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Oferte com a motivação correta

Foto: unsplash.com

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Quando entregamos nossa oferta a Deus com a motivação de expressar o amor e o valor a Ele, estamos honrando-O. Encontramos o melhor exemplo desse princípio nas páginas do Novo Testamento: “Estando Ele em Betânia, reclinado à mesa em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher que trazia um vaso de alabastro cheio de bálsamo de nardo puro, de grande preço; e, quebrando o vaso, derramou-Lhe sobre a cabeça o bálsamo. Mas alguns houve que em si mesmos se indignaram e disseram: Para que se fez este desperdício do bálsamo? Pois podia ser vendido por mais de trezentos denários que se dariam aos pobres. E bramavam contra ela. Jesus, porém, disse: Deixai-a; por que a molestais? Ela praticou uma boa ação para comigo. Porquanto os pobres sempre os tendes convosco e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem; a mim, porém, nem sempre me tendes. Ela fez o que pôde; antecipou-se a ungir meu corpo para a sepultura. Em verdade vos digo que, em todo o mundo, onde quer que for pregado o Evangelho, também o que ela fez será contado para memória sua” (Mc 14.3-9).

Certamente, o que essa mulher fez foi honrar ao Senhor com a sua atitude e permitiu que, por meio do seu ato, o Senhor também pudesse honrá-la. Se a honra que o Senhor nos concede está ligada à honra que a Ele concedemos, então podemos dizer que essa mulher, Maria de Betânia, conseguiu ir fundo em sua atitude. Em geral, esse texto é usado para ilustrarmos a adoração – e eu concordo com isso –, mas o que a maioria dos crentes não percebe é que o seu contexto envolve valores materiais, e não uma expressão musical. Esse é um tipo de adoração silenciosa, mas que certamente satisfaz plenamente o coração de Deus!

O que podemos aprender com essa mulher e com as pessoas que estavam naquele banquete? Deus falou ao meu coração, com relação a esse texto, que normalmente vinculamos as nossas ofertas a uma necessidade específica. Há uma mentalidade errada: a de sempre achar um destino de utilidade justificável para a oferta. Quando aquela mulher quebrou o vaso e derramou o perfume, ela estava praticando um desperdício. Trezentos denários era muito dinheiro, dava mais de um ano de salário de um trabalhador normal. No entanto, ninguém se importou com a oferta em si, mas com o fato de ela não poder ser utilizada da maneira esperada pelas pessoas. Da mesma forma, acredito que temos perdido a essência da oferta, que é darmos honra ao Senhor. Só pensamos na maneira em que o dinheiro pode ser aproveitado. Se a oferta for para melhorias no templo, todo mundo dá, pois isso redundará em mais conforto para quem está dando. Mas, quando se trata de ofertarmos para quem está no campo missionário, nem sempre nos sentimos tão dispostos. Pense nisso!

:: Pr. Luciano Subirá

Converse sobre esse tema com o pastor Célio Fernando (31) 98477-0034 ou com Inês (31) 98469-1511.