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O homem e a paternidade: primeiro professor, provedor e modelo de amor

Foto: unsplash.com

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Você sabe qual a única expressão religiosa no mundo que apresenta o seu Deus como Pai? Não?! Pois, te respondo: o cristianismo.

Quantos pais se afastam de suas casas? Quantos homens estão morrendo na flor da idade? Quantos homens em situação de rua? Deus, em Sua infinita bondade e misericórdia, já Se apresentava para a ressignificação em decorrência dessas ausências.

Se pensarmos na gestação de uma criança, a voz masculina é a primeira a ser reconhecida pelo bebê. Isso! A voz da mamãe para ele é a sua própria “existência”! O grave da voz do pai se distingue aos ouvidos dessa criança.

O cuidado e a expectativa com a chegada dos herdeiros remodelam o cérebro dos homens, fazendo-os mostrar os mesmos padrões de engajamento cognitivo e emocional que são vistos nas mães.

Sabemos que todos somos formados pelo conjunto de leis, crenças e valores que nos cercam. Portanto a figura paterna significa para os pequeninos a lei, disciplina e limite.

O papai, em seu lar, torna-se a principal referência que leva os filhos a conhecer quem é Deus. Explico:

Onisciência – os filhos não se furtam ao privilégio de expressar os seus “por quês” e tantas outras perguntas fáceis e ou embaraçosas, pois veem em seu pai a imagem daquele que sabe de todas as coisas;

Onipresença – sempre que os pequenos fazem algo errado ou querem se mostrar, buscam por toda a parte aquele que “vê todas as coisas e está presente em todos os lugares”;

Onipotência – sempre imaginam que os pais são os melhores, mais fortes, sempre vencedores!

A presença paterna contribui para a autoestima, autoconfiança e segurança dos seus filhos. É a participação dos papais em limites, disciplinas, brincadeiras e experiências dos filhos que os tornarão adultos seguros e emocionalmente resolvidos!

Considerando os valores espirituais, aprendemos que a benção dos pais é importantíssima! Quantos de nós nos acostumamos a pedi-la – “Bença, pai”!

Mateus capítulo 3, versículos 16 e 17, nos retrata de forma muito assertiva que a benção paternal reforça o sentido de identidade, proteção e direção. Jesus, levado ao deserto pelo Espírito, foi tentado exatamente nisso: “Se és FILHO DE…”. Por causa do reforço positivo de Seu Pai, pela presença e pela boa formação, esse jovem venceu Suas principais provas de vida. Jesus sabia quem era Seu Pai!

Portanto quero encorajar e desafiar a todos os homens que já são pais, àqueles que sonham em ser e, principalmente, a todos os filhos, a reverem seus conceitos e lutarem com todas as suas forças para combaterem estes ensinos sutis e perigosos que vêm se formando em nossa sociedade ao longo do tempo.

Procurem vislumbrar o privilégio de serem o primeiro professor, o provedor plural em suas casas (alimento, educação, lazer, espiritualidade crescente…) e o modelo de amor.

Que o Pai celestial nos abençoe e nos inspire nesta preciosa missão!

:: Pr. Sérgio Ricardo [Lagoinha em Família]