- “Alô, alguém aí poderia me ouvir, orar por mim, me dar um conselho? Estou passando por um momento muito difícil no meu casamento, me sinto tão sozinha.”

- “Alô, você poderia me ajudar? Estou tão triste, deprimida, acabo de ficar desempregada, não sei o que fazer. Você poderia orar por mim?”

- “Alô, eu preciso de alguém que possa me ouvir, a vontade que eu tenho é de desistir de tudo, agora mesmo!”

Histórias assim são contadas às atendentes voluntárias do Telefone da Paz, diariamente. Talvez alguma dessas histórias seja a sua nesta noite ou talvez você já tenha sido atendida por uma irmã muito preciosa que com cuidado, ouvidos atentos e carinho intenso, faz de cada telefonema um momento de refrigério, restauração e renovo nas mãos de Deus.

Uma dessas voluntárias, que há 18 anos, fica nos bastidores de uma linha telefônica é a senhora Maria Lúcia Moreira Tomé. Com os seus graciosos 80 anos de vida, Maria mostra que fidelidade ao Senhor é uma virtude que se cultiva no dia a dia. Há mais de uma década, ela faz histórias e as transforma pelo poder da oração por meio do Telefone da Paz.

Ela é membro da Igreja Batista da Lagoinha, desde sua conversão em 1958, um ano após seu casamento com José da Cruz Tomé. Maria Lúcia é mãe de quatro heranças do Senhor: Rosemeri, Ana Lúcia, Cíntia Maria e José Roberto. No dia 20 de julho deste ano, ela celebra com o esposo, com a graça e bondade de Deus, 55 anos de casamento. E há mais de meio século, serve ao Senhor como voluntária nas atividades da igreja, onde começou seu ministério visitando lares, aconselhando e levando a mensagem do evangelho por meio do seu jeito amigo.

Belo-horizontina de nascença, atualmente, Maria Lúcia reside em Santa Luzia. E é de lá, do bairro Asteca que ela vem, de ônibus, três vezes por semana, faça chuva ou faça sol, para se voluntariar nos atendimentos do Telefone da Paz. Às segundas-feiras ela ainda participa dos cultos que são realizados, às seis horas da manhã, aqui no Templo. Daqui, parte para a sede do Ministério, onde fica de oito horas da manhã às 13 horas da tarde. Nas terças e quintas-feiras ela faz o mesmo trajeto de casa, mas na parte da tarde, e diretamente para o Telefone da Paz. Isso há 18 anos. E o mais engraçado é que apesar de parecer um itinerário desgastante para uma senhora de sua idade, ainda é preciso que briguem com ela para ir embora. Obediente, ela vai, mas retorna no próximo dia de sua escala, sempre fiel.

No grupo de voluntários no plantão, ela é conhecida por ser engraçada, divertida, amiga e uma boa conselheira. Tanto é que muitas pessoas que ligam precisando de uma palavra de encorajamento, retornam a ligação quando necessário e perguntam: “A dona Maria Lúcia está? Gostaria de falar com ela.”

Certamente, o que ela ministra em cada coração que a ouve do outro lado da linha são as sábias palavras que o Senhor nos deixou na Bíblia, a Palavra de Deus, a que nos exorta, nos consola, nos edifica e nos transforma. Essa Palavra, inclusive, tem sido a “bússola” de Maria Lúcia ao longo de sua caminhada com Cristo. Ela é um exemplo de que servir ao Senhor sem, literalmente, olhar a quem é uma prova profunda de amor. Muitas mulheres que foram abençoadas por sua experiência de vida e por suas orações, certamente, não tiveram oportunidade como a nossa de vê-la pessoalmente, mas em nome de todos aqueles que foram abençoados por Deus por meio da sua vida, receba a nossa gratidão ao Senhor e a nossa oração para que sua vida continue rendendo frutos eternos para o reino. Frutos de salvação e de transformação de vidas para a glória de Deus. Aleluia!!!

Thalita Daher

thalitadaher@lagoinha.com