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Dia do Soldado: Servindo em um exército maior

Foto: pixabay.com

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Uma vida militar caracteriza-se por inúmeras peculiaridades em prol de algo coletivo e maior, isso remete à nossa vida em Cristo. Uma vez convocados, somos levados a lutar por algo que está além de nossos interesses individuais e naturais.

Efésios 6.10-17 emerge céticos e produz também um mergulho profundo aos metafísicos. Paralelamente, e numa grandiosa fusão entre natural e espiritual, o cristianismo preenche todas as lacunas. É impossível, em face de toda existência, negar um sistema “dominador” (Ef 6.12) que age por meio das fraquezas humanas para afastar um indivíduo de sua verdadeira essência, que é Deus.

Uma vez “soldado” para Cristo, ou, por meio de Cristo, é possível “resistir firmemente no dia mau” (Ef 6.13) e permanecer “inabalável, sem retroceder” (Ef 6.13), compartilhando de “toda” (Ef 6.13) a “armadura de Deus” (Ef 6.13). É necessário compreender primeiramente que Ele a preparou, e que todos os seus componentes têm origem Nele, e não em nós.

Para uma posição de defesa, Deus coloca a “fé” como o “escudo” (Ef 6.16), “com a qual podemos apagar todas” (Ef 6.16) as investidas do inimigo. A fé significa aceitação, confiança, compromisso e obediência; ela coloca Deus à frente da nossa vontade, permitindo que Ele assuma o controle. A “verdade” (Ef 6.14) para cingir a cintura do soldado, produzindo, assim, a união para todo o resto da sua armadura. A “couraça da justiça” (Ef 6.14) para vestir todo o seu peito. Nesse sentido, a Palavra nos lembra: “Acima de tudo guarde o seu coração” (Pv 4.23). Com essa peça podemos nos proteger do pecado e nos cobrir também com a santidade.

Para os pés, Deus propõe calçá-los com a “proteção do Evangelho da paz” (Ef 6.15), para que ele nos leve para a direção correta na batalha e nos permita caminhar dentro da Sua vontade. O “capacete” (Ef 6.17) criado por Deus protege nossa mente, o que nos permite confiar e esperar, por meio de Cristo, pela salvação eterna. Por fim, a “espada” (Ef 6.17), que nos coloca em uma posição diferente, a de ataque, onde podemos investir contra o inimigo com o conhecimento e a proclamação da Palavra de Deus, por meio da oração constante. Sem estes, é impossível representar a Cristo. Mas, uma vez vestidos de “toda a armadura de Deus”, temos o privilégio de sermos identificados como Seu exército maior.

:: Jeanne Lacerda