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O que os brasileiros e os israelitas têm em comum?

brasilA história do povo de Deus narrada na Bíblia é linda. Inicia-se em Gênesis, com Abraão saindo de sua casa para uma terra que Deus lhe mostraria. Depois, esse povo forma a nação de Israel e segue para o Egito.

Em seguida, esse povo torna-se escravo, o que entristece o coração de Deus. Assim, Ele levanta Moisés como líder para guiá-los à “Terra Prometida”. Após 400 anos de privação, o povo finalmente chega ao lugar tão sonhado. Depois da morte de Josué, sucessor de Moisés, Israel volta às velhas práticas.

“O anjo do Senhor subiu de Gilgal a Boquim e disse: ‘Tirei vocês do Egito e os trouxe para a terra que prometi com juramento que daria a seus antepassados’. Eu disse: ‘Jamais quebrarei a minha aliança com vocês. E vocês não farão acordo com o povo desta terra, mas demolirão os altares deles. Por quê vocês não me obedeceram?'” (Juízes 2.1,2).

Quando Israel pecava contra o Senhor, geralmente, o povo era entregue nas mãos dos inimigos como pode ser observado em Juízes 2.14-21. São inúmeros os casos em que o povo adorava a outros deuses e realizava alianças com povos pagãos por meio de casamentos e cultos, conforme mostra Juízes 3.6.

Pois bem, diante desse breve resumo da história de Israel, muitas lições podem ser extraídas para os cristãos do Brasil.

Infelizmente, é comum ouvir de irmãos que a Bíblia não nos deixa orientações claras acerca da necessidade de o cristão importar-se com assuntos relativos à política e à sociedade. Assim, o primeiro ponto a ser observado é que Deus tinha uma aliança com seu povo, que era representado por uma NAÇÃO. É evidente que Deus se preocupa com os países da Terra. E mais, as ações de uma sociedade refletem diretamente nos rumos de uma nação. Israel pecava e, em seguida, perdia a guerra. Israel honrava a Deus e, em seguida, alcançava paz e estabilidade político-econômica.

Talvez você esteja pensando: “Hoje não enfrentamos mais guerras (ao menos no caso do Brasil)” ou “a igreja protestante não adora outros deuses.” Logo, não há semelhanças entre Israel e Brasil.

Ledo engano. A Palavra de Deus é atual. Os seus textos são aplicáveis aos dias de hoje. De fato, o Brasil não está em guerra – eu me refiro à guerra no sentido literal da palavra, apenas. É verdade também que a Igreja Protestante não adora baalains e outra sorte de deuses.

Estamos falando de um cenário de milhares de séculos atrás. As práticas eram diferentes, mas os resultados são iguais. Desonrar a Deus enquanto nação sempre gera prejuízo. Essa é a lei da semeadura (Gálatas 6.7) e ela não tem época nem lugar, é absoluta.

Então indago: o que poderia traduzir a adoração a deuses pagãos nos dias de hoje? O que poderia traduzir a invasão da terra por povos inimigos? Muito simples: adorar significa reverenciar. Quando permanecemos inertes frente às correntezas de doutrinas contaminadas de escárnio aos princípios cristãos, porém, maquiadas de preceitos de igualdade e amor, estamos reverenciando a Deus ou as doutrinas vãs deste mundo? Quando percebemos que o país padece com a corrupção e simplesmente nos mantemos apáticos, estamos reverenciando a Deus ou as doutrinas vãs deste mundo? Veja o que diz a Palavra: “A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo” (Tiago 1.27).

A guerra era consequência do pecado coletivo. Não vou listar as tantas barbaridades que acontecem no Brasil que são piores que a guerra no sentido literal. Deixarei apenas algumas dicas para que você, meu irmão, tire as suas conclusões.

– A Síria, país que hoje, literalmente, experimenta a triste realidade de uma guerra, presenciou 256 mil mortes em 4 anos. No Brasil, tivemos quase 279 mil, na mesma época.

– De acordo com o índice de corrupção, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, em 2016, o Brasil foi considerado o 4º país mais corrupto do mundo.

– O STF considera que o aborto até o 3º mês de gestação não é crime.

E muitos de nós, que não roubam, não mentem e vão à igreja, acha que não há guerra. Muitos acham que tudo é normal e que a nossa fé não tem qualquer relação com isso. Será?

:: Flávia Raíssa Said Pires – Grupo de ação Política