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Relato sobre a Viagem Humanitária para Jordânia com o Pr. Lucinho Barreto

Jovens missionários em direção a Jordânia ( Foto: arquivo pessoal)

Jovens missionários em direção a Jordânia ( Foto: arquivo pessoal)

De 5 a 15 de maio, aconteceu a Viagem Humanitária para Jordânia, com o Pr. Lucinho Barreto e uma equipe de mais de 50 jovens de várias regiões do Brasil (1). Por se tratar de uma região onde os cristãos são perseguidos, apedrejados e mortos, a pregação do evangelho em vias públicas é proibida, pois eles consideram proselitismo (intento ou o empenho de converter uma ou várias pessoas, ou determinados grupos, a uma determinada causa de cunho religioso), o que é punido com prisão.

A estratégia utilizada pelos pastores Lucinho, Homero, Philip e H (o nome não pode ser falado, pois ele é um dos homens mais procurados pelo Estado Islâmico) como forma de alcançar os mulçumanos foi o serviço. Foram montadas atividades de serviço comunitário para duas cidades escolhidas do interior da Jordânia: Fuhays (que possui 60% de cristãos); e Markah (onde os cristãos são perseguidos). Desta forma, foram montadas escalas com as equipes que realizaram trabalhos como pintar os muros de duas escolas mulçumanas (2), reformar duas casas só para mulheres, onde tudo foi pintado e organizado (3), e pintar a calçada de uma avenida inteira da cidade, de amarelo e preto (4).

Todo o dinheiro para realização das intervenções veio de uma oferta levantada pela equipe envolvida. Foram distribuídos vários quites com material escolar para as crianças nas escolas e os professores também receberam lembrancinhas (5). Em Fuhays, O Pr. Lucinho fez um trabalho de pastoreio e acompanhamento com as famílias dos pastores e missionários, que tanto têm sofrido com as perseguições neste campo. Dentro das igrejas, existem mais de 2 milhões de refugiados da Síria e do Iraque, e para conseguir conhecer um pouco sobre eles, foi promovido um almoço com comida típica da região e logo em seguida um momento de comunhão com dinâmicas, louvor e uma palavra do Pr.Lucinho sobre “medo”, e todos foram muito impactados.

Foto: arquivo pessoal

Foto: arquivo pessoal

Em Markah, foram dois dias muito tensos, em que os trabalhos continuaram, mas sobre constante pressão e até perseguição em uma das escolas, onde eles foram denunciados e precisaram sair correndo do local. Foram feitos vários trabalhos comunitários nas escolas e eles contaram com o apoio da equipe da JOCUM. Os prefeitos das duas cidades foram muito tocados ao verem o trabalho feito por toda equipe. Em dado momento, os pastores foram homenageados e reconhecidos com a entrega de placas e a cobertura da TV local (6).

O pastor Lucinho conta: “Esta viagem foi extraordinária, foi um aprendizado muito grande em que nós, como igreja livre do ocidente, servimos a igreja perseguida e sofredora do oriente médio. E ao fazer isto descobrimos que nós é que precisamos de ajuda. Muitas vezes eles estão livres no meio da prisão e da perseguição e nós, no Brasil, estamos presos no meio de tanta liberdade. Foi impressionante ver a necessidade dos irmãos refugiados da guerra da Síria e do Estado Islâmico no Iraque, todos eles são os cristão das igrejas e como os pastores são verdadeiros heróis cuidando deste rebanho sem dinheiro, sem futuro e sem esperança.

E nós pudemos, com nosso trabalho comunitário, com nosso abraço, com as nossas doações e ofertas, fazer diferença na vida deles. Fazê-los sorrir e se alegrar. Foi algo que tocou muito meu coração e de toda equipe. Voltamos para o Brasil muito cansados, mas nunca tão felizes, porque percebemos que o pouco que temos pode fazer grande diferença para a igreja sofredora ao redor do mundo. Envolva-se você também em missões, para que veja o sorriso de Deus nos lábios de uma criança, de um refugiado ou de um cristão que sofre perseguição no Oriente Médio.”

Para saber mais sobre a viagem, acompanhe a cobertura completa no programa Nunca é Tarde, na nossa Rede Super.

::Janaina Viana e Pr. Eduardo Queiroz