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“Hoje ele me leva, amanhã ele me busca e depois ele entra”

Essa foi a oração diária de Cláudia, que não desistiu de seu esposo

famíliaMeu nome é Cláudia Cristina, tenho 43 anos, sou casada e tenho três filhos. Sou a irmã caçula de uma família de oito irmãos. Sempre considerei minha mãe um exemplo; todavia, em relação ao meu pai não pensava da mesma maneira, pois era um homem muito violento. Ele veio a falecer quando eu tinha apenas oito anos de idade. Depois de sua morte, mamãe buscou respostas na cartomancia e, tempos depois, acabou tornando-se uma cartomante. Durante a infância, minha família frequentava um centro espírita e participávamos de vários rituais. Minha irmã mais velha, porém, passou a participar das missas e me levava junto.

Cresci envolvida com o Catolicismo e, quando jovem, desenvolvi o hábito de fazer promessas, acender velas no cemitério e rezar. Aos 14 anos iniciei um namoro e, um ano depois, fiquei grávida. Eu e meu namorado, Varley, de apenas 17 anos, decidimos morar juntos a fim de criarmos a criança. Unimo-nos mediante uma autorização judicial com o consentimento dos nossos pais. Para celebrar nossa “união” fizemos até uma festa e muitos dos convidados acreditavam que estávamos realmente nos casando, quando na verdade iríamos apenas morar juntos.

Inicialmente, eu e Varley morávamos com outros parentes, que interferiam em nosso relacionamento causando várias brigas e discórdias. Para mudar essa situação, nos mudamos para uma casa que construímos no mesmo lote da casa da minha sogra. Nessa época, soube que algumas das minhas irmãs tinham se convertido e frequentavam uma igreja evangélica. Inicialmente não gostei, pois meu coração era duro e não gostava de evangélicos por causa da maneira fanática que achava que viviam.

Quando nosso primeiro filho, Warley Júnior, estava com nove anos de idade, engravidei e dei à luz a uma linda menina, Sabrina. Algum tempo depois, ganhamos novos vizinhos e a maior parte deles era evangélica. Um desses vizinhos, certo dia, pediu para levar a Sabrina à igreja. Permiti, pois sabia que era uma boa influência para ela. Sete anos mais tarde, foi a vez do meu filho se envolver com a igreja evangélica. Júnior começou a namorar uma moça da igreja, rapidamente se converteu e ficou firme com Jesus. Não demorou muito e minha mãe, que era cartomante, também se converteu e abandonou as práticas antigas. Não tinha consciência disso, mas pouco a pouco Deus estava salvando os membros da minha família.

Infelizmente, eu tinha dois vícios terríveis: a bebida e o fumo. Não conseguia parar até que, numa visita à minha cunhada, também evangélica, o que parecia impossível aconteceu. Chegando à casa dela fui tocada pelo seu testemunho de conversão. Tudo o que ela me contou a respeito das suas experiências com Deus mexeram comigo, a ponto de eu pensar que queria esse Deus na minha vida também. No dia seguinte, à noite, minha cunhada me convidou para ir à igreja com ela. Aceitei o convite e lá estava eu dentro de uma igreja evangélica ouvindo uma pregação, da qual não entendia uma palavra, mas sentindo algo diferente em meu coração. Na hora do apelo, não pensei duas vezes, fui à frente e entreguei minha vida a Jesus.

Retornei para casa e, no dia seguinte, quando acordei, me sentia em paz. Meu filho ficou muito feliz com a minha conversão, pois orava para que isso acontecesse. Nesse dia ele me convidou para irmos à Lagoinha e aceitei o convite. A pregação foi ótima e ao final, quando o pastor fez o apelo para receber Jesus como Salvador, fui ao altar e recebi uma oração. A partir desse dia, posso afirmar convicta, que verdadeiramente iniciei minha caminhada com Jesus. Inscrevi-me e fiz o curso de adoção da igreja; porém, não pude ser batizada por não ser casada legalmente. Recebi muitas vitórias do Senhor, principalmente a libertação dos vícios, mas tinha pela frente o desafio de convencer meu esposo, que não era convertido, a regularizar nossa situação matrimonial.

Para vencer mais essa batalha encontrei ajuda espiritual na célula que frequentava e também no Culto “Chá com Deus”, liderado pela Fátima Miranda. No culto, à medida que conhecia as pessoas que o frequentavam, percebia que não era a única mulher com a vida conjugal irregular. Percebendo essa situação, a Fátima Miranda orou e obteve de Deus a direção de iniciar uma aliança de oração, jejum e voto, em que todas deveriam vestir pano de saco para que Deus concedesse a bênção de todas se casarem. Toda primeira terça do mês nos encontrávamos na igreja para clamar a Deus pela nossa família e vitória em relação aos nossos esposos.

Nesse período de aliança comecei a notar as primeiras mudanças no meu esposo. Diariamente, Varley passou a dizer que eu transmitia a ele muita paz. Nossa convivência estava cada vez mais agradável. Um dia, Varley me fez um pedido: queria de presente o livro com o Novo Testamento. Atendi ao seu pedido e dei a ele o livro. Outra mudança que notei é que ele fazia questão de me levar à igreja, me deixar na porta e voltar para casa. Em minhas orações dizia ao Senhor: “Hoje ele me leva, amanhã ele me busca e depois ele entra”.

Certo dia, como de costume, Varley me deixou na igreja para mais um culto. No momento do apelo final da pregação, muitas pessoas foram até o altar receber Jesus como único e suficiente Salvador. Para a minha surpresa, quem eu vi em meio às pessoas? Meu marido. Na mesma hora me prostrei e agradeci a Deus por aquela bênção de ver meu esposo confessando a Cristo a partir desse dia, minha família começou a caminhar unida com Jesus, participando de uma célula e dos cultos da nossa igreja.

Após três meses do início da nossa campanha no culto “Chá com Deus”, Varley me pediu em casamento e, no dia 12 de dezembro de 2003, foi celebrado na Lagoinha o nosso casamento. Oficialmente casados, pudemos ser batizados nas águas e, para completar a boa e perfeita obra de Deus em nossas vidas, Ele nos deu mais uma linda filha, Ana Gabrielly.

Toda honra, glória e louvor dou ao meu Senhor que me resgatou e me curou. Passei por muitas lutas e, de todas, Ele me livrou, por isso não O deixo, afinal, só Ele tem as palavras de vida eterna. Atualmente, continuo no culto “Chá com Deus”, no qual aprendo com a minha líder e com as minhas irmãs a ser uma mulher de Deus. O melhor de toda essa história é hoje poder olhar para minha família e vê-la restaurada, unida e na presença do Senhor.

:: Cláudia Cristina

Testemunho extraído do livro “Chá com Deus”, organizado por Fátima Miranda e Hélvia Brito. Foto: Arquivo Pessoal Participe do Culto “Chá com Deus”, que acontece todas as terças-feiras, às 15 horas, no Salão Fé. Você também pode adquirir o livro “Chá com Deus” ligando para Fátima Miranda: (31) 8793- 1113 ou enviando um e-mail para: helviabrito@ig.com ou fatimamirand@hotmail.

Fotos: Internet