Mais uma missionária viaja para a nação com o alvo de trabalhar na transformação do povo haitiano


No início de junho a missionária da Lagoinha Cristilene Pereira, 34 anos, viajou para o Haiti em uma missão de um ano e meio – levando assistência social e a Palavra de Deus. Antes de partir, Cristilene compartilhou em uma breve entrevista sua expectativa para a viagem e o que o Senhor tem colocado em seu coração sobre essa nação, confira.
Atos Hoje: Como surgiu a direção do Senhor para fazer missões no Haiti?

Cristilene: Tudo começou quando recebi o convite do pastor Gustavo Bessa para participar de uma reunião, que se tratava da situação do Haiti, onde a igreja está realizando vários projetos sociais. Em outubro de 2011, fui desafiada a ir, mas diante de muitas orações e jejuns, aceitei o desafio em fevereiro deste ano. Durante quatro meses pude compreender de fato a carência do país e porque deveria ir e cumprir a vontade de Deus por meio do chamado. E simplesmente amei esse povo – nosso dever quando obedecemos à vontade do Pai,  e entendi a necessidade de servir essa nação. Pedi para Deus confirmar se era essa a direção. E ele confirmou colocando um amor, algo diferente por essa nação em meu coração. Hoje estou feliz por fazer parte dessa missão.

 

Atos Hoje: Você vai encontrar outros missionários? Conte como será sua missão.

Cristilene: Sim. A equipe do CTM-DT (Centro de Treinamento Ministerial Diante do Trono) já está no Haiti juntamente com uma missionária da nossa igreja. Chegarei com o alvo de apoiar todo trabalho que já está sendo desenvolvido, especialmente atuando na área social. Para isso, tenho lido livros sobre choque cultural, tive aulas especificas de Antropologia com o Pastor Gustavo, e tenho estudado a realidade do país para levar daqui somente o que me será necessário para esse período.
Atos Hoje: O que o Senhor tem direcionado seu coração a respeito do povo?

Cristilene: Estou indo na disposição de servi-los e amá-los. Tenho feito projetos, mas sei que no Haiti terei então o trabalho de adaptá-los à realidade cultural da sociedade.
Atos Hoje: Conte brevemente como está o Haiti atualmente.

Cristilene: O governo do Haiti está instável, pois a qualquer momento pode ter problemas, mas as tropas brasileiras têm realizado um trabalho efetivo de pacificação do país; A economia está abalada, pois, tudo está ligado à corrupção; Em relação à Igreja os  pastores são envolvidos com vudus, por causa da cultura – mesmo quando alguém se converte continua com essas práticas; Por fim, falta infraestrutura. Sabemos que a falta de infraestrutura para lidar com tragédias é a maior responsável por altos números de mortes. Ainda não houve reconstrução, pois, a população que foi atingida pelo terremoto, ainda continua sem casa, e morando em lonas, nas ruas. Não existe saneamento básico, nenhum um tipo de higiene, o esgoto ainda é aberto, e não há uma preocupação com melhorias.
Atos Hoje: Como sua família reagiu ao saber que iria para o país?

Cristilene: Em um primeiro momento, minha família ficou preocupada, com medo, por ser um lugar muito distante e pelos últimos acontecimentos. Mas com o tempo e diante de muita conversa e oração seus corações foram tranquilizados, pois, entenderam que minha ida tem o objetivo de cumprir o propósito do Senhor.

 

Atos Hoje: O que tem sido um desafio para essa viagem?

Cristilene: Aprendizado da língua Criolo e Francês; Saudades da família, amigos e a igreja; Mesmo tendo muitas informações, sei que a realidade do país é bem diferente então existem dificuldades e obstáculos para desenvolver aquilo que nos foi proposto; O maior desafio, porém, foi renunciar e abrir mão de tudo para cumprir o propósito e a vontade de Deus nesse tempo no Haiti.
Atos Hoje: Compartilhe sua expectativa para esse tempo e pontue sete pedidos de oração.

Cristilene: Que o trabalho venha crescer e solidificar, pois, sabemos que estamos indo não para reconstruir o país, mas para influenciar numa eficaz transformação. Para isso, peço que orem:

 

1-     Para que o Senhor me sustente física, emocional e espiritualmente;

2-     Pela minha família que está ficando no Brasil;

3-      Para que o Senhor nos dê estratégias de trabalho;

4-      Pelo aprendizado e fluência da língua;

5-      Pela equipe do CTM-DT e outros missionários;

6-      Pela liderança da Igreja no país e o avivamento;

7-      Pelos líderes Haitianos.

 

:: Stephanie Zanandrais

stephanie.zanandrais@lagoinha.com

Imagem: UN Photo/Sophia Paris