E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança (Gênesis 1.26).

arvore 1Estava tudo muito bom! Palavras do próprio Deus. Tudo no seu devido lugar, toda a natureza em plena harmonia. Não havia a necessidade de hierarquia nem mesmo da consciência da expressão subjugação. Deus, o criador, guiava a sua criação como um pai ensina os melhores caminhos a seu filho sem a menor necessidade da proeminência. Esta era a proposta: uma vida de concordância completa entre todos. Afinal, Deus criou a humanidade conforme a imagem da trindade, que apesar de três concordam em tudo como se fossem um. Assim, Deus fez a humanidade para caminhar junto, de forma igual. A única dependência que poderia existir era a da presença de Deus como amigo, mas nem mesmo isso era imposição. Deus nunca foi um ditador, então deixou uma árvore e a recomendação que o homem não comesse dela, pois quando comesse seria um sinal que revelaria a decisão por ser independentes Dele. Deus sempre respeitou a vontade dos homens, ainda que significasse a morte para eles. Como prova disto deu-lhes o maior de todos os direitos: o direito da escolha, o livre arbítrio.         

Esta era a vida proposta por Deus: a plenitude. Até que o homem decidiu dar o primeiro grito de independência. Ele resolveu agir sem a aprovação de Deus. Comeu o fruto proibido, saiu do paraíso e conheceu a morte, pois se separou de Deus. Desde então, esse grito tem ecoado pela história da humanidade na tentativa de conquistar uma liberdade utopicamente idealizada. Gritamos pela independência financeira, da ditadura, do aluguel, do ônibus, dos pais, do relógio, do corrupto sistema governamental… Gritamos às margens dos rios, em protesto pelas ruas, em movimentos nas redes sociais… Com megafones, foguetes, armas, faixas, bandeiras… Marchando, quebrando, pintando a cara, invadindo, pichando… Ou ficando sem comer. Gritamos e continuamos dependentes dos nossos ineficientes gritos. Arrastando correntes.

Mas Deus, com o seu amor indizível pelo homem, plantou outra árvore em forma de cruz e nos deu a possibilidade de comer de seu fruto para, novamente, depender somente Dele e viver independentes do pecado e dos nossos gritos. O melhor grito não é: “independência ou morte”, é: “dependência de Deus e a vida eterna”. Clame por Jesus!

Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo (João 6.51).

::Nilma Gracia Araujo - Colaboradora do portal Lagoinha.com