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Planos e metas para a vida (e a política?)

Foto: unsplash.com

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Em todo início de ano, as pessoas estabelecem novas metas, novos alvos, novos planos, novos sonhos, dentre os quais muitos são iniciados com esforço e dedicação. A maioria deles consiste em metas individuais: as pessoas se planejam para fazer o que julgam ser melhor para si e raramente pensam no impacto de suas decisões na vida de outras pessoas. Na busca por alcançar as metas propostas, alguns planos são bem sucedidos, enquanto outros não.

Esse investimento em realizar sonhos e obter sucesso deve, porém, estar sujeito a adaptações, a mudanças, conforme a orientação de Deus. Na vida de um cristão, o ato de abandonar um plano inicial nem sempre é sinônimo de fracasso, assim como o fato de concluir algo que se planejou nem sempre é sinônimo de sucesso. O foco deve ser em realizar a vontade de Deus, independentemente da vontade individual, pois as escolhas que fazemos por mais simples que sejam trazem implicações na nossa vida e na vida de outros.

Podemos tomar, como exemplo, duas histórias distintas: a de Jonas e a de Saulo. Jonas recebeu uma orientação de Deus para ir para Nínive, mas escolheu executar o plano conforme lhe pareceu melhor. Ele pensou apenas em si, tentou fugir da presença de Deus e embarcou para outra cidade, Társis. Seu plano fracassou, e ele nunca chegou ao destino ao qual ele havia planejado.

Por sua vez, Saulo, que não conhecia a Deus e era um perseguidor de judeus, estabeleceu um plano de ir para Damasco prender os judeus. Ele não se importava com o sofrimento que causaria àquele povo, ele queria apenas cumprir seu objetivo. No meio do caminho, Saulo teve um encontro com Jesus e, ao chegar a Damasco, passou de perseguidor de judeus a pregador da Palavra de Deus.

Jonas e Saulo tinham um plano simples de viajar para outra cidade, mas Deus tinha planos muito maiores para eles. Após tudo o que passou, Jonas obedeceu a Deus e foi usado para salvar uma cidade da destruição. Já Saulo se tornou Paulo, um dos principais pregadores e disseminadores do Evangelho de Cristo.

Nesse momento em que estabelecemos metas e planos para 2018, é imprescindível colocá-los diante de Deus e buscar Sua orientação em relação a cada um deles. Também é necessário que sejamos sensíveis e busquemos cumprir nosso papel enquanto representantes do Reino de Deus nesta terra. Nossos planos devem ir além da satisfação de desejos e vontades pessoais; eles devem compreender também o outro, a sociedade, o avanço do Reino de Deus.

Estamos em um ano em que muitas coisas acontecerão no Brasil. É um ano eleitoral, e todos precisarão tomar decisões importantes quanto aos seus novos governantes para os próximos quatro anos, pelo menos. É um ano, portanto, que também temos que ter como meta as eleições, nossos atuais e futuros governantes, nossa nação. Lembremo-nos sempre que todas as decisões tomadas para o coletivo são estabelecidas por aqueles que são eleitos por nós, e essas decisões impactam, com o passar do tempo, diretamente a vida de cada um.

Que nós, enquanto Igreja, permaneçamos unidos por essa meta. Que desde já estejamos em oração para que Deus nos direcione a escolher com sabedoria nossos governantes. E que possamos colocar todas as nossas decisões, das mais simples às mais complexas, diante de Deus, sem nos preocupar em obter ou não sucesso ao final, mas, sim, em fazer a vontade do Pai, que é boa, perfeita e agradável.

:: Dayanna Fagundes Silva [Grupo de Ação Política – GAP]