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“O amor tudo espera…”

Ela é líder do ministério Dança da Noiva para o Avivamento (DNA). Ele é responsável pelo Culto Sexta Básica e pastor da Mocidade da Igreja Batista da Lagoinha. Dois amantes do ministério e um problema: o tempo. O namoro que iniciou em janeiro deste ano teve que aguardar um ano em oração. Isa Coimbra (27) e Flaviano Marques (28), Flavinho como prefere ser chamado, contam em detalhes como se conheceram e descrevem as dificuldades que venceram para hoje, Dia dos Namorados, serem o que tantas pessoas desejam ser, um casal.

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Flavinho

“Lembro que, quando a vi pela primeira vez, ela estava dançando no altar. Notei que era muito bonita, mas não surgiu nenhum interesse da minha parte e acredito que dela também não, porque na época, ambos éramos comprometidos. Passado algum tempo a Bel Coimbra, mãe da Isa, viajou para Paris, para se especializar na área das artes. Enquanto a mãe viajava para o exterior, a Isa passou a participar intensamente das atividades da Mocidade e então passamos a nos aproximar mais. Mas dessa vez tudo estava diferente, porque ambos estávamos solteiros.

Passei a ter interesse por ela, e, rapidamente, fui perguntar aos pastores como era a conduta da Isa dentro da igreja. Todos diziam que ela era uma garota muito especial e que não havia nada que desabonava seu caráter. Mas como havia terminado um relacionamento há pouco tempo, fui aconselhado pela minha liderança a esperar. Então, por enquanto, éramos apenas bons amigos.”

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Isa

“Passamos a cursar juntos o seminário do CTMDT em fevereiro de 2013. Sabíamos que um gostava do outro,mas não havia nada declarado, porque o pastor Flavinho havia sido aconselhado a ficar solteiro por um tempo, então ele resolveu iniciar um novo relacionamento apenas em agosto de 2013. Então passamos a orar juntos, para começar de fato o namoro no mês que minha mãe retornaria da França e o propósito dele estivesse terminado. Mas após seis meses de espera, na manhã do dia 1º de agosto, recebi uma ligação do pastor Gustavo Bessa. Ele  me convidava para fazer missões no leste europeu. Naquele momento meu coração estremeceu. Pensei comigo: ‘O que eu faço?’, porque não era o meu plano estar fora do país, quando eu havia esperado tanto por aquele momento. Decidi contar tudo para o Flavinho para pensarmos no que faríamos.

Flavinho

“Quando ela me deu a notícia. Eu disse: ‘Isa, jamais vou atrapalhar o que Deus tem para você, se é isso que Deus tem, você precisa ir, mesmo que não seja o que eu quero agora. Vou esperar você.’ Então um dia antes dela viajar, fui à casa dela conversar com a Bel sobre o que eu sentia em relação à sua filha. Durante a nossa conversa, Bel me disse que a viagem seria um momento para vermos se realmente o que sentíamos um pelo outro era algo duradouro e se, de fato, estávamos convictos do nosso sentimento. Ao final, ela disse que se fosse da vontade do Senhor quando a Isa retornasse tudo daria certo. A Isa deixou o Brasil e passei a focar muito no meu trabalho dentro da Mocidade. Cresci como líder dos jovens. Foi um período difícil por causa da saudade, mas foi um tempo ideal para orar e ter ainda mais certeza do que sentia.”

Isa

“Não foi nada fácil ir para a Europa, porque nunca havia passado tanto tempo fora do meu país. A região que fizemos missões é mulçumana, portanto, com uma cultura muito diferente da minha. E além de tudo, havia viajado sozinha para encontrar com uma missionária que reside lá. Morria de saudade do Brasil, e tinha muitas dificuldades para me comunicar com as pessoas de lá pelo idioma e com as que ficaram no meu país, por causa da Internet que não funcionava em muitos locais que visitamos. Houve um dia em específico que disse a Deus que estava com muita saudade e que estava difícil para mim. Sabia que o Flavinho disse que iria esperar, mas eu também tinha noção de que muitas mulheres tinham interesse por ele.

Então, Deus falou para mim enquanto apresentava uma peça sobre Abraão na Europa. “Eu estava lhe pedindo que sacrificasse o seu Isaque”, referindo-se a tudo que tive que abrir mão. Mas disse a Deus: ‘mas sempre sacrifiquei os meus ‘isaques’, porque minha história é uma história de muitas renúncias e você (Deus) sabe que eu sacrificaria novamente’. Então Deus respondeu novamente: ‘Eu sabia que você renunciaria, mas queria que o Diabo soubesse também’.

Enfim estava se aproximando o dia que voltaria para o meu país. Mas o Flavinho me contou que havia sido convidado para pregar em outro estado na mesma data. Fiquei muito triste porque estava com muita saudade e queria que ele me recepcionasse. Mas Deus nos surpreendeu, porque quando olhamos nossas passagens, vimos que faríamos conexão no mesmo lugar e horário. Então nos encontramos no aeroporto de Guarulhos. Ele foi a primeira pessoa que vi quando cheguei ao Brasil. Então ele pegou o voo e foi para São Paulo e eu para Belo Horizonte. Mas isso foi mais uma resposta de Deus mostrando que Ele estava no controle de tudo.”

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Flavinho

“Quando começou a chegar o momento que ela retornaria ao Brasil, dia 1º de dezembro, procurei os pastores para falar novamente sobre o relacionamento com a Isa, e eles me disseram: ‘Quando vocês poderiam caminhar um pouco mais junto, ela viajou, então não comece o namoro assim que ela chegar, esteja durante o mês de dezembro convivendo. Conheça os pais, saiam como amigos, para as pessoas também se acostumarem que vocês terão um relacionamento’. Então tivemos que esperar mais uma vez. Comecei a frequentar a casa dela nesse período, sair juntos com os amigos e sentar ao lado durante os cultos.  Enfim, no dia 5 de janeiro fui novamente à casa da Isa pedir a mãe que me concedesse a mão da filha em namoro. Ela estava ansiosa, achando que eu não queria mais (risos). E desde então estamos namorando. E o nosso propósito é que no próximo ano estejamos casados!”

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Fotos e texto : Érica Fernandes