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“Não podia ter filhos, mas em Cristo venci”

Ester com alguns meses de idade

Em mais um dia do  Especial  “Vencedoras”, o Lagoinha.com apresenta a história de Vanessa Almada Campos, uma mulher que sonhava em ser mãe, mas que pela medicina era algo quase impossível. Veja  o que Deus fez em sua vida e aproveite para crer no seu milagre.

“No início do meu casamento não queria ter filhos. O fato de trabalhar na educação e ser muito envolvida com a igreja me fez pensar em deixar esse sonho para mais tarde. Com o passar do tempo, percebi que a decisão foi um cuidado de Deus, porque meu esposo (Charles Campos) deixou o trabalho como gerente para ser pastor. Os recursos nesse período ficaram mais escassos e ter um bebê não seria uma boa ideia.

Naquele tempo não passava pela minha cabeça a possibilidade de infertilidade, porque venho de uma família com muitos filhos e netos. Com três anos de casados, resolvemos deixar os métodos contraceptivos e investir na gravidez. Ficamos um ano tentando engravidar. Achávamos que era normal e persistimos. Contudo, quando chegamos ao terceiro ano vimos a necessidade de uma ajuda médica.

O médico disse que iniciaríamos uma bateria de exames a começar pelo Charles. Ele nos informou que os testes no homem são menos agressivos.  Após todos os exames feitos, o médico disse que o Charles não poderia gerar filhos. Quando ouvimos a notícia ficamos em estado de choque, porque ele nos sugeriu uma cirurgia “varicocele”. Mesmo não gostando muito,  Charles fez. Com o pós-cirúrgico, ficou diagnosticado que o estado dele havia piorado em vez de melhorar.

Vanessa grávida

Ficamos decepcionados com o resultado e o médico sugeriu que outros exames fossem feitos comigo para ver se eu possuía alguma dificuldade para engravidar. No entanto, Charles não gostou muito da sugestão. Ele preferiu investimos em outras coisas como casa própria e viagens, mas no meu coração já sentia um desejo muito grande ser mãe. Desde criança gostava de brincar de “casinha”. Trabalhava na escola dominical como voluntária de crianças e no berçário. Também cuidava dos meus sobrinhos e a possibilidade de não poder ter o meu filho me deixou muito mal. Era o início de um processo depressivo que eu insistia em ignorar.

Com o tempo acatamos o conselho do médico e resolvemos fazer os testes. Para a mulher é uma situação muito delicada, porque os exames tendem a se aprofundar. Começam com simples exames de sangue e de ultrassonografia, até passarem a testes profundos e constrangedores. Nesse período já estávamos completando sete anos de casamento.

Não contamos nada a nossa família sobre o problema da infertilidade. Acreditamos que era direcionamento de Deus. No entanto, eles passaram a nos perguntar sobre filhos. Além das perguntas dentro de casa, via crianças o dia inteiro: no trabalho, na igreja, e isso me deixava muito triste por ainda não ter o meu filho.

Nesse ano de tribulação, minha cunhada nos contou sobre um culto de um pastor muito abençoado. Recordo que era o dia 3 de janeiro de 2007. Resolvemos participar da atividade. Quando cheguei ao culto, confesso que não achava que havia uma profecia para mim.

O pregador disse que tinha uma Palavra de Deus para 10 pessoas. Quando ele estava chegando à nona apontou para direção do Charles e minha. Fomos à frente sem muitas expectativas. Ele orou pelas pessoas segurando um microfone, mas quando chegou à minha frente deixou de lado o aparelho e disse no meu ouvido que Deus estava desobstruindo todos os canais do meu corpo que impediam de ficar grávida. Ele ainda completou dizendo que ainda outras duas pessoas servas de Deus confirmariam a promessa. Fiquei aos prantos. Ao final do culto, contei ao meu marido o que Deus havia dito. Ficamos muito felizes com a notícia.

Havíamos marcado alguns exames e para cumprir a agenda retornamos ao médico. Quando chegamos ao consultório, ele nos disse que a situação era ruim, porque nós dois tínhamos problemas para ter filhos e se quiséssemos ter alguma chance precisávamos fazer inseminação artificial. Foi outra “pancada” para gente. Choramos muito. Recordo que o Charles se recusou a fazer qualquer tipo de tratamento. Contudo, remarcamos outra data para avaliarmos a proposta. Os custos eram altíssimos e não tínhamos como arcar com as despesas.

Os dias prosseguiram e as confirmações vieram como havia dito o profeta. Dois familiares sonharam conosco e me viam grávida. Emocionei-me com as notícias. Deus estava falando com a gente. Foi então que descobri que estava grávida no mesmo dia que marcamos a consulta com o médico. Cheguei ao consultório e quando mostrei ao doutor o resultado, ele não se conteve em lágrimas.

Hoje temos nossa filha Ester como resposta de oração e da fidelidade de Deus. Cuidamos dela, com a certeza que ela é uma preciosidade do Senhor e que será um vaso usado pela mão de Deus.”

::Vanessa Almada Campos