…

Esteve em fase terminal por cinco vezes, mutilada, devido a tantas cirurgias, 23 no total, mas nunca abandonou sua fé e confiança em DEUS. Dia a dia agradecia a DEUS pelo cuidado e pelo carinho que a Igreja da Lagoinha tinha por ela, pelo zelo do Pr. Márcio que ela carinhosamente chamava de “meu Pa(i) stor”. Sua família era o filho Lucas, a Igreja Batista da Lagoinha e os amigos que cuidaram dela, que buscaram dar o melhor para tornar seu sofrimento menor. No hospital Felício Rocho, onde nos últimos cinco anos passou muitos dos seus dias, ganhou muitos funcionários e pacientes para JESUS, por meio de seu testemunho de fé, sua determinação e seu amor pelo próximo. Muitos dos funcionários desta instituição lamentaram sua partida. Uma equipe do pronto-socorro disse que quando ela chegava para ser medicada (era uma rotina de duas a três vezes por semana, nos últimos cinco anos), o turno de trabalho ficava mais tranquilo e em paz, e depois que ela ia de volta para casa, eles sentiam que uma paz ficava, algo que não conseguiam expressar. Azilar partiu para os braços do Pai na noite de 14 de janeiro, após lutar bravamente pela vida. Muitas foram às vezes que o Senhor a quis levar, mas por amor a ela não o fez antes. As lágrimas? Sim, nós derramamos muitas ao receber a notícia de sua partida, sentimos a dor da perda! Hoje não há tristeza, pois a alegria do Senhor em receber sua filha nos fortalece. Entendemos que a vontade do Pai e seus sonhos se cumpriram em sua vida. A partida dela é mais um testemunho de sua fé, pois pedia que pudesse viver para ver o filho Lucas se tornar adulto. E DEUS, bondosamente permitiu que isso acontecesse, Lucas completa 18 anos no início do mês de março. Agora ela está com Ele e em paz. Azilar Souza… Saudade eterna! Agradeço a Deus por ter feito parte dessa história, desse milagre da vida chamado Azilar. Agradeço também e oro pela vida do pastor Wagner que com tanto amor cuidou e fez com que cada um de seus dias fossem melhores, assim como ao querido filho Lucas que nos permitiu a alegria em ter essa mãe tão maravilhosa pertinho de nós, a toda família Lagoinha, que sempre esteve pronta para servir, amar e cuidar. A saudade que hoje existe só tende a crescer, mas as mais belas lembranças a tornará eternamente viva em nossos corações! Que o Espírito Santo conforte nossos corações e transforme a dor da perda em alegres lembranças!

Um forte abraço,

:: Por Michelle Duarte e Pr. Wagner Corrêa

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